<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324</id><updated>2012-02-17T04:17:28.447Z</updated><category term='Adeus'/><category term='Desafio'/><category term='Autores'/><category term='Fernando Pessoa'/><category term='Prosa Poética'/><category term='Musica'/><category term='Homenagem'/><category term='Textos vários'/><category term='A Traição de Psiquê'/><category term='Asas de borboleta'/><category term='Poemas Amor'/><category term='Florbela Espanca'/><category term='Pensamento'/><category term='Ano Louco'/><category term='Machado de Assis'/><category term='Mulher'/><category term='Lendas'/><title type='text'>A traição do EU</title><subtitle type='html'>Cometem-se muito mais traições por fraqueza do que em consequência de um forte desejo de trair.                   
François La Rochefoucauld</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>82</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-6255592495272347416</id><published>2011-12-08T23:43:00.000Z</published><updated>2011-12-08T23:43:44.749Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lendas'/><title type='text'>Lenda da Cova Encantada</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-e8iDPbE1UZo/TuFGe-yJ5sI/AAAAAAAABRc/fy_gfZ5azX4/s1600/Woman_In_White_by_Talc_Alys.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-e8iDPbE1UZo/TuFGe-yJ5sI/AAAAAAAABRc/fy_gfZ5azX4/s400/Woman_In_White_by_Talc_Alys.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Se existe local de uma beleza surreal, repleto de misticismo, de semblante enigmático é sem qualquer hesitação, Sintra. E julgo mesmo que o mais impressionante e majestoso monumento é a própria serra, em cujos recantos tentadoramente bucólicos se aninham as casas de Verão de alguns privilegiados da capital. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A magnífica vila de Sintra é toda ela mágica e cheia de esplendor – um reino romântico onde palácios majestosos, um castelo de contos de fadas, propriedades régias e mansões fascinantes emergem no meio de montes e florestas luxuriantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Caracterizada pelo seu encanto e serenidade singulares, a vila de Sintra oferece cenários de uma beleza surpreendente, com a sua vasta serra rochosa, densa vegetação e praias imaculadas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sintra é por si só um local de encantamento, de história, e de tão insondável, uma invulgar zona de fantasias e lendas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Sempre que percorro os trilhos que serpenteiam pela serra, a minha imaginação, solta asas e vagueia nos céus azuis da fantasia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Descia a estrada de Monserrate. Existem momentos e locais onde o tempo é intemporal, este é um deles. Os muros são cobertos de verde desde que mundo é mundo. O silêncio reina. A água corre ao nosso lado, pelos regatos, nas fontes, nas pequenas bacias e lagos que bebem o legado das encostas. Poderíamos ser personagens de um qualquer livro, numa qualquer época, que as palavras fluiriam naquele mesmo leito natural, de uma pureza transparente e imortal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Continuei a destrepar a estrada afastando-me da vila. Após caminhar alguns quilómetros, deparei com uma porta improvisada com tabuas de madeira completamente escancarada. Com alguma dificuldade apercebi-me tratar-se duma pequena taberna isolada na planície árida, a várias léguas dos povoados mais próximos. Sentia-se que era o meio caminho de estranhos viandantes de proveniência obscura, tão obscura quanto o seu rumo, que os levava a passar ali e a parar para uma pinta de cerveja ou uma malga de vinho a regar um naco de pão com presunto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Traziam sempre nos olhos o brilho fantasmagórico de quem andasse pela beira dos abismos mais negros, e contavam histórias incongruentes de miragens e assombrações que confundiam os caminhos na vastidão da planície, que tinha fama de lugar sinistro. Alguns demoravam-se um dia ou dois, recobrando forças num dos pequenos quartos do primeiro andar, toscos mas limpos. Porém, as noites não eram tranquilas. À hora rubra do sol-pôr levantava-se uma inesperada ventania que assobiava à volta da casa isolada, fazendo bater as telhas e estalar as portadas grossas. De apaziguador, havia apenas a mulher do taberneiro. Era um mistério aquela criatura graciosa e plácida que ajeitava o avental com os modos delicados com que tocaria o mais rico dos tecidos, e não havia memória de quando, como ou por que razão fora ela ali parar, casada com um homem tão grosseiro e brutal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;As horas cavalgaram por montes e vales sempre a trote. Traguei a noite ao mesmo ritmo que ia deitando abaixo algumas cervejas. Há uma brisa fria que obriga aos casacos. Depois de estender o olhar uma última vez sobre o balcão, os olhos do taberneiro dizem-me que é hora de voltar a casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Despedi-me da cerveja, e disse adeus a Sintra.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Já no apartamento desarrumado onde cheguei sem dar por mim, ainda havia uma réstia de calor. Nas colunas da sala ecoavam as notas rápidas e medievais da banda sonora do filme &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;“Excalibur” de Trevor Jones&lt;/i&gt;. Havia um copo vazio e um cinzeiro cheio.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Passou-se tanto tempo que pareço não saber o que aconteceu e o que apenas foi imaginação na minha cabeça: às vezes parece que não houve passado nem ficção, que a distinção nem sentido faz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;●●●&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;No tempo em que os Mouros dominavam Sintra, os cristãos faziam frequentes incursões contra eles, chegando por vezes muito próximo do castelo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Um dia chegou um cavaleiro verdadeiramente extraordinário. Tinha no olhar o fogo da inquietude interior, à qual nenhuma assombração poderia sobrepor-se assim como qualquer aparição padeceria de invisibilidade, pois aqueles olhos estavam obstinadamente voltados para dentro. Também a grosseria do estalajadeiro e a suavidade da sua tão bela mulher lhe passaram despercebidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Num desses recontros travou-se junto do castelo uma renhida batalha. Mas os cristãos foram vencidos porque o seu chefe - o nobre cavaleiro - havia tombado ferido e logo fora aprisionado pelos infiéis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Conduzido ao castelo, encerraram o nobre cavaleiro ferido num húmido calabouço com cadeias nos pés e nas mãos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O intuito era deixá-lo para ali abandonado, sem alimento nem tratamento até que a morte o levasse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Porém, ao atravessar o pátio para as masmorras, foi visto pela filha do alcaide, que estacou petrificada, tal a impressão que o jovem cavaleiro lhe causara. A todo o custo a jovem donzela tentou saber onde o cavaleiro estava encarcerado. E pela calada da noite, com o auxílio de uma das suas aias, foi visitar o prisioneiro. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O silêncio e a escuridão reinavam na masmorra acanhada onde o cavaleiro português estava trancado. Cautelosamente, a jovem moura abriu o portão de grades e entrou. Deu apenas dois passos. A escuridão era intensa. Ouvia a respiração agitada do prisioneiro. Com a conivência da aia, acendeu um pavio, e a fraca luz iluminou defeituosamente o triste cubículo. Mas o cavaleiro português distinguiu perfeitamente o lindo rosto da jovem moura. Perplexo pela visita, o cavaleiro inquiriu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Que quereis, donzela? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ela respondeu, com aparente serenidade:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Curar as tuas feridas e trazer-te de comer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Quem vos mandou?&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- A minha consciência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E se vos virem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Espero que não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Quem sois?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Zaida, a filha do alcaide.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Docilmente, o cavaleiro cristão deixou-se tratar pela bondosa e linda sarracena. Quando terminou, ela disse-lhe como despedida:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Até amanhã meu nobre cavaleiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Dia após dia, Zaida não faltava ao prometido encontro. Com grande espanto dos mouros, as feridas do cavaleiro começaram a sarar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Igualmente várias tentativas eram feitas no intuito de ser conseguido um resgate pelo importante prisioneiro. Por esse motivo, os mouros começaram a dar-lhe de comer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Numa noite após o cavaleiro estar convalescido, Zaida entrou na masmorra. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Com a voz trémula e emocionada disse-lhe sem tirar os olhos do chão de terra barrenta:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Venho dizer-vos adeus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele tomou-lhe uma das mãos com arrebatamento:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Zaida! Porque dizeis isso?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- A vossa família e o vosso rei ofereceram um grande resgate. Ireis sair amanhã, mal o sol rompa. E sei que não mais vos verei!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele atraiu-a a si.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Zaida! Vinde comigo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ela esquivou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não posso. Seria uma traição que a minha consciência não aprovaria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Mas eu amo-vos, Zaida! Amo-vos mais do que à minha vida! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Também eu vos amo, nobre cavaleiro mas tudo nos separa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Zaida! Vou ficar! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ela meneou a cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não sejais um homem tão louco. Não podereis ficar. Os meus querem o resgate e os vossos anseiam por vos reaver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Voltarei!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Sereis provavelmente de novo ferido, ou talvez morto! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- E se vencer? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Talvez seja eu quem deixe de existir!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O cavaleiro cerrou os punhos em completo desespero. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Juro-vos linda donzela que sem vós não poderei viver!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Nem eu!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Então... Porque não vindes comigo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Poderei dar a vida por vós, mas não a honra. Também de vós não quero mais. Sois nobre e valente! Não peço que me esqueceis! Desejo mesmo que nunca mais a minha imagem e a minha voz saiam dos vossos olhos e ouvidos. Contudo... Sou eu que vos digo: Ide... E não regresseis! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O cavaleiro cingiu a linda moura com enlevo. Beijou-a nos cabelos, na testa, nos olhos. Ela voltou a esquivar-se. Chorava em silêncio. E murmurou, afastando-se:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Adeus, meu único amor! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;E, em passo célere desapareceu na desalumiada da noite. Apanhou rapidamente um ramo de alecrim, que pôs num pote sobre o parapeito da janela, para que o vento ao passar entre as frestas de madeira tosca trouxesse consigo a presença de um aroma acolhedor; colocou mais um cobertor na cama e deixou o seu pequeno livro, o seu tesouro, junto do jarro de água fresca. Mas não bastava. Não bastava. A abalada do cavaleiro assim que o sol espertasse, fê-la sentir desolada e perdida, o que lhe provocou, grossas lágrimas, quentes. Quase sem dar por isso, despiu-se e soltou os cabelos. Foi até à cama, abriu-a, e ali deu largas ao seu estranho desgosto, feito de espanto e desejo. Procurou-se. Descobriu-se, percebeu como era linda e triste, como tinha a força imensa feita da fragilidade que não quebra jamais. Despojada, vazia de tudo quanto lhe era familiar, mas plena de uma coisa nova que lhe ficara tão fundo e não sabia ainda como nomear, abandonou o quarto, deixando a cama meia desfeita cheia das suas lágrimas, dos seus odores, dos seus cabelos. Ninguém mais a viu nessa noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;●●●&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Novamente no meio dos seus amigos, familiares e companheiros, o cavaleiro português foi recebido com grandes demonstrações de alegria. A sua libertação foi celebrada com grandes festas. Mas, apesar dessa exuberância de carinhos, o cavaleiro sentia uma tristeza infinita. Voltou às armas. Dir-se-ia ávido de novas conquistas. E as suas expedições eram sempre contra os Mouros. Queria aturdir-se. Queria esquecer Zaida. Mas a sua imagem e a sua voz - tal como ela havia desejado - continuavam na sua retina e nos seus ouvidos, mesmo no mais aceso das batalhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Desesperado, depois de contínuas noites de insónia, fazendo do seu segredo uma força secreta, resolveu atacar de novo os mouros de Sintra, desafiando-os para novo encontro. O seu intento era assaltar o castelo - ou morrer! Reuniu maior número de combatentes e entusiasmou-os a tentarem fazer essa oferta ao seu rei e senhor. Todos os seus companheiros se mostraram dispostos a segui-lo e rapidamente se ultimaram os preparativos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;De surpresa, os cristãos subiram a serra de Sintra. Era noite. Uma noite tórrida de Verão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tentaram assaltar o castelo. Mas os sarracenos, verificando o reduzido número de combatentes cristãos, saíram ao seu encontro, dando-se novo combate corpo a corpo. O ardor posto na luta por parte dos cristãos era tanto que lograram entrar no castelo, fazendo-o cair em seu poder.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas logo em seguida os soldados portugueses foram acometidos de enorme e dolorosa surpresa. O seu chefe (o nobre e valente cavaleiro) procurava a formosa moura filha do alcaide e ambos haviam caído nos braços um do outro. Entregues à embriaguez desse momento de encontro, o cavaleiro e a jovem pareciam esquecidos de tudo o mais. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Os lábios colaram-se num beijo infinito. Um misto de dor e prazer percorreu-lhes o corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Então os mouros começaram a reagir e os cristãos, privados do seu chefe, em breve se sentiram rodeados de perigos. Os mouros haviam conseguido reforços. Da atalaia divisava-se uma fila enorme de tropas sarracenas que vinham juntar-se às do castelo. Os cristãos ficaram cercados. Só então o cavaleiro enamorado se deu conta da gravidade da situação. Soaram trombetas. Levantou-se a ponte levadiça. Organizou-se o combate. Havia quase dois dias que ali estavam os cristãos esperando as ordens de D. Afonso Henriques, a quem haviam mandado um mensageiro. Mas a mensagem enviada ao rei cristão já não correspondia à verdade. A causa estava praticamente perdida. O chefe cristão separou-se da jovem moura, vestiu de novo a cota de malha, e travou-se o combate, heróico de parte a parte. Por fim, depois de uma encarniçada luta na qual pereceram muitos chefes cristãos, o cavaleiro chefe também caiu ferido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ao vê-lo caído por terra e coberto de sangue, Zaida ficou como louca. Tratou de arrastar do pátio o seu bem-amado e de escondê-lo num dos corredores. Aí, com esforço inaudito, e depois de verificar que não a estavam espiando, abriu uma lousa. Uma entrada subterrânea ficou a descoberto. Com mil dificuldades, entrou pela abertura, levando consigo o ferido, que havia desmaiado. Fechou a lousa atrás de si. Depois, quase sem luz e continuando a arrastar a sua preciosa carga, foi percorrendo galerias subterrâneas até chegar a uma sala preparada numa cova, que recebia luz indirectamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Nessa sala havia uma saída que ficava fora do castelo e já quase a meio da serra. Colocando o ferido num divã coberto de tecido precioso, Zaida pegou numa bilha e procurou a saída. Perto havia uma nascente. A moura sabia da sua existência. Encheu o cântaro de água e voltou a tratar do ferido, tal como fizera meses antes. O cavaleiro abriu os olhos. Recobrou o alento e ficou estupefacto quando soube onde estava. Quis saber dos seus companheiros. Ela beijou-o ternamente, dizendo-lhe:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Que importa o acontece aos outros? Estamos aqui os dois. Não vos basta?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele meneou a cabeça, demonstrando o seu sofrimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não, não me basta! Fui eu quem os atraí a este combate para o que não estávamos ainda preparados. Só pensei em mim. Não podia a continuar a viver sem vos! Mas vejo agora que não devo viver à custa das suas vidas! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Com fala dolorosa, ela perguntou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Mas que pensais fazer?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Juntar-me aos meus companheiros!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Foram desbaratados, não penseis mais neles! Pensai antes em vos, que não tenho a certeza de poder salvar! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele fechou os olhos. Sofria. Moral e fisicamente. No dia seguinte, mais fraco ainda, pediu:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Dá-me de beber...Tenho secura! Arranha-me a garganta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ela observou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Amor meu, eu tenho de ir buscar mais água. Esta acabou-se. Mas volto já! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ele segurou-lhe numa das mãos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não...Deixa-te ficar... aqui... Ao pé de mim... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Ela beijou-lhe a testa escaldante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Não demorarei. Prometo que não demorarei... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Saiu. A algazarra havia terminado. Dir-se-ia que a batalha chegara ao fim. Zaida encheu célere a moringa e encetou a caminhada para a sala subterrânea. Porém, quando estava já próximo da entrada, uma seta vinda do lado do castelo acertou-lhe em cheio. Caiu de joelhos agarrada ao cântaro da água que verteu metade. Teve forças, porém, para se arrastar até ao local onde o mato tapava a entrada. Rastejando e perdendo sangue, Zaida só caiu junto do seu cavaleiro. A bilha caiu também e a água perdeu-se. Zaida havia desaparecido do mundo dos vivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Desesperado, o nobre soergueu-se do leito e veio ajoelhar-se junto da sua bem-amada. Suplicou:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;- Ó Deus Misericordioso! Perdoai-nos os pecados que cometemos neste mundo... E juntai-nos... De novo... No Céu! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Com o esforço feito, a ferida do cavaleiro voltou a abrir e o sangue cristão do jovem misturou-se com o sangue mouro da linda Zaida. E esse sangue só parou de correr quando ambos pareciam já duas estátuas de mármore.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;No castelo, os mouros haviam mais uma vez repelido o ataque dos cristãos. Procuravam Zaida e o ferido por toda a parte. Foi então que um soldado descobriu o rasto de sangue deixado pela filha do alcaide. Seguindo-o, foi encontrar os corpos sem vida do cavaleiro cristão e da jovem moura, lado a lado, numa larga cova distante do castelo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Desde então, diz a lenda que, em certas noites de luar, quem tenha a ousadia de vaguear pela Serra de Sintra verá sair de uma larga cova, junto a um penedo, uma formosíssima donzela vestida de branco, com uma bilha na mão. Com passos apressados, a jovem de branco dirige-se para uma nascente de águas finas. Depois, regressa à mesma cova donde saíra, com o pequeno cântaro já cheio. A meio do caminho solta um doloroso gemido. Depois, desaparece, qual branco fantasma...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;●●●&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Era uma noite semelhante às outras, talvez mais perfumada de luz e sentia-se um sabor a esperança no ar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A serra da Arrábida afastava-se já da noite, projectando o nascer do sol e o brilho nas alvas portadas do meu quarto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;O dia ia-se revelando mais, já com a Lua e Vénus ausentes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;As janelas entreabertas da nossa memória, tal como as do nosso quarto, deixavam entrar uma intimidade que pobremente existiu. Ou por vezes aconteceu como acto isolado num passado que deixa de o ser, de cada vez que a brisa abre mais um pouco as janelas e faz espreguiçar as cortinas e o que está dentro da casa habitada da nossa memória é o mesmo que está do lado de fora à procura de voltar ao interior. Será que algum dia saíste de mim? Será que algum dia habitas-te esta casa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A brisa espalha-se pela casa, faz-se notar, estende-se como tu cá dentro. Tem cheiro, textura, sabor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Penso nas voltas da minha vida, nas promessas de eternidade que nunca se cumprem. Penso nas relações que se juram sólidas e ao rasgar das folhas do calendário acabam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Penso na vida que se vai tão rápida como um suspiro. Penso nos dias que me levanto com a alma reduzida e me deito com a sensação de a ter perdido. Deixo flutuar o pensamento no bote das minhas emoções. Houve um tempo em que pensei que a minha vida ia ser especial, distinta. Ideais, valores superiores, razões para lutar. Hoje vejo-me preso na monotonia, na cor cinza, na existência com uma única razão a de lutar por mim mesmo sem grande firmeza. No fundo vivo longe do mundo submergido na deliciosa melancolia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Abro os olhos, ergo-me… O fumo do teu cigarro já fugiu, as janelas dentro de mim batem com força! As portadas esmurram a parede. Olho para ti…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Somos os mesmos, é verdade. Mas, o vento é mais calmo, a chuva hoje é sol e o toque não é o teu… é o de uma flor. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Estou cansado de viver sozinho com alguém! Tenho saudades de te dizer o que não disse!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Mas, não se pede a ninguém que não parta e não se pede a ninguém que volte. Quanto muito, espera-se e ainda assim é alma que se consome. Não tenho existência suficiente para ocupar este espaço todo onde tu faltas. Dirijo-me à janela para olhar o céu. Está frio, mas o sol brilha intensamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Percebo que é exactamente assim que me sinto. Apesar de viver numa sociedade fria e desumana, a esperança num futuro melhor aquece-me o coração. Sou mesmo um sonhador!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Observo a silhueta de uma jovem de vestido branco, que aldeaga com os olhos colados ao asfalto. Medito na lenda que ouvira na taberna.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;Tu fazes-me imaginar a jovem donzela da cova encantada, do amor místico que só a morte consegue unir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;E, nos dias em que estou assim, prenhe de aflições, torneio a minha mão em volta do calor do teu corpo apartado enquanto tu te diriges com passos apressados, para a nascente de águas finas, onde viste correr as lágrimas que banharam o nosso amor. Depois, regressas à mesma cova donde saíste, com a sacrílega perfeição, mas sabendo que foi o meu corpo aquele que aceitaste. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;A meio do caminho soltas um doloroso gemido. Depois, desapareces, qual branco fantasma...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;(Texto baseado na lenda da Cova Encantada)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Do domínio popular&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 8pt;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: Biblioteca de Sintra&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-6255592495272347416?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/6255592495272347416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=6255592495272347416' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6255592495272347416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6255592495272347416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2011/12/lenda-da-cova-encantada.html' title='Lenda da Cova Encantada'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-e8iDPbE1UZo/TuFGe-yJ5sI/AAAAAAAABRc/fy_gfZ5azX4/s72-c/Woman_In_White_by_Talc_Alys.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-825117314758534399</id><published>2011-11-08T22:32:00.000Z</published><updated>2011-11-08T22:32:35.779Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>O gelo queima</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PWMKZPGoiIM/TrmtjsAzFkI/AAAAAAAABRM/HR47JxEKQmA/s1600/vela-de-gelo-2127.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-PWMKZPGoiIM/TrmtjsAzFkI/AAAAAAAABRM/HR47JxEKQmA/s400/vela-de-gelo-2127.jpg" width="363" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #1f497d; mso-themecolor: text2;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Os meus lábios permanecem quentes, o coração enorme no meu peito apertado. Nos meus olhos, tenho ainda restos de luar que me inundaram nas frestas abertas das noites de chuva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #1f497d; mso-themecolor: text2;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #1f497d; mso-themecolor: text2;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Eu abraçava-te enquanto tu me acariciavas a face fria. E foi sempre assim, até que nos deixámos afundar, ainda enlaçados, no pântano que nos cercou até ao sufoco. Dissipados no meio da cidade triste e lacrimosa apenas uma melodia dos fingertips baloiçava numa música carente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #1f497d; mso-themecolor: text2;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Não, não foi sonho, as noites estiveram. Permaneceram cravadas no gelo das minhas mãos, e o gelo guarda. O gelo queima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #1f497d; mso-themecolor: text2;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #1f497d; mso-themecolor: text2;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Que o gelo se liquefaça velozmente e te banhe corpo e alma a água cristalina do meu amor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;"&gt;&lt;span style="color: #1f497d; mso-themecolor: text2;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;5/11/2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-825117314758534399?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/825117314758534399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=825117314758534399' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/825117314758534399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/825117314758534399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2011/11/o-gelo-queima.html' title='O gelo queima'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PWMKZPGoiIM/TrmtjsAzFkI/AAAAAAAABRM/HR47JxEKQmA/s72-c/vela-de-gelo-2127.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-9117021829703175274</id><published>2011-10-05T00:36:00.005+01:00</published><updated>2011-10-05T01:41:56.748+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenagem'/><title type='text'>ANJO SEM ASAS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c7WLnzO4i5s/Toum_PsMk0I/AAAAAAAABQ4/wo0AQgSegM8/s1600/cocker.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-c7WLnzO4i5s/Toum_PsMk0I/AAAAAAAABQ4/wo0AQgSegM8/s1600/cocker.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;em&gt;"As histórias têm muito mais exemplos da fidelidade dos cães que dos amigos" Alexander Pope&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Meus queridos donos,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;A minha vida deve durar já pouco tempo… estou com alguns anos.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Qualquer separação é muito dolorosa para ambos. Não fiquem tristes quando eu partir, porque eu levarei um pedaço do vosso coração comigo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;  &lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Todos têm o vosso trabalho, os vossos amigos, eu, queridos donos, só vos tenho a vocês.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Falem comigo de vez em quando. Dêem-me uma guloseima que eu aprecio muito. Como vos conheço desde cachorrinho, compreendo muito bem o vosso tom de voz e sei tudo que me querem transmitir. Ficará gravado em mim para sempre, jamais esquecerei.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Antes de me censurarem por estar preguiçoso ou teimoso, vejam antes se há alguma coisa me incomodando. Talvez eu não esteja bem. O meu coração pode estar mais fraco… &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Cuidem de mim quando eu ficar ainda mais velho e esgotado.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Já vos conheço e sei que nunca me irão abandonar, que estarão comigo até ao fim. É que tudo é mais fácil para mim com vocês a meu lado. E eu tenho a certeza que irá suceder.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Amem-me com sempre o têm feito, pois independente de qualquer razão, eu vos amarei para sempre!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;  &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Uma enorme lambidela para vocês&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Simba&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-X6Bgp0x6pTg/TounMmW42lI/AAAAAAAABQ8/TQFUISiMiBg/s1600/luto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-X6Bgp0x6pTg/TounMmW42lI/AAAAAAAABQ8/TQFUISiMiBg/s1600/luto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;A incerteza da vida confirma-se na certeza da morte. Na madrugada de 21 Setembro de 2011 perdi um descomunal pedaço de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Todos sabemos que a morte é um acontecimento terrível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;As seis da manhã já se tinham instalado. Não conseguia pregar olho, porque a morte chegou sem ser apresentada, foi apenas convidada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Há dias em que morremos mais que outros. Em que o coração estaca, a mente estagna e a alma encrosta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Falece a esperança, e a tristeza fica mais amarga. O assombro é de tal forma súbito que nem tempo subsiste para a extrema-unção. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt;"&gt;Ter um &lt;span style="color: black; mso-bidi-font-weight: bold;"&gt;amigo&lt;/span&gt; em casa, que envelhece em média, cerca de sete vezes mais rapidamente do que nós, é um pouco como ver uma película futurista da nossa própria vida: as faculdades vão-se degradando, o temperamento vai amolecendo, a energia vai-se perdendo. Só o amor e a amizade ficam e mantêm-se constantes, coisa que a maioria dos humanos não consegue preservar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Sinto a falta da tua presença à minha volta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Emergiste assim do nada, como um anjo que cai do céu. Cresceste sem asas, mas não desperdiçaste as alas da bondade, da amizade e do amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Meu amigo foste, és, e sempre serás, como um anjo sem asas, que continua a voar no meu pensamento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;És um barco sem vela que eternamente navegará pelos meus mares que inundam a minha solidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Ao partires deixaste um colossal vazio no meu peito, uma louca vontade de chorar. Chove-me a cântaros na alma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;A tristeza inunda-me o coração. A dor é inaudível, mas feroz. A alma, essa já não padece, está submersa. Foi como se o&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt; inverno me invadisse antecipadamente, e uma hipotermia se apoderasse do meu corpo que treme de frio e de nostalgia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Sinto a saudade dos teus olhos doces que já não posso olhar, do teu pelo que já não posso acariciar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Foste tempero do meu ser, o sal do meu viver. Ensinaste-me a amar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Não existem palavras para definir todo este encanto que tomou conta de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;És um anjo sem asas a voar no interior do meu coração.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Até sempre!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.5pt; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;strong&gt;Afonso da Tala (Simba)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.5pt; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;strong&gt;18-08-1996&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;  &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="background: white; line-height: 13.5pt; margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10.5pt; mso-ansi-language: PT-BR;"&gt;&lt;strong&gt;21-09-2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-9117021829703175274?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/9117021829703175274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=9117021829703175274' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/9117021829703175274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/9117021829703175274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2011/10/anjo-sem-asas.html' title='ANJO SEM ASAS'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-c7WLnzO4i5s/Toum_PsMk0I/AAAAAAAABQ4/wo0AQgSegM8/s72-c/cocker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8204239023734211918</id><published>2011-09-18T00:59:00.001+01:00</published><updated>2011-09-18T01:18:14.756+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>A ÚLTIMA DAS AMANTES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oj_kg1QISws/TnUzmvGetII/AAAAAAAABQY/3PLe-YWtKxw/s1600/a_ultima_amante.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-oj_kg1QISws/TnUzmvGetII/AAAAAAAABQY/3PLe-YWtKxw/s400/a_ultima_amante.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Vezes sem conta perco o equilíbrio do meu raciocínio e mergulho no abismo dos sentimentos. Faço das tripas coração para não sentir o sal que me arde nos olhos. Noto agitação sob os meus pés, mas não compreendo porque se move a terra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Admiro o pôr do sol quando as nuvens de cor de sangue se rasgam no céu e o grito das gaivotas me queima a garganta de comoção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Quantas vezes tenho receio de pensar. O medo da verdade aterroriza.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;S&lt;/span&gt;empre que o escuro se achega tenho medo de nós. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Não o tenho de uma tempestade ou de trovoada, mas sim da acalmia, da serenidade quando tudo termina. Sinto o suor escorrer pelo frio que me faz na alma… tenho incessantemente medo quando a rotina se instala sorrateiramente e nos faz perder aqueles pequenos focos de luz que a quebram. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Sempre os mesmos locais, impregnados dos mesmos cheiros e dos mesmos sons. Os mesmos rostos vestidos da mesma disposição para encarar o mundo, ou simplesmente para sobreviver nele.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Arrepia-me observar a minha pele feita das nódoas negras provocadas pelas pancadas da desilusão, do despotismo que me estrangula, da falsidade que me rasga. O meu coração é um mancebo sem cor que rasteia pelo prado do teu corpo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Ainda ontem entrei na capela esvaída do meu corpo e comunguei lágrimas de saudade ao ouvir o bamboar dos sinos em teus passos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;O mar que tanto me cativa derrama-se inteiro dentro do seu peito que me impede de respirar. Dói! &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Abri a janela do quarto para deixar embocar o vento de mansinho. Cerrei a porta. Enclausurei-me do mundo. Deitei-me a contemplar para o tecto com uma música no ouvido. A banda sonora, ideal para me sentir assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Gosto de estar sozinho e emparedado. Parece que todas as forças do universo se movimentam para lá de mim, para deixarem o meu pensamento correr livremente. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Vejo as ruas brilharem na escuridão dos teus olhos, enquanto o céu denigre no cinzento triste dos meus.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;No negro dos teus olhos antevejo os becos da minha ruína.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Nessa imensa escuridão vejo o prenúncio da noite da minha insónia.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Na interminável&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;penumbra dos teus olhos mergulho em ondas salgadas na busca da parafernália dispersa pelos anos sem tréguas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Nas luzes da noite me encandeio, na cidade sem cor, procuro o fulgor dos teus olhos sem fim.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Nas palavras que prego tento encontrar o ágape que me sustenta o espírito.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Queimam-me nas mãos as lágrimas, deste amor que vive na orla do abismo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Nas lágrimas que semeio flutuo até ao conventículo onde os meus fantasmas pernoitam na angústia da minha perdição.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Com as labaredas do teu olhar decalco no peito a mácula da minha dor.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Como uma raposa de fogo, ateias o desejo na eira do meu corpo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Visto-me pacientemente de negro como o risco que traças nas pálpebras impacientes e desenho-me numa mancha difusa de instintos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;No negrume dos teus olhos, não te encontro, e como um aguilhoado peregrino, trilho o dédalo que incessantemente nos separa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Serás tu a minha Divina proporção? Ou a última das amantes?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Tenho medo, mas um dia também eu terei a minha solenidade. Alguns irão chegar carregados de flores de um odor pérfido que depositarão ao lado do meu féretro, mas só tu irás chorar com a face encostada ao gelo dos meus lábios inundados de púrpura. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 10pt; mso-bidi-font-family: Arial;"&gt;Porque tu és, seguramente, a última das amantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8204239023734211918?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8204239023734211918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8204239023734211918' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8204239023734211918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8204239023734211918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2011/09/ultima-das-amantes.html' title='A ÚLTIMA DAS AMANTES'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oj_kg1QISws/TnUzmvGetII/AAAAAAAABQY/3PLe-YWtKxw/s72-c/a_ultima_amante.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7598835234878022328</id><published>2011-04-10T23:59:00.001+01:00</published><updated>2011-04-11T00:00:32.150+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Pode no entanto já ser tarde.</title><content type='html'>&lt;em&gt;O que é a vida? Uma ilusão, uma sombra, uma ficção. E o maior dos bens é de pouco valor, já que toda a vida é sonho, e os sonhos não passam de sonhos. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Caldéron de La Barca&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gONEjtot9pk/TaI14WavwqI/AAAAAAAABQE/U89uXQVwa_g/s1600/mulher-linda.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" r6="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-gONEjtot9pk/TaI14WavwqI/AAAAAAAABQE/U89uXQVwa_g/s400/mulher-linda.bmp" width="290" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano de 1990 digeria-se velozmente, como querendo acabar com os seus derradeiros dias. Tinha sido um ano bondoso e ingénuo, tal como Johnny Depp no papel de Eduardo Mãos de Tesoura. Para além de cândido, foi um ano que passou sem deixar rasto. Esvaiu-se nos dias e meses sem grande interesse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De cabelos rebeldes e molhados, olhos da cor de azeitona e pele albume, Ana Patch parecia ter saltado de uma tela do pintor francês CHANTRON. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dona de uma fantasia sem limite trabalhava na fábrica do pensamento, na secção da imaginação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tinha a seu cargo os sonhos eróticos de milhares de portugueses acima da idade regulamentar, uma vez que antes dos dezoito anos era interdito sonhar com determinadas temáticas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ana, já era adulta. Tinham decorrido uns céleres dezanove anos. De uma beleza apática, sentava-se finalmente em frente do sistema central da alucinação e com os olhos impassíveis na consola da ficção. Acendia um cigarro para entreter os dedos e queria uma ilusão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes, um amigo arrumou-lhe um lugar pelo departamento das aspirações políticas, mas cedo percebeu que não tinha jeito para mentir, nem para administrar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preferia de certo modo acompanhar as pessoas nos seus tempos de lazer, proporcionar doces ilusões de felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prostrada na cadeira, os dedos dormentes não cessavam de calcar as teclas. Os olhos irados de esgotamento varriam as estradas virtuais em busca do eudemonismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se dois amantes se zangavam, nessa noite era sabido que sonhariam um com o outro, e com os melhores momentos que tinham passado juntos. Amanheciam mais tranquilos, com um sorriso apaziguador nos lábios, e sem se lembrarem como, já tinham feito as pazes. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por sua vez, Ana ultimava as pazes com Deus. Mas o cansaço começava a tolher-lhe o corpo. Já sobrava noite no luar da sua vida. Começavam a faltar estrelas no céu da sua incessante ilusão. Muitos sonhos desfeitos e sem guarida trouxeram dias vestidos de noite. Mas nunca desistiu. Certo dia a base de dados devolveu-lhe uma bonita e tristonha jovem. A solidão espezinhava-lhe os dias. Incessantemente tentou encontrar alguém que pudesse ajudar a bela jovem. Noutro lado daquela estrada sem fim, um rapaz chorava pela perda do pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ana elaborou um programa para desviar aquelas lágrimas, para que corressem noutra direcção. A água daquelas lágrimas regaram a jovem ajudando-a a permanecer viçosa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Não murches ainda mais a minha vida. Fica a promessa que quando te encontrar te amarrarei com correntes roubadas à lua.” Disse-lhe o rapaz através de e-mail.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comia um pedaço de pão, nunca desviando uma nesga a atenção do luminoso monitor, até novo ciclo recomeçar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta estrada virtual cheia de muros de um lado e do outro, que nos permite esconder tabus e preconceitos, dá-nos a protecção segura e necessária para termos coragem de desabafar anormalidades que não conseguimos quando enfrentamos os olhos a quem nos dirigimos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando fazia a ronda tal vigilante que tenta encontrar algo de anormal no seu percurso, muitos pensamentos lhe passavam pela mente e porque não, pela alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que esta espécie de diário que tanta gente passou a saborear, é de facto um “gritar” da dor que todos temos vontade de expelir?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que com o passar dos anos, do progresso somos também cada vez mais infelizes? Somos cada vez mais isolados? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num canto do monitor assistiu a um casal de idosos falarem dos netos e sentiu borboletas a esvoaçar entre as suas sábias palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava na hora de fazer correr outro programa. Umas linhas de código dirigidas aos menos jovens. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprontou o ébano e o carvão das esperas e das despedidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As viúvas passaram muitas vezes a sonhar com os seus maridos sumidos, e com o futuro risonho dos filhos e dos netos, uma preparação suave para a partida breve. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que lhe dava mais prazer era construir novos casais. Procurava na base de dados horas sem fim, os interesses e ambições de cada jovem, até encontrar um par que fosse a combinação perfeita. Depois, punha-os nos sonhos um do outro durante várias noites seguidas, sempre em cenários paradisíacos, praias, biquínis, sol e mar. Os sonhos iam evoluindo suavemente, mudando de cenário, desapareciam por um mês, para reaparecer em seguida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até que um dia, por algum acaso, os dois protagonistas se cruzavam na rua, nos transportes, ou se encontravam numa festa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Surgia de imediato uma cumplicidade, uma empatia que eles não sabiam a que deviam atribuir. Apenas sabiam que se sentiam terrivelmente bem um com o outro, como se fossem velhos amantes. O primeiro toque, já não era uma surpresa, enchia-os da certeza do amor eterno. E isso, mais que tudo, deixava-a feliz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os anos passavam por ela como raios de luz e cada ano que passava, evaporava-se a sua pertinácia. De pretensiosa consciente, a pedante aluada, de bonita a vulgar e de mulher cobiçada, a velha avarenta. Sem ambição e com sonhos a preto e branco, procurava a expectativa que mingua proporcionalmente ao galopar do tempo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentir o dia a esvair-se, com os dedos dos pés massajados, o humedecer dos lábios por uma bebida ordinária. Daquela que acidifica o estreito, com borbulhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ana será a partida para novas definições de estilo. Gosta do que as coisas deixam de erótico. Quer seja a vida real a ensinar, quer sejam os sonhos a preto e branco a transformar tudo numa sopa de letras partidas, aquecidas num pequeno fogareiro a petróleo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendeu a repousar em cima da almofada da esperança, e que esta a ajude a esperar. Faz sentido, porque as coisas têm mesmo o seu tempo de acontecer. A sociedade evolui, porque as pessoas gostam de se confrontar. E devemos saber esperar, pois tudo vem no momento próprio. Nem antes, nem depois. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, espera com as mãos debaixo dos sovacos, e cumprimenta o tempo que passa com um sorriso, entremeado com uma lágrima. É a sua maneira de sorver a energia dos minutos, das horas, dos dias. Ela gosta que lhe diagnostiquem pequenos problemas existenciais em função do que faz questão de mostrar. Se é o que sempre foi, e nunca será aquilo que os outros querem que ela tivesse sido, para quê forjar cenários de extinção. Mas é um mundo de finos cabelos soltos. Basta um acariciar descomprometido, duas rajadas de vento em final de tarde, e a bruma cai. Deixa-se então arder no ar quente da indecisão, e faz de si também uma espécie de nevoeiro impenetrável. Parou uma fracção de segundo e por cima do ombro olhou o calendário gregoriano que pendia torto da parede de manchadas de verdete. Semicerrou os olhos e com alguma dificuldade apercebeu-se de que decorria o mês de Março de 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Envolta na densa neblina espera ainda encontrar um dia, na imensa base de dados, o par ideal para a sua vida, aquele que irá sonhar com ela noites a fio, e acordar um dia com a certeza de ter descoberto o seu amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode no entanto já ser tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7598835234878022328?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7598835234878022328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7598835234878022328' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7598835234878022328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7598835234878022328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2011/04/pode-no-entanto-ja-ser-tarde.html' title='Pode no entanto já ser tarde.'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gONEjtot9pk/TaI14WavwqI/AAAAAAAABQE/U89uXQVwa_g/s72-c/mulher-linda.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-6086451545693151253</id><published>2011-01-17T23:49:00.001Z</published><updated>2011-01-17T23:54:09.272Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Red Rain</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TTTVZ_WWX6I/AAAAAAAABOg/qS_CWCKr3ZE/s1600/Chuva+Vermelha+de+kerala.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TTTVZ_WWX6I/AAAAAAAABOg/qS_CWCKr3ZE/s320/Chuva+Vermelha+de+kerala.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ontem choveu e eu chorava também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Havia demasiado bafio no ar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A água era vermelha cor de sangue.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sons de vapor misturado com manchas de memórias antigas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Precisava de água. As nascentes secaram à beira da estrada perdida no desejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Um dia de chuva. Em desespero beijei a água que desabava sobre um corpo moribundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Gotas fêmeas de luxúria, sem dó continuaram a molhar-me por inteiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-6086451545693151253?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/6086451545693151253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=6086451545693151253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6086451545693151253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6086451545693151253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2011/01/red-rain.html' title='Red Rain'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TTTVZ_WWX6I/AAAAAAAABOg/qS_CWCKr3ZE/s72-c/Chuva+Vermelha+de+kerala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8577673375638860081</id><published>2010-12-30T23:35:00.002Z</published><updated>2010-12-30T23:50:04.720Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Nunca fui um homem da noite</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TR0Wy0ptyII/AAAAAAAABNw/EoFvLLtGHTo/s1600/1369386.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TR0Wy0ptyII/AAAAAAAABNw/EoFvLLtGHTo/s400/1369386.jpg" width="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nunca fui um homem da noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Nunca necessitei peneirar com as mãos os raios de sol no parir da manhã e seguir intuitivamente os desenhos das calçadas desenhadas a preto e branco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas certa noite passei a dormir do lado de fora, sob as portadas da minha janela. Nas telhas do meu abrigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Passei a espiar o discurso das lâmpadas, que dão luz à cidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A intensa luminosidade passou a desviar o meu olhar do sono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Comecei por descobrir uma estrela de um brilho inalcançável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Passei a observar as vozes sem gente, e a conjugar os milhares de palavras que colidem entre si como um colóquio inteligível, de um mundo, cego e mudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Neste exercício de concentração, passei a observar-me com uma científica curiosidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Percebi que na sombra de uma falésia ou na morte de um rio, eu branqueei os cabelos da minha infância e afoguei um menino. Mas, há um sonho no qual eu tiro a pesada roupa dos anos, em que eu abro as mãos generosas da minha vista e recebo a luz, como uma aparição do sol num dia de trajes largos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E nesse sonho, alguém dança sem gestos e pousa sobre mim, como já fez um dia, a pluma de uns pulcros olhos, fronha da minha quietude.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;No leito do meu telhado, de pé, a mão na maçaneta da janela. Paro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Com a janela fechada, cá fora é um mundo em movimento, de seres e não seres que trasfegam. É um limbo espalhado, é um tempo esticado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Aberta a janela, seria a redundância irritante de uma casa oca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Terei eu de facto descoberto uma estrela de um brilho inalcançável?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ou simplesmente, um fogo-fátuo de um passarinho anfígamo e moribundo?&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8577673375638860081?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8577673375638860081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8577673375638860081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8577673375638860081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8577673375638860081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/12/nunca-fui-um-homem-da-noite.html' title='Nunca fui um homem da noite'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TR0Wy0ptyII/AAAAAAAABNw/EoFvLLtGHTo/s72-c/1369386.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3955358675279064698</id><published>2010-10-10T23:05:00.001+01:00</published><updated>2010-10-10T23:19:56.478+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Paradoxo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TLI4beOGPtI/AAAAAAAABMg/Ds8_IudP7JE/s1600/www.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="216" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TLI4beOGPtI/AAAAAAAABMg/Ds8_IudP7JE/s320/www.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se o véu que me tapa os olhos doridos das lágrimas soltas se rompesse, talvez hoje visse a vida a cores, no ecrã cinzento do meu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nada me importa…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero seguir a exortação de quem sabe o que fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero voltar a trás sem cair no mesmo erro, mas sim voltar atrás caminhando, sem me perder…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter a coragem para seguir em frente, sem retomar o caminho errado. Tomar o caminho certo que quiçá um dia pensamos não ser o nosso e afinal está ali mesmo ao nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que existe um sol azul a meio caminho da angústia tomando a rota do sonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o sonho é um vazio de mim, nem existo… como dizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Eu sim, fui a ilusão desse caminho que está mesmo à tua beira, no entanto pensaste não ser o teu. A cegueira está longe e a certeza tão perto.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Acredita que afastado ou próximo os teus raios de amor andam distantes e escondidos atrás das nuvens do desapontamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Assim, ficarei… sem ti, sem mim… sem nós. Ambos não existimos sem a sombra do outro.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Mas, até a própria sombra nos abandona…&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;/div&gt;Amo-te E.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho vergonha de o dizer... e sem vergonha te digo que será o meu derradeiro post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não haverá mais guerra. Eu sim, escrevo para ti e sem vergonha, porque o amor deve ser superior a tudo e a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo para ti... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3955358675279064698?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3955358675279064698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3955358675279064698' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3955358675279064698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3955358675279064698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/10/paradoxo.html' title='Paradoxo'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TLI4beOGPtI/AAAAAAAABMg/Ds8_IudP7JE/s72-c/www.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-6646992932985000756</id><published>2010-08-16T23:25:00.000+01:00</published><updated>2010-08-16T23:25:31.792+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Saudades de mim</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TGm5nUdvc6I/AAAAAAAABLk/R3gp6GcYGdA/s1600/aa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="257" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TGm5nUdvc6I/AAAAAAAABLk/R3gp6GcYGdA/s400/aa.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quantas as saudades que já sinto de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tanto tempo perdido que já não sei se sofro o que vivo, se não vivo o que sofro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Porque me perco, quando estou tão perto de me encontrar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Porque permaneço sempre na berma vazia da estrada?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quanta a nostalgia de sentir aquilo que quero ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Por que me perco quando pensei achar-te?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Perco-me de mim, de ti, da vida e do meu sonho e fico prisioneiro neste restrito pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quantas as noites gastas a soletrar cores que não vejo, a&amp;nbsp;cheirar odores que já não sinto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quantos dias consumidos a silabar o teu nome que não conheço?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Deixo cair do rosto vadio gotas de pensamento e aromas de ilusões dissolvidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Sei que me perco como criança distraída, nos meandros dos meus sentires.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não quero que a cruel tristeza me trespasse como uma extrema violação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quero de novo encontrar a essência de sorrir, de viver, de amar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Vou esperar pela noite que irá chegar, enlevar-me em mim, deixar-me embalar pelo brilho das estrelas, beijar a lua que me acompanha e quem sabe aguardar pelo sol furtivo do amanhã e quiçá me encontre dentro do meu corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-6646992932985000756?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/6646992932985000756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=6646992932985000756' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6646992932985000756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6646992932985000756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/08/saudades-de-mim.html' title='Saudades de mim'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TGm5nUdvc6I/AAAAAAAABLk/R3gp6GcYGdA/s72-c/aa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8662478103029055245</id><published>2010-07-15T00:23:00.001+01:00</published><updated>2010-07-15T00:24:35.437+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Semente</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TD5EU6-nv5I/AAAAAAAABKU/LZeKHz6sbv0/s1600/semente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" rw="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TD5EU6-nv5I/AAAAAAAABKU/LZeKHz6sbv0/s400/semente.jpg" width="305" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;É possível&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Que a memória se apague…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;É possível&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Que chegue o perdão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O que não será possível&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;É que cada um&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não receba,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Na medida exacta,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O fruto correspondente&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;À semente que lançou à terra…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Eu estou preparado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8662478103029055245?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8662478103029055245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8662478103029055245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8662478103029055245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8662478103029055245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/07/semente.html' title='Semente'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TD5EU6-nv5I/AAAAAAAABKU/LZeKHz6sbv0/s72-c/semente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-718405356594994098</id><published>2010-07-06T11:14:00.001+01:00</published><updated>2010-07-06T14:23:56.822+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Utopia de um sonho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TDMB7jtVzxI/AAAAAAAABJk/Fq2tYGs4dUI/s1600/mari.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" rw="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TDMB7jtVzxI/AAAAAAAABJk/Fq2tYGs4dUI/s400/mari.bmp" width="379" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De olhos cerrados, e coração lacerado, esta noite pairei num sonho lindo! Sonhei com o nascimento de uma filha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Imaginam a emoção que foi? O meu maior sonho! Consegui ver na perfeição as feições dela e despertei com lágrimas a percorrer-me a face! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim! É isso, a filha que nunca tive… e não vou ter… tal como outras realidades que nunca alcançarei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltemos atrás. Irei largar a utopia e agarrar-me à realidade que me sufoca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cobre-me o manto da noite, a solidão. Nos dias jaz a voragem insensata da minha loucura, enquanto meus olhos de chuva quente a transbordar caem no rosto e no teu olhar mergulham.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se solidão é não ter sono e escutar todos os ínfimos ruídos na rua. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se solidão é lembrarmo-nos quem somos e o que fazemos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se estar só é estar ausente do corpo que mora num espaço repleto de multidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se solidão é escrever à flor da pele, ao estalar da alma, rodeado de memórias e títulos de lombadas já gastas e acompanhado apenas de uma música amena para não acordar quem dorme, espremer ao máximo os gritos que apetecia atirar até os ecos morrerem na neblina do Tejo e esquecer o agrilhoamento da porcaria que envolve o mundo como se esquecesse de que é nele que se pagam todas as injustiças. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei, se estar só é a vontade de sair e gritar de pulmão aberto, acima das misérias, existe ainda a gratidão; e que bastava que ela fosse partilhada na reciprocidade para nos sabermos acompanhados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se a solidão é a impossibilidade de respondermos sim ao que nos pedem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se estar só é ser-se mal amado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se solidão é viver perdido entre muita gente e cercado de uma permanente ansiedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se estar só foi vontade de Deus…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, quero recordar os meus derradeiros anos de vida, como memórias penduradas nas paredes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os momentos onde te conheci, onde te amei, onde lutei pelo teu amor, e morri.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parti ficando agregado a ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ausentei-me de mim levando no colo do meu pensamento, a filha que nunca tive. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-718405356594994098?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/718405356594994098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=718405356594994098' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/718405356594994098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/718405356594994098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/07/utopia-de-um-sonho.html' title='Utopia de um sonho'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TDMB7jtVzxI/AAAAAAAABJk/Fq2tYGs4dUI/s72-c/mari.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-6574398537889703805</id><published>2010-06-03T00:30:00.000+01:00</published><updated>2010-06-03T00:30:21.621+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musica'/><title type='text'>Changes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TAbpNCzadOI/AAAAAAAABIg/ohl8J6NoeGI/s1600/1000imagenshome6tt.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TAbpNCzadOI/AAAAAAAABIg/ohl8J6NoeGI/s400/1000imagenshome6tt.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Uma das músicas da minha vida, da minha&amp;nbsp;adolescência e do meu sentir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I feel unhappy&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I feel so sad&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I'v lost the best friend&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;That I ever  had&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;She was my woman&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I loved her so&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;But it's too late now&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I've let  her go&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I'm going through changes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I'm going through changes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;We shared  the years&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;We shared each day&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;In love together&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;We found a way&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;But  soon the world&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Had its evil way&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;My heart was blinded&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Love went  astray&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I'm going through changes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I'm going through changes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;It took so  long&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;To realize&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;That I can still hear&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Her last goodbyes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Now all my  days&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Are filled with tears&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Wish I could go back&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;And change these  years&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I'm going through changes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;I'm going through changes&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;Ozzy Osbourne&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-6574398537889703805?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/6574398537889703805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=6574398537889703805' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6574398537889703805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6574398537889703805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/06/changes.html' title='Changes'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/TAbpNCzadOI/AAAAAAAABIg/ohl8J6NoeGI/s72-c/1000imagenshome6tt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8436928566723767027</id><published>2010-05-24T23:50:00.002+01:00</published><updated>2010-05-24T23:55:25.052+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>O reverso da palavra</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S_r_UUMivtI/AAAAAAAABH8/EtPf4QOGNSM/s1600/hands.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" gu="true" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S_r_UUMivtI/AAAAAAAABH8/EtPf4QOGNSM/s400/hands.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero escrever a minha existência, num verso de uma folha qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrever palavras incorrectas, como o equívoco que&amp;nbsp;agarra os meus sentidos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vou virar-me do avesso e dizer tudo de mim… mesmo aquilo que está calado no fundo do coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque, dizer o que está certo, gritar a frase verdadeira, perde o encanto que nela habita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero colocar aquele olhar perverso, que apenas espreita e não olha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero ler o poema escrito, numa folha perfeita, com palavras correctas na beira de um verso qualquer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero que exista sempre uma manhã de claridade ao despertar para ver a luz do sol num voo rasante sobre o Tejo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero escutar o som das gaivotas que me falam de saudade e ver os barcos que naufragam nas águas revoltas do meu peito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora as tardes já se perdem no rasgo traçado pelos barcos em calmaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não quero o meu olhar libertino, nem penetrar no meu oposto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero poder navegar com os olhos do passado num corpo lasso, seguir rotas por explorar e soltar sonhos multicolores para o ar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desamarrá-los em lembranças vagas e ancora-los no porto da melancolia, enquanto a minha alma percorre o lusco-fusco, perdida e à margem de uma vida já premente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8436928566723767027?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8436928566723767027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8436928566723767027' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8436928566723767027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8436928566723767027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/05/o-reverso-da-palavra.html' title='O reverso da palavra'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S_r_UUMivtI/AAAAAAAABH8/EtPf4QOGNSM/s72-c/hands.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8621105752912310922</id><published>2010-05-16T00:44:00.000+01:00</published><updated>2010-05-16T00:44:00.427+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Insónia da saudade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S-8uGt6b8GI/AAAAAAAABHk/jZ1Rs140F5A/s1600/theunmadebed.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S-8uGt6b8GI/AAAAAAAABHk/jZ1Rs140F5A/s640/theunmadebed.jpg" width="640" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As minhas incertezas ocupam o espaço limitado por todas as barreiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A melancolia repousa no tempo roubado à realidade, num mar onde não tenho pé, onde desaprendi de nadar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez me segure a uma rocha, talvez aviste o porto, talvez não. Talvez...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas enquanto a rocha não sobrevém e o porto é uma miragem, a saudade vai branqueando e pretende acompanhar-me no correr breve e veloz do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A saudade foi entrando sem pedir licença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro uma doce lembrança, depois um vago desconforto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentei resisti-lhe. Riu-se de mim e atiçou sentidos para melhor me dominar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi-me envolvendo num laço que, a pouco e pouco, se apertou dentro de mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentou deitar abaixo os muros das minhas certezas. Carregada de pedaços de sonho, instalou-se como se fizesse parte do rio que me percorre. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lutei, procurei tudo o que a vida me ensinou para a enfrentar. Mas, a cada argumento meu, respondeu descobrindo o que em mim residia sem que eu visse, sem que soubesse sequer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me deu tréguas e já não tento domá-la. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que se acalma no olhar das palavras, nas noites em que até o sono se esconde. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sempre que a insónia me sufoca ergo-me incauto nas margens da noite, e atiro palavras contra a porta do silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8621105752912310922?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8621105752912310922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8621105752912310922' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8621105752912310922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8621105752912310922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/05/insonia-da-saudade.html' title='Insónia da saudade'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S-8uGt6b8GI/AAAAAAAABHk/jZ1Rs140F5A/s72-c/theunmadebed.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3584242247212917376</id><published>2010-05-09T00:07:00.001+01:00</published><updated>2010-05-09T00:17:09.434+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Lágrimas de sangue</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S-Xuff79bEI/AAAAAAAABHU/TGQn2Y7VnWc/s1600/lagrima_de_sangue.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S-Xuff79bEI/AAAAAAAABHU/TGQn2Y7VnWc/s640/lagrima_de_sangue.jpg" tt="true" width="588" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;A anódina das tuas palavras corta-me o coração às fatias,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;na réstia de amor que a distância nos permite manter.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O dia nasceu num choro compulsivo, como o meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;No rosto apenas as marcas da desilusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;O que me sai da alma e me corre pelo rosto,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;é&amp;nbsp;a demonstração corpórea do que temos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;São lágrimas de sangue o que choro,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;lágrimas levadas pelo mar e corroídas pelo tempo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E o tempo começa a comprimir demasiado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Hoje perdi uma asa no meu voar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Não quis voar até ao altar que me esperava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quem sabe se perdi mesmo a capacidade para voar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Que importa se já nem voar me dá prazer…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3584242247212917376?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3584242247212917376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3584242247212917376' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3584242247212917376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3584242247212917376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/05/anodina-das-tuas-palavras-corta-me-o.html' title='Lágrimas de sangue'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S-Xuff79bEI/AAAAAAAABHU/TGQn2Y7VnWc/s72-c/lagrima_de_sangue.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-5482699837701668264</id><published>2010-05-02T02:01:00.001+01:00</published><updated>2010-05-02T02:07:54.071+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lendas'/><title type='text'>A águia e o falcão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9zOG3UiEKI/AAAAAAAABHE/zWmyO8l1Kic/s1600/sioux-warrior.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9zOG3UiEKI/AAAAAAAABHE/zWmyO8l1Kic/s640/sioux-warrior.jpg" tt="true" width="475" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conta uma lenda da tribo índia sioux, que certa vez, Touro Bravo e Nuvem Azul chegaram de mãos dadas à tenda do velho feiticeiro da tribo e pediram:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amamo-nos tanto que vamos casar. Mas amamo-nos de tal forma que queremos um conselho que nos garanta ficar sempre juntos, que nos assegure estar um ao lado do outro até à morte. Diz-nos se existe algo que possamos fazer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O velho índio, emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados, disse:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim! Existem coisas que poderão fazer, mas acautelo que são tarefas bastante difíceis. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte da aldeia apenas com uma rede, caçar o falcão mais vigoroso e trazê-lo com vida, até ao terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono; lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias. Somente com uma rede deverás apanhá-la, e trazê-la viva até mim!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os jovens entreolharam-se e com um apaixonante abraço selaram o seu amor e partiram para cumprir a missão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os dois apaixonados esperavam com as aves. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O velho tirou-as dos sacos e constatou que na realidade eram verdadeiramente formosos exemplares dos animais que ele tinha pedido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- E agora, o que faremos? Perguntaram os dois jovens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Agora, peguem as aves e amarrem uma à outra pelas patas com essas fitas de couro. Quando estiverem amarradas, soltem-nas para que voem livres. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles assim fizeram. Depois de as amarrarem nas patas soltaram as duas aves.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A águia e o falcão tentaram voar, mas conseguiram apenas saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela impossibilidade de não conseguirem voar, as aves arremessaram-se uma contra a outra, bicando-se até se contundirem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então o velho vendo os rostos tristes e surpreendidos dos dois jovens, disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Jamais esqueçam o que estão a ver. Este é o meu conselho… Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou mais tarde, começarão a provocar feridas um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos, mas jamais amarrados. Libertem-se para que possam ambos voar com as vossas próprias asas. Esta lição é uma verdade no casamento, nas relações familiares, de amizade e profissionais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Respeitem o direito das pessoas voarem rumo ao sonho delas. E lembrem-se sempre que só livres as pessoas são capazes de amar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Fonte: Lenda índia Sioux&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-5482699837701668264?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/5482699837701668264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=5482699837701668264' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5482699837701668264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5482699837701668264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/05/aguia-e-o-falcao.html' title='A águia e o falcão'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9zOG3UiEKI/AAAAAAAABHE/zWmyO8l1Kic/s72-c/sioux-warrior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7634158548368481217</id><published>2010-04-29T00:24:00.000+01:00</published><updated>2010-04-29T00:24:14.928+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autores'/><title type='text'>O QUE O AMOR NÃO É</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9jATYS55oI/AAAAAAAABG0/6_IhJ_YZhnA/s1600/1.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9jATYS55oI/AAAAAAAABG0/6_IhJ_YZhnA/s400/1.bmp" tt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;“O amor não é o bilhete de identidade”: Sérgio Godinho&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não é tábua de salvação de náufrago. Quem se afoga, às golfadas, precisa de colete ou bote salva-vidas. O amor não faz boiar melhor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não é posição de autista a olhar para o próprio umbigo. Quem não olha o outro ama uma parte da sua própria imaginação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não é carta branca para denegrir a pessoa amada. Quem se julga superior por amar um ser inferior esconde problemas de auto-estima. Precisa da ilusão de superioridade moral que mantenha recalcada as dúvidas sobre os seus defeitos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não pode concorrer com o Xanax. Quem acha que não consegue dormir sozinho deve ir à farmácia pois os senhores que fabricam, distribuem e vendem soporíferos também têm filhos para criar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não é o Neoblanc gentil. Não branqueia a sujidade depois da porcaria que fica dita.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não usa megafone de feira daqueles que anunciam: “ é o amor, meus senhores, é o amor! Do verdadeiro, do tradicional, do que vem dos tempos imemoriais, do Romeu e da Julieta, do Tristão e da Isolda e outros artistas que tais.” O amor não precisa de propaganda. Não se anuncia. Ele fala no silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não impõe a obrigação de assegurar uma cerimónia fúnebre condigna a cada espermatozóide que os testículos do amado produzem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não sabe jogar poker. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não anda na Montanha-russa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não é uma avestruz insaciável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não é um Nenuco chorão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não estudou retórica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não odeia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Postado em Fevereiro 16, 2008,&amp;nbsp; no site Escritartes, por anamarques&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7634158548368481217?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7634158548368481217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7634158548368481217' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7634158548368481217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7634158548368481217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/04/o-que-o-amor-nao-e.html' title='O QUE O AMOR NÃO É'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9jATYS55oI/AAAAAAAABG0/6_IhJ_YZhnA/s72-c/1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-5925789339062966782</id><published>2010-04-17T00:33:00.003+01:00</published><updated>2010-04-24T01:12:50.555+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>O principio do fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9I3blfBY9I/AAAAAAAABGY/lukJ8XI-f2s/s1600/O_PRIN~1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="480" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9I3blfBY9I/AAAAAAAABGY/lukJ8XI-f2s/s640/O_PRIN~1.JPG" tt="true" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Este texto não pretende ferir susceptibilidades é apenas um desabafo… Quem aqui se rever, acreditem que é apenas&amp;nbsp;mera coincidência.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque tudo tem um fim?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não direi que de forma propositada, mas por circunstâncias de momento, tenho vindo a desligar-me um pouco por falta de tempo deste local virtual. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leio com carinho todos os comentários que de forma tão afectiva me deixam nestes espaços onde percorro os recônditos da minha vida. Quase não tenho lido tempo de retribuir… desculpem-me! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez de forma inconsciente seja um cortar do cordão umbilical que me tem mantido a todos. Que me mantém vivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia o cordão que une duas vidas é sempre amputado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que alguns dos que habitualmente por aqui passam, não queiram que seja assim. Nem eu tenho a certeza de querer que seja assim. Quero acreditar nas pessoas, mas por vezes vagueio por “ai” e não sei o que pensar… &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do voo da borboleta diz-se que é belo. E efémero. Como a vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim da vida se possa dizer que, por curta que seja, cumpre a sua finalidade. Tal como o voo da borboleta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E qual é a finalidade da vida? Não perguntem que isso já não sei. Mas hoje deu-me para aqui. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora sempre me dissessem que este Sonhador era "autêntico", há muito mais em mim do que ele. Este é um mundo fantástico e simultaneamente um orbe bem perigoso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;enho pensado bastante da atitude a seguir. Concluí que deixar de realizar algo que me presenteia, por atitudes que aqui descrevo, não será certamente a melhor opção, porque aqui (mundo virtual) conheci alguém maravilhoso&amp;nbsp; e é sobre a penumbra da minha sombra que a paisagem segura o horizonte cansado das minhas mágoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É na miragem do meu ténue corpo que mergulho toda a minha angústia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nas águas límpidas do meu coração que eu recordo os meus tristes sorrisos como crianças que em plena imaginação agarram o arco-íris.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixemos que os cães ladrem, porque a caravana irá sempre passar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem que seja apenas para mim, que o sonho perdure.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-5925789339062966782?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/5925789339062966782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=5925789339062966782' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5925789339062966782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5925789339062966782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/04/porque-tudo-tem-um-fim.html' title='O principio do fim'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S9I3blfBY9I/AAAAAAAABGY/lukJ8XI-f2s/s72-c/O_PRIN~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2658917293108322009</id><published>2010-04-10T00:51:00.001+01:00</published><updated>2010-04-10T00:56:01.375+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Eis a razão pelo qual me sinto, ninguém.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S7-86fv7vVI/AAAAAAAABFw/Iprm1GcL4PI/s1600/luto.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S7-86fv7vVI/AAAAAAAABFw/Iprm1GcL4PI/s400/luto.jpg" width="282" wt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje não me apetece filosofar sobre a transcendência dos egos, sobre mentes controversas, amizades coloridas ou descoloridas, pálidas ou seja lá o que for! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cansei-me de planar a grande distância da realidade, e quero mergulhar na vulgaridade. Porquê? Quiçá no fim do texto encontrem a resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para começar vou praguejar: Que raio de tempos são estes, que nos humedece os neurónios e nos deixa em curto-circuito?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dai-me paciência, meu Deus. Deus! Mas as minhas relações com a divindade não andam grande coisa, por isso corto o Deus. Fico só com a paciência, ou antes sem ela…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto tudo para dizer que não me sinto sozinho, sabes? Sinto-me isolado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho nos ombros uma vida, sentida e muito sisuda. Hoje pergunto-me se valeu a pena?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que estarei aqui a gastar palavras? Se quando falo não me escutam?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero lá saber, falarei com a minha companheira, que me segue para onde vou e não vou. Seja dia ou seja noite. Necessito desabafar. Preciso que alguém escute a minha dor, a minha indignação. Perceba a crueldade da nossa existência. Entender o quanto somos insignificantes. Atingir o verdadeiro sentido de existir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas que digo eu? Para que me estou a cansar com frases que ninguém irá ler, com pensamentos que não serão sentidos, palavras que não querem ouvir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Julgo que a semana passada coloquei uma flor a tingir um frasco de água… a cor é quase imperceptível, embora roce o afogueado, como se me avivasse a memória dos sinais de perigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece lamentar-se em sórdidos silêncios do meu desleixo, ultimamente. Recordei com saudade a orquídea que colhi num fim de tarde fria e que guardei com todo o carinho e amor, num jarro, num recanto escondido do meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quanto tempo não mudo a água à jarra?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que vergonhosa patetice! Irá certamente murchar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corro como louco todos os cantos do meu coração à busca dela. Quero mudar-lhe a água.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O silêncio principalmente hoje dói-me e não tenho com quem desabafar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Liguei o rádio na M80. A música soltava-se com o mesmo fervor do meu coração, em busca da “esmeralda escondida”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Ilídia Maria, que por acaso conheço, porque foi minha colega de liceu, berrava “telepatia” contra os meus pobres tímpanos. Quando a convenceram que sabia cantar, mudou-se para zona fina e mudou o nome. Lara Li é mais in!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desesperado por não encontrar a minha flor, apesar da telepatia, peguei num copo que enchi de Jack Daniel’s. Escolhi este porque é destilado no Tennessee e por isso deve ser bom. Apenas isso. Ao fim do segundo copo, a vista turva e a língua a esbarrar nas palavras voluptuosas e controladas pelo álcool, ao atirar um “bom dia” a um vizinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque será que o álcool nos desinibe os sentidos e nos aveluda a alma com uma auto-estima, inebriante? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu falo com a orquídea, sabias? E ela falava-me tão docemente, até que se fechou em botão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor e a amizade são uma flor frágil e por vezes desleixamo-nos. Deixamos que a água pútrida petrifique as recordações boas e as reduza a um punhado de coisa nenhuma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sento-me numa cadeira tal profeta desmoralizado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apetece-me de novo praguejar: Raio, porque será que o álcool e os meus olhos, não se dão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Penso que só os animais ditos irracionais conseguem vislumbrar os verdadeiros profetas. Nós, nem os pressentimos, e passamos-lhe por cima nesta correria desenfreada feita de rotinas, que faz dos nossos dias, autênticos cromos repetidos, onde nada acontece que nos ajude à inovação. Mas, nem um cromo já colecciono. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rádio continua a tocar na tentativa de me absorver. Agora debita alguns decibéis de “Everybody Hurts” dos “REM”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Well, everybody hurts sometimes, everybody cries…”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não te isoles. Tapa os ouvidos e não escutes a estrofe de gritos, lamentos, suspiros, tristezas e até sofrimentos, queria somente poder abraçar, amar... Vem, preciso do teu cheiro, dos teus braços eternos onde adormeço os meus medos ancestrais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não escondas as tuas pétalas de mim, minha orquídea selvagem. Dá um tempo aos minutos. Dá uns segundos às estrelas que foram dormir e dá a tua existência à minha loucura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque alteaste entre nós essa muralha invisível que apenas o olhar da alma consegue transpor. Há um estranho silêncio na tua voz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nesse silêncio esquivo que eu te encontro e te falo sem te ver, tal como o vento o faz quando rompe atrevidamente pelas brechas das janelas do meu quarto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que pateta! Achas mesmo que alguém… escuta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabes, também não importa, porque sei que embora o negues, as tuas pétalas aprumam-se de cor para me ouvirem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por favor deixa-me encontrar-te para que te banhe com a água das minhas lágrimas e assim ajudar-te a ficar viçosa. Não murches a minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica a promessa que quando te encontrar te amarrarei com correntes roubadas à lua. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouvirei as palavras que quisemos dizer, mas que não dissemos, experimentarei, os amores que compusemos no lirismo dos nossos sonhos, sem pressa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não devemos ter pressa. Sabes? Não vale mesmo a pena termos pressa. Quem sou eu? Quem és tu? E ele? E ela? E aquela multidão que corre para conseguir um lugar sentado no comboio?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente muita gente, seguramente ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque a premência que tenho agora é que o tempo aniquile o próprio tempo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E sabem porquê? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, que não me apetece filosofar, queria antes rezar, mas já nem rezar sei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje o meu colega A.N. foi vítima de um AVC e está em coma profundo. Aos vinte e oito anos de idade foi embusteado pela seriedade da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Casou há cerca de um ano e a mulher carrega no ventre,&amp;nbsp;o fruto de uma união a dois, com sete meses.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não fui capaz de explanar este acontecimento, sem ter viajado nas asas do sonho, porque em apenas dois dias, sei lá eu, se por falta de água, vi fenecer um cravo e murchar uma orquídea.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida tal como o amor deviam permanecer imarcescíveis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis a razão pelo qual me sinto, ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Escrito em 08-04-2010&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;PS: A.N. faleceu hoje 09-04-2010 às&amp;nbsp;23:12 horas.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Amigo, Paz à&amp;nbsp;tua alma. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2658917293108322009?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2658917293108322009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2658917293108322009' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2658917293108322009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2658917293108322009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/04/hoje-nao-me-apetece-filosofar-sobre.html' title='Eis a razão pelo qual me sinto, ninguém.'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S7-86fv7vVI/AAAAAAAABFw/Iprm1GcL4PI/s72-c/luto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7674012032463178900</id><published>2010-03-31T22:12:00.000+01:00</published><updated>2010-03-31T22:12:55.922+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Rosto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S7O6pIOnN4I/AAAAAAAABFY/tzoTvln8uWQ/s1600/ROSTO%2520BRANCO.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="372" nt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S7O6pIOnN4I/AAAAAAAABFY/tzoTvln8uWQ/s400/ROSTO%2520BRANCO.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Entre as veredas de um jardim antigo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Tenho um rosto guardado num canteiro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Que rego com as lágrimas da descrença&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Os seus olhos são amaciados pela noite&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Desenhados outras vezes pelo sol&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Rosto que foi o primeiro e derradeiro comigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Foste como a imagem de pedra nos olhos da terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Foste como a imagem da poesia para os bêbados e poetas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Foste como uma porta a abrir&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Uma janela a fechar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Uma flor a florir&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Outros rostos impedem-me a viagem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Mas nenhum me convence&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Enquanto não der pela passagem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Do rosto que não sei a quem pertence&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;E que nunca fez parte da minha paisagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7674012032463178900?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7674012032463178900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7674012032463178900' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7674012032463178900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7674012032463178900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/03/rosto.html' title='Rosto'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S7O6pIOnN4I/AAAAAAAABFY/tzoTvln8uWQ/s72-c/ROSTO%2520BRANCO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4805764791342394522</id><published>2010-03-25T00:18:00.002Z</published><updated>2010-03-25T23:32:37.209Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Testamento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S6qoCZjJ8kI/AAAAAAAABDw/zMg04wFfuns/s1600/A%2520costa%2520da%2520morte.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" nt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S6qoCZjJ8kI/AAAAAAAABDw/zMg04wFfuns/s400/A%2520costa%2520da%2520morte.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quando eu morrer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;enterrem o meu coração &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;por baixo de um velho castanheiro&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quando eu morrer &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ofereçam os meus pés&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ao pobre que caminha&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quando eu morrer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;façam das minhas mãos remos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;da barca pobre&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quando eu morrer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ofereçam a luz dos meus olhos&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;ao faroleiro daquele molhe no mar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quando eu morrer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;o que sobrar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;pode ficar ai a apodrecer&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;24-03-2010&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4805764791342394522?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4805764791342394522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4805764791342394522' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4805764791342394522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4805764791342394522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/03/testamento.html' title='Testamento'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S6qoCZjJ8kI/AAAAAAAABDw/zMg04wFfuns/s72-c/A%2520costa%2520da%2520morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8700442238388765848</id><published>2010-03-20T23:18:00.000Z</published><updated>2010-03-20T23:18:38.125Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Asas de borboleta'/><title type='text'>Até ao Porto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S6VWexdAfDI/AAAAAAAABDQ/8yLA4UrSxXI/s1600-h/110651sep91tyct7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S6VWexdAfDI/AAAAAAAABDQ/8yLA4UrSxXI/s640/110651sep91tyct7.jpg" vt="true" width="385" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Sentei-me na carruagem uns minutos antes da partida, folheando um jornal diário e olhando a manhã azul que se estendia sobre a gare do Oriente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, a minha atenção é captada por uma mulher que se senta num dos lugares opostos do corredor, num banco virado para mim. Teria cerca de quarenta anos, calculei, enquanto a via arrumar as suas coisas e sentar-se. Era uma mulher belíssima: cabelo longo ruivo e bonito, roupas sofisticadas, uns olhos esverdeados sob os óculos escuros que acabava de retirar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Notavam-se aqui e ali pequenos excessos de moda, embora toleráveis a uma mulher bonita que as usava com o mesmo bom gosto com que usava o seu encanto natural. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando era miúdo, um dos muitos filmes que me marcou foi o Shangai Express, com Marlène Dietrich, um filme dos anos trinta de Josef von Sternberg. Esse filme criou para sempre em mim, no início da adolescência, o mito da mulher misteriosa. A mulher misteriosa que viaja sozinha num comboio, a sua beleza enigmática e o destino desconhecido para o qual se dirige. Suponho que mais tarde alarguei este conceito a outros meios de transporte nos quais viajei, mas o comboio era a mística original. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Strangers on a train, de Hitchcock sempre foi para mim um dos mais bonitos títulos do cinema, a expressão desse enigmático ponto de encontro para viajar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada uma das mulheres bonitas que recordo ter encontrado a viajar sozinha era encaixada num sonho romântico com formas de película a preto e branco, num recanto da minha imaginação. Só que esta mulher com quem viajei, fez cair esse mito que armazenara no meu íntimo desde a adolescência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mal o comboio saiu da gare do Oriente, pegou no seu telemóvel Nokia de linhas estranhas, um modelo que eu desconhecia, e começou a fazer chamada atrás de chamada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Olá, saí há dois minutos. Assim foi a viagem até ao Porto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chamadas e mais chamadas, longos minutos de conversa frívola e irritante. Será que Shangai Lily, a personagem de Dietrich, e as outras mulheres solitárias com que viajei no grande écran, teriam pensamentos e conversas íntimas assim, apenas cerceadas pela inexistência de um meio de comunicação apropriado? Levantei-me e fui fumar um último cigarro, deixando aquela revoada de palavras para trás, junto com os mitos e os fantasmas do passado.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;In: Asas de bobloleta&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8700442238388765848?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8700442238388765848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8700442238388765848' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8700442238388765848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8700442238388765848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/03/ate-ao-porto.html' title='Até ao Porto'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S6VWexdAfDI/AAAAAAAABDQ/8yLA4UrSxXI/s72-c/110651sep91tyct7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4281337532262542092</id><published>2010-03-14T02:09:00.001Z</published><updated>2010-03-14T02:11:13.589Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adeus'/><title type='text'>A razão de um Adeus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5xCPfJJLII/AAAAAAAABCY/B5leraw8YQY/s1600-h/efemero-adeus1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="297" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5xCPfJJLII/AAAAAAAABCY/B5leraw8YQY/s400/efemero-adeus1.jpg" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje faço 51 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não escrevo isto para que me dêem os para parabéns. Afirmo-o, para dizer um Adeus a este espaço. Até quando? Eu não o conseguirei dizer. Eventualmente quando conseguir ser um outro homem. Um homem pragmático, individualista, e sem coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uns voltam, outros partem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegou a hora da minha vida em que é preciso avaliar tudo que fiz dela até ao momento! É necessário passar o pente fino todas as situações vividas, varrer para fora de nós tudo que não nos acrescenta nada e saber tirar lições das escolhas, por vezes, infelizes que tivemos ou teremos em alguns momentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os tombos da vida dão-nos um olhar mais refinado, para perceber coisas que só o tempo conseguiria mostrar. Por vezes e são muitas, é deixarmos de viver a nossa vida, para apenas vegetar no mundo, e perder tempo com coisas insignificantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chega-se apor vezes a pensar que não se acredita em quase ninguém, em que dá vontade de criar um universo paralelo, vontade de fugir de tudo e de todos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esquecemos que a vida é um momento insignificante. Não nos lembramos sequer como somos banais. E basta um simples segundo para nos transformarmos em pó, que o vento levará para longe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante uma fracção, neste tempo e neste espaço, vivi para ti, esqueci família, esqueci os amigos que não tenho, esqueci-me de mim…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É tempo de cerrar o meu coração. É hora de dizer um adeus. Despedir-me de ti, de todos, e principalmente de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Irei confinar uma fase da minha vida. Uma vida sem cor, desbotada de amor, ferida de dor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O medo assola-me de novo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tento agarrar-me a algo forte, tento agarrar-me a uma motivação que me faça lutar, mas encontro-me sempre só.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apetece-me apenas esperar, esperar que esta imensa ventania me envolva e me leve, transportando todo este tormento como transporta o pó que ela beija, escondo-me de todos, escondo-me de tudo. Não há ninguém que me possa ajudar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém me iria entender... nem tu! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero perder a fé... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero perder a esperança... mas resta-me apenas viver... viver com o eco do silêncio a ruir no espaço vazio onde me encontro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mundo esta mudado, e com ele vamos tentando mudar também, a diferença é que nós tentamos evoluir, o mundo parece regredir a cada segundo que passa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta olha para o nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A todos o meu obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até sempre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4281337532262542092?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4281337532262542092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4281337532262542092' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4281337532262542092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4281337532262542092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/03/razao-de-um-adeus.html' title='A razão de um Adeus'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5xCPfJJLII/AAAAAAAABCY/B5leraw8YQY/s72-c/efemero-adeus1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-205819801142151014</id><published>2010-03-12T23:36:00.002Z</published><updated>2010-03-12T23:41:54.507Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>A nossa primeira vez</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5rNj2skuoI/AAAAAAAABBs/Ec7VdzoEVQU/s1600-h/Primeira+vez.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5rNj2skuoI/AAAAAAAABBs/Ec7VdzoEVQU/s400/Primeira+vez.jpg" vt="true" width="375" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;"O desejo exprime-se por uma carícia, tal como o pensamento pela linguagem "&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;Jean-Paul Sartre&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito na força da escrita. Confio no seu poder. E só concebo escrever se me rasgar até ao âmago para o fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não condeno quem escreve apenas em busca de beleza estética.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sentenceio quem escreve com base na invenção pura, sobre algo que nunca sentiu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, para mim a escrita é um sistema espinhoso, tem de começar por uma dor interior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não uso as palavras para escrever sobre mim, mas entrego-me&amp;nbsp;nas palavras que escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As minhas figuras são fictícias mas tão reais, que quem as lê, pode pensar por vezes estar perante um espelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As personagens não existem, mas vivem aqueles sentimentos e sensações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A solidão, a tristeza e o desespero existem e eu conheço-os.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheço-os bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque eu próprio os vivi e vivo. E este texto é figurino. Sei que alguém irá pensar e dizer… “Não é, que me revejo aqui?”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Não quero esquecer o dia que senti pela primeira vez as minhas mãos em ti, percorrendo todo o teu corpo numa carícia de desejo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Na penumbra do meu quarto, o teu corpo desarmado encostei à parede. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;De olhos fechados de semblante calado, inspirava o teu perfume que dançava no ar num misto eterno inebriar.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Teus cabelos espalhados em desalinho contrastavam com o níveo do meu pensamento.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Acariciei as tuas pernas de mulher como curvas sinuosas de um destino ignorado.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Tu cedida. Suave. Tão perto, que podia acariciar a tua mente, contornar a tua face, tornear os teus lábios, afagar os teus cabelos e sussurrar ao teu ouvido, frases desamarradas sem mágoa e sem lamentação. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Quis dizer-te o que nunca disse.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dizer que me libertei, das algemas do passado, que quero viver a teu lado.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Que para sempre serei, mais verdade que sonho, mais refúgio que fuga, mais refúgio que adeus.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Os meus olhos desejosos de ti penetraram os teus e disseram o que os lábios não conseguiram dizer.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Os corpos fundiram-se numa valsa erudita de compasso binário composto.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O tempo correu veloz, sem horas, minutos nem segundos. Apenas um fragmento e nada mais. A nossa primeira vez, não esquece, porque existem muitas primeiras vezes. Mas, aquela nossa primeira vez terminou com um gemido de amor.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;12-03-2010 (cerca das 15:00 horas, porque a hora é importante para mim e para alguém.)&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-205819801142151014?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/205819801142151014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=205819801142151014' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/205819801142151014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/205819801142151014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/03/nossa-primeira-vez.html' title='A nossa primeira vez'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5rNj2skuoI/AAAAAAAABBs/Ec7VdzoEVQU/s72-c/Primeira+vez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8056196040191418305</id><published>2010-03-07T00:38:00.001Z</published><updated>2010-03-07T00:39:56.868Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Hotel Califórnia</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5L1cI9Z6QI/AAAAAAAABA4/iSL38ec-i-s/s1600-h/album-hotel-california.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="397" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5L1cI9Z6QI/AAAAAAAABA4/iSL38ec-i-s/s400/album-hotel-california.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem saí à rua, de noite. Enveredei à esquerda na via principal e dei por mim numa estrada escura e deserta. O vento fresco penetrava pela janela do automóvel e acariciava-me a face esquerda e revoltava-me os frugais cabelos que me restam. Passei alguns quilómetros às voltas comigo mesmo, modesta companhia. Não vi rostos nem pessoas. Não vi nada. Apenas a solidão dialogava comigo o que me impedia de adormecer. Este é meu mundo. Um orbe em que a monotonia sou eu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um odor putrefacto emergia à arredonda do vento. Ao longe avistei uma luz de néon que tremia como eu de frio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais me aproximava da trémula luz, mais a minha cabeça rodopiava, causando-me náuseas. A vista começou a ficar turva. O suor gélido começou por me inundar primeiro as têmporas e de seguida todo o rosto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A sensação que sentia era inesperadamente estranha. As pingas de suor cada vez mais abundantes inundavam-me a vista impedindo-me de ver a estrada. Encostei o carro numa berma. Desliguei o motor e abri mais o vidro da janela para que o vento frio me despertasse daquela infernal sensação. Ouvi o zunido da luz do candeeiro de rua que me cumprimentava com a sua melodia. Senti o roçar de algo no arbúsculo e vi de soslaio o brilho de olhos por entre arbustos. Aqueles olhos fixavam-me. Eu, contrariamente soltava-me do mundo real. Uma aragem trouxe o som longínquo de um comboio que passava rasgando a noite e retalhando o silêncio. Tinha de sair do carro e dar uns passos para despertar daquele letargo que me estava a condicionar a consciência. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminhei alguns metros, passos, de uma tontura perturbante. A custo cheguei a um banco de madeira que ali pernoitava indiferente ao escuro, ao frio e a mim. Numa conversa muda, queimámos cigarros e mais cigarros. Desabafei com ele sonhos, invejas, segredos e devaneios. Após algum tempo de parlatório comecei a sentir-me um pouco melhor. Estava a fazer-se tarde. Já a Lua nos sorria alto e ambos tínhamos sono. Ambos havíamos perdido a noção das horas e o céu já estava a fechar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo de seguida começou a chorar e dele descendiam gotas que nos acertavam mas eram mornas, suaves e caíam suavemente como carícias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cheiro da terra molhada embalou-nos e tapou-nos com um pedaço de jornal da manhã que um qualquer mendigo deitou fora sem ler, amarrotado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Lá estava ela na entrada da porta. O brilho do néon já não me afligia e vi na perfeição a silhueta da mulher vestida de vermelho. Um leve odor a sândalo prendeu-me as narinas. Passou a seguir-me e a acariciar-me o nariz.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ao longe ouvi um sino, o sino da recepção. Pensei para comigo: “Estarei no paraíso ou no inferno?” &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A mulher de vermelho acendeu uma vela e quis acompanhar-me até ao meu quarto.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Percorremos um corredor longo também trajado de vermelho. Ouvia vozes que se soltavam dos quartos por onde passávamos. Vozes afinadas, melódicas que me diziam:&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“Bem-vindo ao Hotel Califórnia. Um lugar encantador. Um rosto encantador. Há muitos quartos no Hotel Califórnia que pode encontrar aqui em qualquer época do ano.”&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;A minha mente estava perturbada pela magia daquele local, pela beleza da jovem mulher que parecia deslizar as curvas do seu vestido vermelho sobre a carpete que cobria todo o corredor que parecia não ter fim. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Mais alguns metros, ela meteu-me uma chave na mão. Sorriu e deslizou de novo até ao fim do infernizo corredor.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Um homem de estatura descomunal, trajado de fraque preto veio ter comigo junto à porta do meu quarto e segredou-me: “Boa noite… Sou o porteiro. Desculpe, mas não dê muita veracidade ao que diz a recepcionista. Ela é possuidora de uma mente depravada. Finge ser quem não é… não passa de uma estéril de espírito que se desloca de Mercedes.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Assustado, eu queria entrar no quarto, mas ele agarrou-me o braço com a enorme garra e com um sorriso sarcástico continuou: “Ela tem vários homens, a que chama de amigos, mas que não passam de prisioneiros do seu insaciável desejo. Tenha cuidado, porque fará de si o mesmo…&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Eu ainda mais apavorado, tentava desprender-me da prensa que me tinha algemado.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“Ontem à noite vi os lindos homens, dançarem no jardim suados como numa noite tórrida de Verão. Alguns dançam para lembrar, alguns para esquecer.”&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Soltou um riso cavernoso, afrouxou a garra e desapareceu por uma porta que se entreabriu.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Finalmente entrei no quarto. Estava atordoado. Que fazia ali?&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Passei as mãos trémulas pela pedra fria que vestia as paredes e senti a sua textura rugosa, porosa, como pele.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Peguei no telefone, chamei o Gerente e disse-lhe: &lt;/em&gt;&lt;em&gt;“Traga-me vinho por favor”. Precisava beber… &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Absorto, ouvi bater à porta. Com voz de comando disse: “Está aberta”.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Um garçon com ar enfezado e franja empinada colocou a garrafa no gelo com mestria. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;“Sirvo?” Indagou com uma máscara de sorriso. “Não! Obrigado…” Ainda não tinha finalizado a frase e já ele rondando nos calcanhares se encaminhava para a porta. Com a mesma máscara colocada na face disse-me colocando o queixo no ombro: “Já não tínhamos este espírito aqui desde 1969.” Não entendi.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Peguei na garrafa e atirei os ossos para o leito que me desejava. Sem respirar engoli metade do néctar que me anestesiou totalmente. &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Por vezes era despertado no meio da noite com as vozes que soletravam: “Bem-vindo ao Hotel Califórnia. Um lugar encantador. Um rosto encantador.” &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Algumas horas depois abri os olhos pegajosos e turvos e descortinei a mulher de vermelho, que me disse soprando ao meu ouvido: “Bom dia estrangeiro. Dormis-te bem?”&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Completamente zonzo olhei pela primeira vez para o tecto espelhado. Devolveu-me uma imagem de um homem esgotado e extraviado do seu rumo.&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Ela, colocou uma garrafa de rosé no gelo, acenou-me um adeus provocatório e sem mover os lábios escarlates, disse: “ Todos nós somos prisioneiros por nossa conta.” Desvairado, abri a porta do quarto, corri a passadeira infinita do corredor até chegar a uma área que destoava do cenário. Uma porta semiaberta, de cor alva e onde assomava um ar fresco que me devolveu um pouco de estimulo. A medo empurrei-a, e no centro de um quarto todo branco, jazia uma criatura linda e delicada. Nua e feminina. Em posição fetal, notavam-se as cicatrizes de lutas tatuadas na pele suave. Cabelos escuros, lisos, serpenteavam-se pelos ombros. Os olhos negros abriram-se lentamente e miraram-me, como se tivessem captado a mesma essência que eu mesmo captara ao deparar-me com tal etéreo anjo. Ao segundo olhar tomei consciência de que era realmente um anjo… um anjo que perdera as asas, pela salvação de alguém.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O dia brotou cálido. O barulho que dormiu comigo acordou em alvoroço. O meu banco amigo tinha-se calado. Estava imóvel. Mudo. Os meus olhos tinham dificuldade em olhar para o despertar da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas amanheceu. E nesse dia amanheceu tarde, mais tarde que de costume.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caminho de volta para casa vi as árvores nuas como se tivessem sido despidas à pressa. Já nem pressentia a passagem dos comboios e os candeeiros da rua apagados, sozinhos ao longo do passeio, já não me cumprimentavam. Nada era o mesmo. Ninguém, mas ninguém sabia o que se tinha passado. Nenhum ser ouvira aquelas estranhas vozes que me martelavam a mente… “Bem-vindo ao Hotel Califórnia. Um lugar encantador. Um rosto encantador.” &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A última coisa que me lembro, foi a corrida para a porta para fugir dali e voltar ao meu fadado destino, quando o porteiro com a sua voz sepulcral, gritou: “Nós estamos programados para receber pessoas como tu. Podes assinar a saída as vezes que quiseres, mas nunca poderás sair daqui!”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Texto inspirado no tema “Hotel Califórnia” dos Eagles.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8056196040191418305?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8056196040191418305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8056196040191418305' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8056196040191418305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8056196040191418305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/03/hotel-california.html' title='Hotel Califórnia'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S5L1cI9Z6QI/AAAAAAAABA4/iSL38ec-i-s/s72-c/album-hotel-california.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3305765263337972841</id><published>2010-03-01T22:49:00.000Z</published><updated>2010-03-01T22:49:15.647Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Conversa em Braille</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S4xDvOC88xI/AAAAAAAABAA/Lt9dKCSNL-g/s1600-h/amor+cego.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="270" kt="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S4xDvOC88xI/AAAAAAAABAA/Lt9dKCSNL-g/s400/amor+cego.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Perdidos no tempo, num dia de Fevereiro, qualquer um. Um apartamento nos subúrbios de Lisboa. Um apartamento qualquer, em qualquer subúrbio de Lisboa.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Uma vida. Pode ser qualquer vida… Um casal. Qualquer um… &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Será que alguém que me lê, qualquer um, se identifica com esta conversa?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Nós? Nós estamos comodamente casados sem…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Ias dizer sem paixão, mas não acabaste a frase. Lançaste a ravina para me atiçares o cão do teu desespero? Mas nem esboçaste a intenção de te lançares. Porquê? Por acordo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;És uma mulher difícil, uma ponte fugida de mim. Chega-te mais, até à boca de mim e vira-te, assim… de frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Eu? Uma mulher difícil? Essa é boa! Sou apenas uma mulher, não um teorema! Sim, aborreço-te como um borrão de rancor, brutalmente a apartar os nossos corpos, tornando a cama num golpe de frio. Claro que te aborreço, como um hábito ou um vício aborreço-te! Aborreço-te?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Agora que a sineta da pergunta tocou estrepitosa como solavanco sucinto tenho alternativa?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Não, não tens. És tu que tens a chave, vais abrir apenas um alçapão a céu aberto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Não, desta vez a resposta não pode continuar à espera. Não há entendimento possível entre o eu que te ama, e o eu que precisa arrancar-te da alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Atrever-me-ei a tanto? A confessar que não sei amar? Queres tudo, é isso? Tu queres tudo, incluindo a fúria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: E a paixão não quer tudo? Talvez o problema é que acreditas na paixão como um auto-de-fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Pois acredito. Se não acreditasse estaria aqui a teu lado mesmo que desentendendo-te como desentendo? Viver o que vagarosamente morre? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei que vives distraído de mim. Não perguntas, não inventas desculpas. Nada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Não pergunto? Desejas-me? Ou optas ser desejada? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Basto-te como ampola de soro que te vai nutrindo quando me possuis. Não me bastam as tuas mãos de compromisso, o teu sexo de compromisso, a tua boca de compromisso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: A mim simplesmente basta-me sem paixão. A ti não. Queres o absurdo. Queres a perfeição não percebes. Mas, a perfeição não existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chega-te. Cinge-me mais, assim. Para não me sentir só. Para não te sentires só. Para partilharmos cegamente o inóspito. Chega-te mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Mas, vale a pena?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: O casamento?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Sim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: É um nada, uma raiz aberta, intacta na sua inutilidade, que me cansa. Todos estes anos. Preservá-lo é mentirmos sobre a própria mentira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Queres que comece de novo a recordar-te? Lembras-te daquela tarde em que nós… Eu a menina que te mirava, que te beijava os teus olhos azuis? E tu, o dócil jogador de basquetebol. Claro que nunca percebeste! Eu era os teus olhos azuis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: E tu lembras-te do teu arrojado decote? Também eu soube logo, da primeira vez que te vi, que jamais voltaria a ter semelhante visão. Relembro que para além do teu rosto não me perguntei quem eras. Um nome, e logo um corpo que me tomou nos braços. Um corpo cuja história escapava à minha. Um corpo que me tomou nos braços um corpo que se deixou tomar num apartamento nessa tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Chega-te. Chega-te mais. Não! Não te vires. Não acabou tudo, mas algumas coisas extinguiram-se. Por vezes ainda falo contigo dentro da minha cabeça. Invento-te ainda. Continuo a inventar-te. A esperança é algo que inventamos. Uma ficção, e uma falha. Aquela tarde foi a nossa vida exactamente como poderia ter sido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Isso é uma acusação a mim mesmo? O que queres que te diga? Acuso-me do que há em mim de amante exilado? Não. Peço-te, isso não. Deixa-te estar assim, não me tires a possibilidade de ser náufrago. Enrola as tuas pernas nos meus braços. Não quebres a única coisa familiar nesta casa que é o nosso corpo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: O teu amor… o teu amor, que digo eu? O teu desejo por mim não é um desejo. É uma guerra desmantelada. Um protesto contra qualquer coisa. Sou a tua desilusão? Queres jogar às realidades?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Talvez. Queres que me vá embora para poderes inventá-las? Será isso que queres? Será isso o que eu quero? A esperança é o último reduto, como uma trincheira em fogo. Inventamos. Queres que te beije? A esperança é mesmo uma falha. Vou-me embora. A vida é assim e não há outra. Só reconheceria totalmente intolerável que me dissesses: desisti de tantas coisas por tua causa e não valeu a pena…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Não me pareces assim tão vulnerável mas, não! Não digo. Sei que terás saudades minhas enquanto continuares a inventar-me naquela tarde em que nós… é estranho o tempo… longos anos cavalgaram em minutos e há minutos que se alongam até parecerem horas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Como os minutos em que crias empatia com uma personagem fictícia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Sim? É o que eu sou para ti? E agora que começo a vestir-me, o tecido do meu vestido é a última página do livro? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele: Inferi no horizonte de forma demasiado rápida o recorte da ilha a que nos dirigíamos ver-te agora alisar o cabelo é um agradável interlúdio. Uma sutura de arquipélagos. Um casamento que falhou, como se o mar se partisse. Deixa-me tocar-te. Deixa-me escutar os meus dedos pedregosos ainda tocar-te. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela: Para me converteres em personagem de ficção de um livro em Braille? Não! Não basta estares nu para poderes amar-me!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3305765263337972841?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3305765263337972841/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3305765263337972841' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3305765263337972841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3305765263337972841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/03/conversa-em-braille.html' title='Conversa em Braille'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S4xDvOC88xI/AAAAAAAABAA/Lt9dKCSNL-g/s72-c/amor+cego.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2745388513581916656</id><published>2010-02-25T00:05:00.000Z</published><updated>2010-02-25T00:05:39.773Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Alguém que me faz falta</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S4W7dC3lvSI/AAAAAAAAA-s/9f0u_popO6Q/s1600-h/Abraco-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="292" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S4W7dC3lvSI/AAAAAAAAA-s/9f0u_popO6Q/s400/Abraco-1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ontem senti-me triste. Hoje experimento uma sensação de amargo. E amanhã? Quem sabe aparente uma nostalgia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Antes do amanhã, hoje vou tentar virar-me do avesso. Ver o interior de mim, respirar por todos os alvéolos dos meus carcomidos pulmões. Depois narrar para mim próprio a perpétua angústia que me acompanha há muito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Volto a respirar fundo e agarro o ar com toda a força. Nos meus ouvidos um silêncio imponderável e agudo capaz de me rebentar os tímpanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Deixo fugir o ar, num esforço que leve com ele a tristeza que me enamora. Já não passo sem ela. Entre os meus lábios, uma muralha feita de espera. Vai-te com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Volto a engolir o ar frio que me resfria o corpo. Os olhos, marejados de sal sob o véu da ausência de alguém que me faz falta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Uma insaciável fome de escorrer pelos contornos de alguém que me faz sentir carência. Uma enorme vontade de gritar até a voz me doer de rouquidão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Existe em mim uma ferida aberta, sem sangue que me consome o corpo e a alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Ontem sentia-me triste, hoje um sabor a fel na boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Liberto-me do ar que me aprisiona. Corro para o jardim da minha concepção. Vejo árvores enormes vergadas pelo peso do tempo. Olho as papoilas vermelhas da cor da minha seiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Quero ser a abelha para em cópula colher o mel que existe no gineceu do teu corpo. Beber o mel no cálice do teu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Transformar-me em vento sereno para te poder polinizar e dar-te o fruto gerado nos carpelos da minha imaginação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;2010-02-23&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2745388513581916656?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2745388513581916656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2745388513581916656' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2745388513581916656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2745388513581916656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/02/alguem-que-me-faz-falta.html' title='Alguém que me faz falta'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S4W7dC3lvSI/AAAAAAAAA-s/9f0u_popO6Q/s72-c/Abraco-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2559259394182573378</id><published>2010-02-17T23:13:00.001Z</published><updated>2010-02-18T23:40:43.133Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Paixão boémia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S3x2HnKZICI/AAAAAAAAA9M/U_RVgsGQSJY/s1600-h/2008070809510513.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="255" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S3x2HnKZICI/AAAAAAAAA9M/U_RVgsGQSJY/s400/2008070809510513.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Julgo que tudo neste país se tornou gélido. Neste final de tarde, o frio intenso apoderou-se igualmente de mim. Tomou-me por completo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei mesmo já com este pensamento. Despertei órfão de ti… e nem o sol que de manhã venceu a batalha dos cirros e que deixei penetrar na minha pele impiedosamente, me aquece o frio glacial que passeia pela minha alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É&amp;nbsp;nas entranhas da terra, nos ornados verdes das planícies, que busco a serenidade espiritual, quando me sinto inquieto e triste. Mas nem sempre a imaginação me traz o cheiro do rosmaninho e o odor dos teus cabelos molhados pelas gotas do suor do teu amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Faz do teu harmonioso corpo a manta aveludada e quente dos meus sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apertado a ti, quero desfrutar o calor do teu peito. Já não sinto o frio, mas sim a tua pele ardente de prazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero aquecer-me nos teus braços neste Inverno. Observar a lua lá longe no infinito a escorregar pelas vidraças da janela. O vento resmunga lá fora em soluços intermitentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu não o oiço. Esqueço tudo, só para te acolher no mais profundo íntimo do meu ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez seja nesta bebedeira de azul e vento, que eu finalmente te reencontre nas serranias do pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero eternizar a magia quente do momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As tuas mãos hábeis dançam no meu corpo nu, apenas coberto de ti. Seduzes-me. Beijo teus lábios sedentos. Mordo-os e sugo a tua língua enquanto esculpo outras estrelas na tua pele arrepiada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que faço e desfaço é apenas loucura! Faço e desfaço o teu corpo de mulher como um instrumento musical. Toco-o com a levidade e mestria de um pianista. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transformo o teu corpo num piano, percorro os meus finos dedos nas teclas de ébano e marfim do teu peito como se fosses um &lt;em&gt;Schimmel &lt;/em&gt;de cauda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouço o ritmo de nossos corações. Fecho os meus olhos e partilho contigo desejos únicos, como sentir a nossa sublime melodia, tocada neste piano ardente de paixão em “legato” como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo tal como a nossa paixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2559259394182573378?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2559259394182573378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2559259394182573378' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2559259394182573378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2559259394182573378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/02/paixao-boemia.html' title='Paixão boémia'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S3x2HnKZICI/AAAAAAAAA9M/U_RVgsGQSJY/s72-c/2008070809510513.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1943287466788616796</id><published>2010-02-11T23:53:00.001Z</published><updated>2010-02-12T00:22:24.019Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Amor de perdição</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S3SXBXssceI/AAAAAAAAA7s/GxKIyrijS6s/s1600-h/Amor.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ct="true" height="317" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S3SXBXssceI/AAAAAAAAA7s/GxKIyrijS6s/s400/Amor.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perdido de mim, como habitualmente, sento-me… &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A perca de um familiar é agressiva, a perdição é ainda maior…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Perco-me em monólogos mudos numa qualquer mesa de uma qualquer esplanada. Soltam-se fumos. Um acastanhado de um cigarro mal queimado e outro cálido e odorífero da chávena cheia de café diante de mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contemplo a minha mente a fluir pelo teu corpo. À medida que esta melodia invade o ambiente, fico estático... hipnotizado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobressais do breu que me envolve. A tua áurea rasga a escuridão do cenário como uma estrela cadente em noite de Lua nova, como gritos a rasgar o silêncio de morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Arrefece o café enquanto batem os dedos redondos no tampo ao som de uma música surda tocada pela orquestra que, simplesmente, não existe. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas eu oiço o preguear dos tambores ao som do coração. Rufam como exércitos de aves rumo a norte, em convulsões poéticas. Recordo o teu corpo que copia as chamas da fogueira que nos aquece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Liberto a mente, sempre em espasmos de lembranças e vejo-te a dançar solta como se não pertencesses a qualquer parte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pára a música, cai o pano e retorno desse mundo à parte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é lindo o teu bailado. Balanceias o ventre lentamente de olhos cerrados e com um singelo sorriso nos lábios. Serpenteias as tuas mãos ao som da música. Danças como folhas ao vento na alvorada do meu Outono.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Morre-me o cigarro aos poucos na minha mão. A cadeira vazia ao meu lado confidencia-me a tua distância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Puxa-me para a realidade de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O vento folheia o jornal que fala de notícia de tudo menos de ti. O telemóvel inerte no tampo da mesa não toca. As horas não passam. Venha uma lua nova que me devolva a ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A chávena agora vazia continua a arrefecer. Abraço-a na tentativa fútil de prender o calor, mas este foge. Volto a abraça-la na tentativa de aquecer as mãos e o coração gélido da ausência do amor, de ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nem te vi partir… volta depressa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tempo corre tão rápido que tenho medo de não ter o meu tempo para te amar como gosto e sei amar com a totalidade do meu corpo, da alma e do coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrito hoje às 21:00&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1943287466788616796?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1943287466788616796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1943287466788616796' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1943287466788616796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1943287466788616796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/02/amor-de-perdicao.html' title='Amor de perdição'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S3SXBXssceI/AAAAAAAAA7s/GxKIyrijS6s/s72-c/Amor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8752005639292287227</id><published>2010-02-07T22:21:00.000Z</published><updated>2010-02-07T22:21:17.013Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulher'/><title type='text'>Talvez o amor seja como o mar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S285JczfzNI/AAAAAAAAA6s/tJ4B06xDqzY/s1600-h/116644_Papel-de-Parede-Mulher-na-agua_1024x768.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S285JczfzNI/AAAAAAAAA6s/tJ4B06xDqzY/s400/116644_Papel-de-Parede-Mulher-na-agua_1024x768.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez o amor seja como o mar, que nos olha e depois nos deixa passar. Que nos refresca o olhar depois de tanto nos fazer chorar. Disfarça-nos as tristezas de escuros dias e depois desperta-nos para a vida. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É como o sabor do sal e a luz do sol antes do luar. O segredo que se refugia numa caixa de bonecas, assim, sem mais, sem ninguém o imaginar. O amor é como as lágrimas que vêm do mar. As palavras encerradas num resto de uma caixa de cartão, o sonho de uma rapariga, a viagem junto a uma praia antiga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembrava com melancolia os quinze anos e o beijo de uma vizinha mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecia-a de habitar o quinto esquerdo do meu prédio. Éramos inquilinos do tédio, de nos cruzarmos nas escadas, de a apanhar, e ela a mim, a abrir a caixa do correio para a aliviar todos os dias de publicidade enganosa e contas que nunca pagava. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu era aquele rapazinho esquisito de roupa quente e humores glaciais que dizia bom dia, boa tarde, pouco mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela, já mulher, com cara de miúda amuada, nada uma flor de estufa, queria ser coisas e queria sê-las hoje. Como era que dizia? Hoje quero ser. Isto, aquilo, tudo. Muito inteligente, mas sem muita paciência para o som da tua própria voz, que eu adorava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amor não aconteceria, não fosse o carteiro ter-se enganado, naquele dia de luz fugidia mas calorosa e meiga de uma Primavera que chegava de avanço à hora marcada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desci o último lance de escadas no meu casaco preto, funesto, esfiapado e fui dar contigo a largar um cachão de envelopes directamente da tua caixa de correio para o balde do lixo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo lá caiu, com o roçar surdo de papel com papel abafado pelo rebentar dos teus balões perfeitos de pastilha elástica sabor a tangerina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me viste. Seguravas uma carta com dedos de anéis grandes e ruidosos e unhas de gel. O teu semblante era de concentração, arrebanhando todos os pontinhos de espírito num lugar só teu, não os deixando desgarrar. E eu em silêncio, à espera, com medo de fracturar a linha ao teu pensamento. Até que, sem aviso, te viraste para mim, olhos como eu nunca vira, e disseste:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Olá!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Calaste-te, depois disso, e eu nada disse. Fiquei a olhar-te, acho que com a minha cara de sempre, nem boa nem má, mas já estava completamente perdido de amores por ti. Portanto, devia ser boa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fizeste um balão que cresceu perfeito dos teus lábios rosa até esconder toda a tua cara de mim, por momentos e, quando explodiu, a pastilha desapareceu dentro da tua boca por artes mágicas e ali estavas tu outra vez e estendeste-me a carta ao comprido de um braço tatuado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- És o Rui?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Amo-te – pensei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim – disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Parabéns… Foste seleccionado para um sorteio final das “Selecções do Reader’s Digest”. Podes ganhar duzentos e cinquenta mil euros. O carteiro enganou-se e meteu isso na minha caixa. Ele deve julgar que eu e tu somos parecidos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estendeste-me a mão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Sou a Carla.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sou teu – pensei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sou o Rui - disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu sei – disseste tu, aproximaste-te e debruçaste o teu corpo que cheirava a pastilha elástica e a sol sobre mim e a tua unha de gel sapateou no envelope.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Diz aqui, não diz? Rui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Larguei o envelope no balde do lixo, junto com a tua correspondência, e tu sorriste e aquele dia assim visto do teu sorriso parecia cheio de promessas que os teus olhos garantiam cumprir. Depois, abri a minha caixa de correio e despejei todo o conteúdo no mesmo balde e começaste a rir às gargalhadas com aquele meu último triunfo pessoal sobre todas as coisas e passado um bocadinho também eu estava a rir e passado outro bocadinho também eu estava a rir às gargalhadas. Então, disseste:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- És espectacular!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sou? – Perguntei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- … Teu – pensei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sim! – O teu grito de confirmação deve ter ecoado escadas acima até ao nono andar assustando todos os inquilinos que se deixavam dormir até mais tarde na esperança de com isso resolverem todos os seus problemas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Claro que és! Acabaste de tomar consciência da tua liberdade e pelo teu ar consigo perceber que gostaste. É como seres adulto e por um feliz acaso reencontrares-te com aquela inspiração própria de criança e aplicá-la a uma data de coisas. Reiniciaste a tua mente, não sentes? Não sentes a estrutura do teu cérebro a alterar-se?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Isso é… - hesitei - porque estou apaixonado por ti – pensei - Pois é! É mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ficaste a olhar para mim enquanto eu absorvia as cores arrebatadas da nova realidade e permitia que o sentimento de felicidade que desprendias tão generosamente me preenchesse com uma energia viral, isolando-me para sempre da melancolia azeda da solidão e algo em mim dizia-me “estás à vontade para interromper este estado de desvario quando te apetecer”, mas eu não lhe dei ouvidos. Era como se pudesse finalmente começar a viver a minha vida em vez de me deixar ficar sentado à espera. E então, parvo, eu disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quero casar contigo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi estranho, eu sei, mas tu riste-te e disseste:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Casar? Mas ainda nem nos beijámos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E eu, caindo em mim, pensei:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- És capaz de ter razão. Não ligues.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, gravemente parvo, disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não preciso de te beijar para saber que te amo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Beijei-te à mesma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudei de linha, saltei o verso. Escondi-me atrás das árvores de frutos vermelhos e brilhantes, tentei resistir, mas em pouco tempo mordi o pecado da diferença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um momento suspenso no vazio do tempo. Um momento em que a vida nos mostra o quão frágeis somos e o nada em que nos tornamos num instante. Perturbante e errante ante o pressentimento do inevitável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvi pensar! Tranquei-me numa casca de noz. Pedi emprestado um quarto da lua e esmaguei a ilusão com dois ramos de salsa. Mandei passear o lençol pela avenida do amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, já havia pensado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Baseado num texto que li algures)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8752005639292287227?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8752005639292287227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8752005639292287227' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8752005639292287227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8752005639292287227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/02/talvez-o-amor-seja-como-o-mar.html' title='Talvez o amor seja como o mar'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S285JczfzNI/AAAAAAAAA6s/tJ4B06xDqzY/s72-c/116644_Papel-de-Parede-Mulher-na-agua_1024x768.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1029345018012562674</id><published>2010-02-01T23:19:00.006Z</published><updated>2010-02-03T00:11:07.262Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Despe-me</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S2i-zqMtPyI/AAAAAAAAA58/i8_VncdIwQY/s1600-h/3a6ee9f703fd643683664c9mg9%5B1%5D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="355" kt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S2i-zqMtPyI/AAAAAAAAA58/i8_VncdIwQY/s400/3a6ee9f703fd643683664c9mg9%5B1%5D.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei o que sou, nem sequer porque escrevo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apenas sinto esta carência dentro do meu ser e cravada no meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Preciso catapultar o pensamento, embriagar-me com as emoções que transformo em palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existo, penso, mas não encontro a simbiose desta essência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheço os meus limites e a vida que corre em desencontros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até do teu nome já me esqueci porque não te vejo o tempo necessário para o fixar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro apenas o rosto e a silhueta perfeita. Sinto nas minhas mãos as lágrimas que te aparei quando escorregaram dos teus olhos negros da cor da minha alma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem me conhecer como sou. Podes chamar-me alienado por querer o sol morno e prateado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É miragem, bem sei, rápida, momentânea, mas quero-me assim, louco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem, rompe as barreiras e as vestes do marasmo e tenta descobrir-me em mim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ama-me com fúria desmedida retalhando artérias e veias até me encontrares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vem e funde-te em mim. Embriaga-me no calor do teu carinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despe-me as palavras do impulso que me envolvem nesta camuflagem que me inibe de gestos meigos e de odores silvestres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despe-me de segredos, medos, vontades contidas em soluços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, chama-me louco. É, quero ser louco, assim. Sei que sou instável, mas brilhante como o sol. Sei que dou luz, mas que por vezes escureço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou timido como a lua que me ilumina, acanhado como ela que nem sempre mostra a cara!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chama-me louco, serei!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Amor demente é andar desamparado na esterilidade da solidão, e ser descoberto pelo bater do teu coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2010-02-01&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1029345018012562674?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1029345018012562674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1029345018012562674' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1029345018012562674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1029345018012562674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/02/despe-me.html' title='Despe-me'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S2i-zqMtPyI/AAAAAAAAA58/i8_VncdIwQY/s72-c/3a6ee9f703fd643683664c9mg9%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-5925812084474909928</id><published>2010-01-26T22:51:00.001Z</published><updated>2010-01-26T22:55:13.055Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Enfermidade actual, ou dor de amor?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S19wQFc4WmI/AAAAAAAAA3k/mauSw70h9ow/s1600-h/amor_sangrento.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" mt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S19wQFc4WmI/AAAAAAAAA3k/mauSw70h9ow/s400/amor_sangrento.jpg" width="368" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Hoje tenho o coração amortalhado.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quero gritar, mas a voz doí-me no peito.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tenho que desaparecer, mas não sei para onde.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vou vestir igualmente a alma de negro e procurar um curandeiro de amor.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, lembrei-me que a minha infância existiu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ano de 1959 corria de feição numa vila do interior ribatejano. Terra de azeitonas e azeite o odor dos lagares ainda hoje me invade as narinas. Em Março, o pranto de um recém-nascido ecoou na rua, oriundo de uma casinha pintada de amarelo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meio século me separa da casinha amarela, dos lagares e do odor do azeite.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não fui eu que escolhi o silêncio do tempo, nem descobri o grito do fogo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não fugi do pó da guerra, que os touros levantavam quando devastavam a planície do meu olhar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca me assustei com o estrondo do trovão durante a tempestade nas noites de Inverno. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca me senti sequer desconfortável com as vestes da sombra no meu quarto sombrio, nem entre os farrapos da tristeza que me vestiam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas a vida, no seu ritmo empolgante, leva-nos para longe, a esquecer algumas coisas que, de tão inesquecíveis, julgamos nunca esquecer. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem dias em que sonho e revivo os meus seis anos, mas já não me circula nas veias o sangue dos pactos de petizes nem conheço mais as ruas e vielas da vila que antes me cabia na palma da mão. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, estou ali, sozinho. O passado, ali à minha frente, teimando em dizer-me que no presente deveria encontrar formas de o preservar no futuro. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, porque o passado faz parte de nós. Termos deambulado pelo passado faz com que exista presente e só com ele poderemos construir o futuro. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ali estava eu, menino, puro, longe dos vícios da vida, da podridão da sociedade adulta, da constante competitividade que nos cega diariamente e nos priva do azul cristalino das águas da nossa imaculada meninice. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voei. De repente esvoacei pelos dias mais recônditos, de maravilhosas aventuras, de momentos de amargura, mas garantidamente de grande inocência e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estava de volta. Despertei da letargia e estava feliz. No entanto ao abrir os olhos, chorei lágrimas de saudade. Isolei-me da solidão que me acompanha desde menino. Envolvi-me amorosamente com a puta da vida ali para os lados da linha de Sintra. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo apenas essa desditosa como companhia, eu percebi que ninguém pode acabar com a solidão da sua vida sem primeiro acabar com a solidão que existe dentro da vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E se, a solidão é um estado de espírito atraímos igualmente alguém solitário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tentei um dia um relacionamento. Nada me deu. Conclui que um caso amoroso não me dá nada que eu não tenha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos nós podemos ser felizes sozinhos, mas é bom ser feliz acompanhado. Ser infeliz sozinho é garantia certa de ser infeliz acompanhado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois foi o que me sucedeu. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percorri as obscuras ruelas do amor para encontrar finalmente um amor ideal, um amor fiel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao fim de alguns meses, verifiquei que a fidelidade por coerção, por medo de perder, por ameaça é o caminho mais rápido para a infidelidade. O prazer da liberdade tinha-me sido retirado. Não foi uma escolha a fidelidade, foi eventualmente uma obrigação. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Farto do destino, encontrei uma mente aberta, moderna, livre de tabus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Evaporou-se… a mente e condensaram-se os tabus.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É verdade leitores, todos relacionamentos abertos, mais cedo, ou mais tarde acabam. Porque num relacionamento desse calibre um dia um dos amantes acabará por encontrar uma outra oportunidade de relação e escolhe essa outra possibilidade por ser mais interessante e por estar sendo escolhido. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho pensando seriamente em tudo isto. Que querem… &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois observo e leio os temas da maioria dos blogues, em que a infelicidade, o amor infeliz, a relação não correspondida impera e é um mote repetitivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez esteja de facto embusteado e esteja a ser influenciado pela minha infância tardia.&lt;br /&gt;Quem sabe se esta forma de olhar o mundo se deve a esta eterna alegria de ainda o olhar com os olhos de uma criança crescida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;26-01-2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-5925812084474909928?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/5925812084474909928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=5925812084474909928' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5925812084474909928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5925812084474909928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/01/enfermidade-actual-ou-dor-de-amor.html' title='Enfermidade actual, ou dor de amor?'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S19wQFc4WmI/AAAAAAAAA3k/mauSw70h9ow/s72-c/amor_sangrento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2729390479865483153</id><published>2010-01-25T22:29:00.002Z</published><updated>2010-01-26T00:28:38.875Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desafio'/><title type='text'>Prémio Lobinho</title><content type='html'>&lt;div align="center" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S14ZkDa0-fI/AAAAAAAAA28/Qxc4dHUB5jY/s1600-h/samp47f84ce51ef90319.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" mt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S14ZkDa0-fI/AAAAAAAAA28/Qxc4dHUB5jY/s320/samp47f84ce51ef90319.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;Recebi o prémio Lobinho, do blogue &lt;a href="http://tatuagens-carla.blogspot.com/"&gt;http://tatuagens-carla.blogspot.com/&lt;/a&gt; com muito agrado. Trata- se de um belo desafio. Obrigado Carla pelo carinho e distinção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aa regras são: nomear cinco blogs e responder a algumas perguntas. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como sempre, não vou respeitar totalmente as regras por ser um belo desafio. Por esse motivo, quem quizer, é pegar e responder. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;a) Tens medo de quê?&lt;/span&gt; Entre outros, arrepia-me pensar no eventual sofrimento que possa vir a ter até ao dia final.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;b) Tens algum guilty pleasure?&lt;/span&gt; Não. Não gosto de estrangeirismos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;c) Farias alguma "loucura" por amor/amizade?&lt;/span&gt; Se considerarmos a entrega, a conivência, a cumplicidade plena sim, já fiz muita coisa louca por amor e tenciono continuar a fazer. Afinal o amor é louco, senão não faria sentido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;d) Qual o teu maior sonho? [Não vale responder Paz, Amor e Felicidade;)]&lt;/span&gt; Penso que tentar viver os meus sonhos sempre que possível de modo a encontrar a verdadeira felicidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;e)Nos momentos de tristeza, abatimento, isolas-te ou preferes colo? (Não vale brincar)&lt;/span&gt; Nos momentos de tristeza isolo-me e escrevo até que doam os dedos. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;f) Entre uma pessoa extrovertida e outra introvertida, qual seria a escolha abstracta?&lt;/span&gt; Dado que me considero uma pessoa introvertida, escolheria uma extrovertida. Os pólos atraem-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;g) Sentes que te sentes bem na vida, ou há insatisfações para além do desejável?&lt;/span&gt; Quem ler os meus textos descobrirá facilmente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;h) Consideras-te mais crítico ou mais ponderado? (mesmo sabendo que há críticas ponderadas)&lt;/span&gt; Por norma sou ponderado e quando faço criticas tento que sejam construtivas. Não sei se consigo sempre esse objectivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;i) Julgas-te impulsivo, de fazer filmes, paciente ou... (define o que te julgas no geral)&lt;/span&gt; Sou demasiado impulsivo, e demasiado sensível… reconheço. Talvez a conjugação de ambas provoquem a faísca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;j) Consegues desejar mal a alguém e eventualmente concretizar? (Responder com sinceridade)&lt;/span&gt; Nunca desejei mal a alguém e muito menos concretizar qualquer pensamento menos positivo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;k) Conténs-te publicamente em manifestações de afecto (abraçar, beijar, rir alto...).&lt;/span&gt; Em algumas situações sim tento conter-me, noutras sou o oposto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;l) Qual o lado mais acentuado? Orgulho ou teimosia?&lt;/span&gt; Talvez a teimosia me cubra melhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;m) Casamentos homossexuais e/ou direito à adopção?&lt;/span&gt; Quanto ao casamento homossexual julgo que é uma opção e respeito. Quanto à adopção tenho uma opinião um pouco ambígua.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;o) O número de visitas ou de comentários influencia o teu blogue?&lt;/span&gt; Obviamente que quem escreve para um blogue, gosta de sentir que a mensagem passou, que o lêem. Muita gente não o admite, mas sei que é importante para qualquer um de nós. Não significa com isso que viva obcecado com essa situação. Quem quer comenta, quem não quer não é obrigado a fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;p) Na tua blogosfera pessoal e ideal, como seria ela?&lt;/span&gt; Um pouco diferente. Sei que num mundo como este, terá de existir de tudo, no entanto considero que se age um pouco por hipocrisia. Não obstante o ter conhecido e ainda vir certamente a conhecer gente maravilhosa, está patente muita inveja e hipocrisia. (Já fui algo de “ataques” que não tenho explicação para o facto)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;q) Deviam haver encontros de bloguistas? Caso sim em que moldes e caso não porquê?&lt;/span&gt; Sim, porque não? O conhecer pessoas é a maior forma de enriquecimento do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;r) Sabes brincar contigo mesmo e rir com quem brinca contigo? (Não vale responder com ironias)&lt;/span&gt; Sim, rio muitas vezes de mim e gosto de rir com quem brinca comigo na verdadeira acepção da palavra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;s) Já agora, qual ou quais os teus principais defeitos?&lt;/span&gt; Teimoso, impulsivo sonhador demais e uma dose de ingenuidade entre outros…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;t) E em que aspectos te elogiam e/ou achas ter potencialidades e mesmo orgulho nisso?&lt;/span&gt; A minha sensibilidade e humildade. Gosto de ajudar sempre quo o posso. A sinceridade que é uma das regras que me incutiram, mas que nem sempre é bem tolerada e compreendida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;u) Entre uma televisão, um computador e um telemóvel, o que escolherias?&lt;/span&gt; Um computador, porque poderia escrever, poderia contactar com pessoas e até divertir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;v) Elogias ou guardas para ti?&lt;/span&gt; Gosto de elogiar, embora por vezes guarde algumas coisas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;w) Tens a humildade suficiente para pedir desculpa sem ser indirectamente?&lt;/span&gt; Sim, peço sempre desculpa quando faço ou digo algo que não devia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;x) Consideras-te, grosso modo, uma pessoa sensível ou pragmática?&lt;/span&gt; Sou sensível demais, o coração vence sempre a minha parte racional o que por vezes me prejudica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;y) Perdoas com facilidade?&lt;/span&gt; Sim, no momento posso ficar bastante magoado, mas depois perdoo completamente, no entanto por vezes fica uma chaga que não sara.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;z) Qual o teu maior pesadelo ou o que mais te preocupa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A perda de valores morais da humanidade, o progresso desmedido que empurra o ser humano para segunda categoria, a instabilidade social a fome a guerra entre tantas coisas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2729390479865483153?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2729390479865483153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2729390479865483153' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2729390479865483153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2729390479865483153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/01/premio-lobinho.html' title='Prémio Lobinho'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S14ZkDa0-fI/AAAAAAAAA28/Qxc4dHUB5jY/s72-c/samp47f84ce51ef90319.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3642125193764821649</id><published>2010-01-21T22:19:00.001Z</published><updated>2010-01-21T22:20:11.881Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>O Circo do Amor</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S1jPZkXubfI/AAAAAAAAA2U/1gjlCSDmurE/s1600-h/banquine.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S1jPZkXubfI/AAAAAAAAA2U/1gjlCSDmurE/s640/banquine.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cidade “Afrodite” despertava da letargia da noite como uma ave preguiçosa a abandonar o seu ninho. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O rumor afinado dos pássaros cortava o silêncio e espalhava-se nas calçadas das ruas, na escola primária, no jardim da infância e na areia alva do velho “Rio Eros”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As moçoilas caminhavam até o açude com suas latas, botando em dia as novidades de amor. E mesmo na volta, com aqueles pesos em suas cabeças, ainda tinham ânimo para conversar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O circo chegou! Alegria geral, pois a cidade mudaria por um tempo. A cidade e todos nós. Viver é amar e amar é um circo nómada. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uns anos trabalhei num circo. Fui palhaço. Mas era um circo que caía aos pedaços. Não tinha chão. Apenas o pó era visível e a lona era o manto da noite, as suas estrelas, os holofotes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fui o palhaço de sapatos grandes com um sorriso aberto e contrafeito. Pintava o meu rosto de corres berrantes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era palhaço mal amado! Sou palhaço mal amado!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dei na vida passos desequilibrados, que me fizeram tombar ao chão do desencanto e do desesperado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que saudades que aninho no coração. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sorriso aberto das crianças, dos meus pés muitas vezes descalços de sapatos e de esperança. Do meu rosto pintado com as cores do contentamento, tentando representar um mundo de fantasia, um mundo de sofrimento disfarçado em alegria. Afinal também se vive no âmago de um palhaço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que saudades de te ver, a sorrir, a chorar. Que falta me faz o teu carinho, o som dos teus aplausos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já não sou palhaço!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora, talvez um adulterado trapezista, satisfeito com piruetas e saltos de braços em braços na esperança de que alguém me segure da queda fatal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inebriado e alucinado de vivências falazes, que são despojos de nublados afectos que tornaram a minha alma ansiosa, isolada, e sedenta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é o circo do amor! Aparências, sonhos, ambições e desenlaces, alegrias, tristezas, estados hilariantes e agonias. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era sempre assim. O circo chegava, encantava e, de repente, evaporava. Levava seus encantos, a graça do inusitado, e muitas vezes até alguém da cidade. Mas, deixava também, as saudades e as lembranças com que me apego agora, tanto tempo depois, mesmo sabendo das verdades cruas de quem mora no circo estéril do amor como aqueles que visitavam a minha terra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meninas e Meninos, Senhoras e Senhores, sejam bem-vindos ao circo do amor. Para quem gosta de encantamento, o circo do amor tem a honra e o privilégio de vos apresentar o maior espectáculo do mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos dar início ao mundo da fantasia sem truques e apenas com o poder da mente, a magia infalível de “Mister Paixão” que nos irá apresentar o seu grande número de magia urbana. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peço pois, a vossa máxima atenção, para “Mister Paixão” e a sua “partner” na sua fabulosa arte da ilusão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As luzes arrefecem a claridade do palco ao inverso dos corações que amornam com o suspense. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma nuvem beija a boca de cena e como um relâmpago o ilusionista está no palanque.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O mágico, com gestos meticulosamente apurados faz levitar a diva assistente, e em simultâneo afasta a incansável e feliz fuga da rotina, como um coelho que sai da cartola. São as surpresas que gostaríamos que fizessem parte de nossos dias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em júbilo e em êxtase, a assistência aplaude, o magnifico desempenho do actor numa atmosférica épica parecendo uma festa afrodisíaca da Grécia antiga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos temos consciência o quão devastador pode ser o quotidiano de uma relação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A assistente, aquela figura de formas esculturais vestida com um adorno que demarca cada curva de seu corpo, mostra o que muitas vezes nos propomos fazer para chamar a atenção do ser amado, seja como amante ou companheiro e a infinita cobrança com o corpo perfeito e a insaciável disposição para amar e distribuir sorrisos, apesar da passagem feroz dos anos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será sempre assim?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez dependa da vontade e afinco da assistente. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A arte mágica deu lugar ao palhaço alegre, bem maquilhado e com um enorme sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos sabiam que aquele colorido representava a pessoa amada. De uma maneira geral, apaixonamo-nos por pessoas que nos fazem rir, porque nos trazem sensação de alegria e bom ânimo constante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O palhaço triste, e mal enjorcado, entrou a meio, e meio grogue trazia consigo estampado no rosto as lágrimas e sorriso fechado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na forma de plebeu representa a angústia do ciúme e tende a fazer com que o medo de perder o grande amor faça justamente o que tanto teme.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ciúme exagerado torna as pessoas impacientes e carentes, afastando a cada dia o ser amado, como uma ampulheta a derramar grão por grão de areia levando pouco a pouco, um tempo que infelizmente não volta atrás.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De seguida, as cabeças ergueram-se para cima. O topo foi iluminado. A plateia ficou na sombra do homem do trapézio. O corpo esguio e poderoso de equilíbrio indefectível representa a confiança, a fidelidade. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A plateia em tétrico silêncio reza em surdina para que tudo corra bem. É bem conhecido de todos as consequências de um tombo fortuito. A queda da confiança uma vez estatelada ao chão tem como trágica consequência, senão a morte, no mínimo sequelas profundas e dolorosas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Felizmente tudo correu na perfeição e como previsto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agarrado à corda da lealdade, o trapezista deixou-se escorregar lentamente até atingir o chão. Beijos saíam da sua boca em direcção à plateia, rendida pelo fabuloso trabalho de “Eros”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como é belo ser trapezista no circo em que o amor se transforma. E vivemos sempre lá em cima, trapezistas da nossa própria existência, bailarinos da nossa própria esperança. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem cai por amor, cai sempre para cima!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia o amor para subsistir e vencer tem de ser nutrido. Eis que se ouve um estrondo de motores… Lindo! O poço da morte. Os protagonistas estimulando as leis da física, cruzam-se e voltam a cruzar-se com um ruído perfeito de sintonia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui assistimos à adrenalina, ao ápice de intensidade, aos ruídos e emoções do sexo apaixonado. Os presentes aplaudiam cada gesto acrobático de boca semiaberta de emoção deixando escapar “ais” de deleite pelo êxtase que os abraçava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns rugidos invadem os ouvidos dos presentes. Há! São leões! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O domador “Ovídio” surge inesperadamente com um livro na mão. As feras são subjugadas pelos poemas de “Metamorfoses”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que prelecção podemos tirar? Os leões cedem como que magnetizados por algo divino. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também nós abdicamos na relação, quando uma das partes se anula, engole seco, vontades, verdades e apetites para satisfazer as vontades e caprichos do outro, seja como demonstração de amor ou mera sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tal como as feras, a maior parte de nós recolhemos ao nosso secreto mundo num eunuco isolamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Envolto em roupas extravagantes, um homem entra com um cinto repleto de facas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eis um dos mais esperados do espectáculo circense do amor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O atirador de facas! Confessem-me lá se não é a perfeita representação do que circunda uma relação! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ciúmes, farpas, palpites, cobranças, comentários indesejáveis; cuidado!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se uma destas facas lhe atingirem o peito podem contaminar-lhe a alma e o espectáculo pode terminar antes do previsto e levar consigo toda a magia vivida por todos os personagens durante a apresentação que, até então, pode ter sido esplêndida e triunfal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boa Noite Senhoras e Senhores!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O Circo do Amor vai voltar amanhã e todos os dias, enquanto houver amantes loucos e apaixonados neste mundo tão nu de sentimentos.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;21-01-2010&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3642125193764821649?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3642125193764821649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3642125193764821649' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3642125193764821649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3642125193764821649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/01/o-circo-do-amor.html' title='O Circo do Amor'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S1jPZkXubfI/AAAAAAAAA2U/1gjlCSDmurE/s72-c/banquine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1683421637484521136</id><published>2010-01-15T22:27:00.000Z</published><updated>2010-01-15T22:27:19.594Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Paroxismo de momentos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S1DqDsE2vTI/AAAAAAAAAyM/1jJTQLtCalg/s1600-h/homenk.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S1DqDsE2vTI/AAAAAAAAAyM/1jJTQLtCalg/s400/homenk.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento inicial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho despertado com uma dor no peito e uma agonia indisfarçável. &lt;br /&gt;Não tenho vontade de fazer nada. Não tenho vontade de viver.&lt;br /&gt;Estou triste e gostaria de ficar só. &lt;br /&gt;Afasta-te sombra do infortúnio, única que me amas e segues.&lt;br /&gt;Só não sei, se este é um caminho sem retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento da catáfora&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A sombra negra na coluna de mármore à minha espera. &lt;br /&gt;Dás-me dois beijos e caminhas em direcção ao sol. &lt;br /&gt;Vejo-te a subir o passeio e cada vez mais longe, pequenina. &lt;br /&gt;Eu e a sombra negra de mão dada na penumbra. &lt;br /&gt;Senti um algor desmesurado nos ossos, mas não pensei.&lt;br /&gt;Perguntei-me e respondi:&lt;br /&gt;“Olhas-te para trás? Eu, não.”&lt;br /&gt;“Olho, agora.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento mate&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O vento quase que tudo levou. Interrogo-me porque não a mim?&lt;br /&gt;Farei parte de algum resto com que o infortúnio me afortunou?&lt;br /&gt;Ou será castigo que o acaso me ofereceu?&lt;br /&gt;Choro lágrimas pálidas de medo.&lt;br /&gt;Descanso meu corpo esgotado, vergado e doente.&lt;br /&gt;Se morrer, morro, porque sem amor não sou gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento do purgatório&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O meu destino tem sido como um cão repleto de raiva.&lt;br /&gt;Persegue-me como louco rosnando ao passar dos meus passos.&lt;br /&gt;Nos sulcos de um tempo longo, infértil e matreiro.&lt;br /&gt;Quero fugir dele, quero passar-lhe ao lado, porque me aferra, mas acabo sempre nos seus tenebrosos braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Momento terminal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou poeta, sou simplesmente sonhador.&lt;br /&gt;Arrumo nas linhas dum livro imaginário as palavras dos meus sonhos.&lt;br /&gt;Sem grandes ornamentos e complicações, pois surgem do fundo do coração.&lt;br /&gt;Na ilusão deste sentimento, escrevo para que possa existir, ter vida.&lt;br /&gt;Deixa-me ser apenas como aquela página que não foi lida.&lt;br /&gt;Agora, só me resta gravar as palavras num raio de sol, e imprimi-las todas as manhãs no brilho de um sorriso dos lábios de uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;2010-01-14&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1683421637484521136?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1683421637484521136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1683421637484521136' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1683421637484521136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1683421637484521136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/01/paroxismo-de-momentos.html' title='Paroxismo de momentos'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S1DqDsE2vTI/AAAAAAAAAyM/1jJTQLtCalg/s72-c/homenk.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8626766312733838384</id><published>2010-01-10T18:58:00.005Z</published><updated>2010-01-10T19:18:05.863Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>O homem que jamais alguém descobriu</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S0olRDs8qbI/AAAAAAAAAxU/kl2ukfwIRUg/s1600-h/Homem+alado2-746154%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 302px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425189676103018930" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S0olRDs8qbI/AAAAAAAAAxU/kl2ukfwIRUg/s400/Homem+alado2-746154%5B1%5D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Quero peregrinar!&lt;br /&gt;Talvez fugir para parte incerta e distante onde ninguém me possa achar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar polir um par de asas e levantar voo no firmamento.&lt;br /&gt;Deixar-me ir como uma andorinha migratória que segue uma nuvem com alegria e alento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero esquecer, fugir, quero abrir os olhos e não ver o presente, desmaiado e vulgar.&lt;br /&gt;Quero absorver e viver o futuro de maneira que me sorria para o poder pintar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou fugir, vou viajar, vou sair. Vou arrancar raízes profundas ir. Vou caminhar&lt;br /&gt;ao encontro do teu ser, do teu corpo, do teu rosto a sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando eu morrer, não digas a ninguém que foi por ti.&lt;br /&gt;Cobre o meu corpo frio com um dos lençóis que alagamos de seiva dos beijos ardentes e leva-o para uma praia junto ao mar, onde possa ser apenas mais um poema, como esses que te escrevi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planta à minha volta uma fiada de rosas brancas em recipientes mornos,&lt;br /&gt;e um cordão de árvores que perfurem a noite, porque a morte deve ser clara como o sal na crista das ondas, e a cegueira assusta com seus contornos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu morrer, deixa-me a ver o mar do alto de um rochedo e não chores, nem toques com os teus lábios a minha boca fria.&lt;br /&gt;Promete-me que rasgas os meus versos em pedaços tão pequenos que se percam, numa suave apatia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não esqueças de os lançar no retiro do oceano para que se alguém os enxergar de longe julgar serem flores que o vento despiu.&lt;br /&gt;Ou uma simples estrela que pinga luz de amor, uma lágrima de sol, quando na realidade é apenas um homem que jamais alguém descobriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2010-01-010&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8626766312733838384?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8626766312733838384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8626766312733838384' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8626766312733838384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8626766312733838384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2010/01/o-homem-que-jamais-alguem-descobriu.html' title='O homem que jamais alguém descobriu'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/S0olRDs8qbI/AAAAAAAAAxU/kl2ukfwIRUg/s72-c/Homem+alado2-746154%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1839903655003765252</id><published>2009-12-26T23:59:00.002Z</published><updated>2009-12-27T00:09:39.213Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ano Louco'/><title type='text'>Dias da minha ausência</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SzalrY0zhKI/AAAAAAAAAvM/5QGBKxgWPuk/s1600-h/casal-de-idosos.png"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 217px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419701366403859618" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SzalrY0zhKI/AAAAAAAAAvM/5QGBKxgWPuk/s400/casal-de-idosos.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do meu lado esteve sempre, sempre a mulher que mais gosta de mim. Chegou o momento de se inverterem os papéis.&lt;br /&gt;Passado pouco mais de duas semanas no hospital, estás de novo de regresso a casa.&lt;br /&gt;Quando tudo parecia mais uma vez impossível, conseguiste vencer de novo, mas o teu estado é extremamente débil. Os cuidados agora têm de ser redobrados.&lt;br /&gt;Olhavas para mim com um olhar aflito e implorativo, sem te conseguires expressar ou fazer uso dos braços inertes para me afastares.&lt;br /&gt;Desisti. Não consigo resistir ao teu olhar.&lt;br /&gt;Eu sei que tenho de o fazer, embora te possa provocar algum desconforto... ou talvez dor. Mas ainda não arranjei coragem para tentar de novo. Tenho tanto medo de falhar...&lt;br /&gt;Passei um bálsamo calmante sobre as tuas pálpebras, que já estavam fechadas, e com dor, de tanto choro, e disse-te que tudo iria correr pelo melhor.&lt;br /&gt;Disse-te que contemplarias o mar daqui a mais cem séculos, quando as rosas do jardim murchassem e eu me picasse mortalmente num dos seus espinhos. Que o tempo seria multiplicado por sete e alcançarias a imortalidade.&lt;br /&gt;Isso acalmou-te. Passei de novo o bálsamo nas tuas faces que se encheram de alegria.&lt;br /&gt;Falei-te do mais belo que havíamos vivenciado no mundo, e que tudo o mais era sem importância.&lt;br /&gt;Disse-te…&lt;br /&gt;Disse-te que estarias sempre comigo, e que guardaria o teu coração num frasco de alabastro branco, como o mármore das igrejas, e que serias sempre habitante das profundezas do meu ser.&lt;br /&gt;Acalmou-te.&lt;br /&gt;Sei que és a pessoa com menos culpa em tudo isto.&lt;br /&gt;Fizeste-me passar mais seis horas de impaciência no hospital precisamente dois anos após o teu último internamento... o teu problema agravou-se. Mãe! Já não sei que fazer. Estou cansado e impotente.&lt;br /&gt;Desculpa não sei mais como agir... penso... penso mas não sei. Tu estás mal, o pai está pior e eu estou... como só Deus sabe.&lt;br /&gt;Se Ele existe, compreenderá a minha revolta e desespero... ao ver-te sofrer a ti que estás doente, ao pai que enfermo está. Eu, eu sou o que menos importa.&lt;br /&gt;Apesar de tudo estão vivos e eu adoro-vos. A ambos devo tudo o que sou como pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro-te pai.&lt;br /&gt;Amo-te mãe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;In: Ano Louco (adaptação)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1839903655003765252?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1839903655003765252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1839903655003765252' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1839903655003765252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1839903655003765252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/12/dias-da-minha-ausencia.html' title='Dias da minha ausência'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SzalrY0zhKI/AAAAAAAAAvM/5QGBKxgWPuk/s72-c/casal-de-idosos.png' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-208505387556785838</id><published>2009-12-22T23:06:00.003Z</published><updated>2009-12-22T23:21:51.043Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Porque sou um sonhador?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SzFT1WAXDDI/AAAAAAAAAtI/VKe_5I1_Oxw/s1600-h/2166281.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5418204002608679986" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SzFT1WAXDDI/AAAAAAAAAtI/VKe_5I1_Oxw/s400/2166281.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas vezes viro-me do avesso na tentativa desesperada de ser poeta, mas o talento foge-me e por essa razão escrever basta-me.&lt;br /&gt;Nestes dias em que a minha mente vagueia pela nebulosidade, a beleza confunde-me e o encantamento fere-me ao ver as chagas das ruas.&lt;br /&gt;Sempre que vejo uma criança sofrer antevejo menos um raio de sol que brilha.&lt;br /&gt;Julgo que caí na terra por acidente. Enquanto anjo tropecei certamente numa nuvem e aqui tombei.&lt;br /&gt;Por essa razão sou um sonhador… um homem pacífico, distante, onde os sonhos predominam.&lt;br /&gt;Sou um ser que imagina que o mundo pode ser um pouco melhor. São assim os sonhadores.&lt;br /&gt;Por vezes deixamos passar desapercebido coisas boas na nossa vida.&lt;br /&gt;Por vivermos de fantasia, muitas vezes esquecemos o mundo autêntico que nos rodeia.&lt;br /&gt;Se amantes, vivemos constantemente na lua, as nuvens a nossa paixão.&lt;br /&gt;Para o sonhador, aquela pessoa é um ser perfeito, incomparável, insubstituível... Mas não é mera criação de sonhos, porque quando encontramos alguém que nos chama a atenção é porque realmente essa pessoa é algo com que já sonhamos há muito tempo.&lt;br /&gt;E quando a morte nos olha de frente, e nos sorri, o sonhador ergue a cabeça, e sorri sem receio de volta.&lt;br /&gt;E só irei um dia lamentar esse momento, se deixar a vida sem realizar o maior dos meus sonhos... sonhar com a vida que concebo, com os ideais que visiono.&lt;br /&gt;Mas, a derrota é nossa consorte, porque somos incapazes de vencer o autismo dos fidalgos que passeiam pelos campos de caça em busca de mais um triunfo.&lt;br /&gt;Todavia, as lágrimas que me correm pelo rosto da derrota são mais importantes que a vergonha de me calar por dentro.&lt;br /&gt;Sei que morreu mais um raio de sol, porque observei a expressão mais triste que vi até hoje.&lt;br /&gt;O menino do gorro amarelo sujo. Crostas no rosto e nas mãos. Lembrou-me um quadro de um qualquer pintor flamengo do século dezassete.&lt;br /&gt;Um corpo que estava pesaroso e abismalmente desolado, mas que de forma ágil fintava o transito caótico da Avenida da República, com a mão suja e trémula à procura de um cêntimo junto das janela cerradas dos carros apressados.&lt;br /&gt;Fitei-o por um momento. Um lapso de tempo que se perdeu naqueles olhos negros e sujos.&lt;br /&gt;O rosto assustado fazia lembrar a imagem de alguém que viu toda a sua família parecer num bombardeio de Gaza, a cabeça dos pais dilacerada por um atirador furtivo em Sarajevo ou o genocídio dos amigos num atentado em Bagdad, às margens do rio Tigre.&lt;br /&gt;Fiquei todo o dia a pensar como foi a vida lazarenta que esse menino levou e que esculpiu aquela expressão.&lt;br /&gt;E não me sai da cabeça, o rosto amargo desse menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22-12-2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-208505387556785838?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/208505387556785838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=208505387556785838' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/208505387556785838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/208505387556785838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/12/muitas-vezes-viro-me-do-avesso-na.html' title='Porque sou um sonhador?'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SzFT1WAXDDI/AAAAAAAAAtI/VKe_5I1_Oxw/s72-c/2166281.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-665461631124000581</id><published>2009-12-13T23:30:00.004Z</published><updated>2009-12-14T01:48:59.463Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Machado de Assis'/><title type='text'>Todos os dias matuto nisto...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SyWZfZbkQmI/AAAAAAAAArc/mb0ziYXOfes/s1600-h/silencio5.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 309px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414902891664392802" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SyWZfZbkQmI/AAAAAAAAArc/mb0ziYXOfes/s400/silencio5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SyV7TkPBLvI/AAAAAAAAArU/yTJjYwhKCSc/s1600-h/homem.bmp"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Machado de Assis &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-665461631124000581?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/665461631124000581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=665461631124000581' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/665461631124000581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/665461631124000581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/12/todos-os-dias-matuto-nisto.html' title='Todos os dias matuto nisto...'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SyWZfZbkQmI/AAAAAAAAArc/mb0ziYXOfes/s72-c/silencio5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-274033522453774995</id><published>2009-12-08T21:36:00.002Z</published><updated>2009-12-08T21:39:56.923Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Traição de Psiquê'/><title type='text'>A Traição de Psiquê</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sx7HivecYKI/AAAAAAAAAq0/nldfKvYaadA/s1600-h/capa_TP.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412983201819549858" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sx7HivecYKI/AAAAAAAAAq0/nldfKvYaadA/s400/capa_TP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na tarde do passado sábado, tive o prazer de conhecer (ou rever) 13 dos autores que participaram no Projecto A Traição de Psiquê. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar do mau tempo, o auditório da Biblioteca encheu e procurámos dar à cerimónia a dignidade que a colectânea merece.&lt;br /&gt;Seguidamente, teve lugar uma tertúlia subordinada ao tema do amor e do erotismo, da responsabilidade da Argo, nossa parceira, neste projecto, à qual alguns dos nossos autores e convidados assistiram e/ou participaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos autores presentes foram entregues os livros. Hoje, entretanto, fizemos seguir os restantes livros e documentos legais para os autores que não puderam estar presentes. A correr bem, livros chegarão entre 4ª e 5ª feira. Os portes estão pagos e, tal como se disse, oferecemos um outro título da nossa colecção de poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Informamos, ainda, que, no final do mês de Janeiro, iremos seleccionar&lt;strong&gt; 10 livrarias&lt;/strong&gt;, em Portugal, para onde enviaremos alguns exemplares de &lt;strong&gt;A Traição de Psiquê.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com os melhores cumprimentos e gratos pela participação neste nosso/vosso projecto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Carlos Brito, editor &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;PS: Recebido por e-mail&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-274033522453774995?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/274033522453774995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=274033522453774995' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/274033522453774995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/274033522453774995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/12/traicao-de-psique.html' title='A Traição de Psiquê'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sx7HivecYKI/AAAAAAAAAq0/nldfKvYaadA/s72-c/capa_TP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3007787508393084829</id><published>2009-12-05T00:47:00.002Z</published><updated>2009-12-05T00:55:16.175Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Fantasma de mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxmvVQoh4mI/AAAAAAAAAqk/RyxvYdkjEYM/s1600-h/neve+na+serra+003.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5411549207039435362" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxmvVQoh4mI/AAAAAAAAAqk/RyxvYdkjEYM/s400/neve+na+serra+003.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Corria célere o ano de 1968. O mês de Novembro tremia com frio e com ele a escola primária da minha aldeia tiritava com o nevão das últimas horas.&lt;br /&gt;O manto branco cobria parte do chão. As primeiras crostas de neve encostadas à berma faziam um improvisado muro branco.&lt;br /&gt;Cai neve no campanário da igreja. Cai neve no meu corpo em flocos de saudades.&lt;br /&gt;Nas árvores à minha frente, o gelo fez crescer as estalactites que derramam água vidrada, gelada, colorida pelos faróis, de carros que perdidos, vagueavam na estrada branca, dando a sensação que velas iam clareando o caminho. Todas estas sensações de momentos ganhos no regelar dos ossos são como espasmos de vontade inata de conquistar o mundo.&lt;br /&gt;Este manto alvo e gelado desce a encosta revestindo a serrania, onde nem as lagoas escapam da brancura.&lt;br /&gt;Abeirei-me da escola.&lt;br /&gt;A porta está encostada, reconhece-se o espaço ali a convocar-nos.&lt;br /&gt;Entrei sorrateiramente, olhei a sala escura. As janelas estão fechadas, a atmosfera é pesada, o quadro preto riscado ao de leve pelo giz alude que estou num templo de estudo. Um espaço sagrado da sabedoria que muitos procuram e nunca vão ter.&lt;br /&gt;Não se vislumbra vivalma. Falsa conclusão. Após os meus olhos se adaptarem à penumbra, encarei com um rapazola sentado no centro da sala. Parecia um espectro preso a uma velha e desengonçada cadeira.&lt;br /&gt;Aproximei-me mais um pouco pois a débil luminosidade podia atraiçoar-me. A custo olho as feições de miúdo enternecido que bem pode esconder um velho de espírito.&lt;br /&gt;Escreve num bloco de capa preta, como se não houvesse amanhã. A mão direita riscando incessantemente a folha ebúrnea. Eram imensas as folhas salpicadas de azul-escuro, uma tinta que carrega o peso da vida, cheia de intencionalidade, de devaneios, os devaneios são a objectividade do que nos apetece, do que nos assola, aquele sujeito sentado na cadeira do centro pensa, sente, arrepia-se, comove-se, e isto é o que ele grava no caderno, não lhe peçam para inventar sentimentos, pedir-lhe isso é pedir que minta, que renuncie à sua própria vida. Aproveitei para espreitar por cima dos seus ombros, saber que coisa tão afincada concebe com toda a sua concentração. Apesar das minhas movimentações, nunca deu pela minha presença.&lt;br /&gt;No topo da folha, em realce, “Se o arrependimento matasse…”, a lengalenga que a professora da primária certamente lhe meteu na cabeça. Fiquei curioso em questionar o que tanto o apoquentava. Mas por receio não o fiz. Mas, sei que responderia asperamente:&lt;br /&gt;- Tudo!&lt;br /&gt;Mas que tudo? Um rapaz que tão jovem parece, o que lhe faltará?&lt;br /&gt;- Falta-me tudo!&lt;br /&gt;Quantos de nós não sofremos deste “Falta-me tudo!”?&lt;br /&gt;Tu, não? E tu?&lt;br /&gt;Sim! Claros, todos já sentiram esta dubiedade.&lt;br /&gt;Sem nada que o fizesse prever, uma tomada de consciência rebenta com a bolha da criatividade que o envolve, e soltam-se lágrimas das suas vistas que gotejam suavemente como um fio homogéneo e incolor, purificando o tumulto, a este pobre rapaz que por casualidade não foi brindado para assinar o tratado das paixões das almas.&lt;br /&gt;Certamente que está ainda para vir a sociedade que agrade a todos, que pense nisso quem tem tempo para utopias, para sonhos desmedidos e hiperbólicos, porém que seremos nós sem os sonhos a não ser cadáveres conscientes, gente viva com coração de morto? Pelo menos quem se arrepende vive.&lt;br /&gt;Mais uma vista de olhos no caderno preto do enigmático:&lt;br /&gt;- As minhas desculpas aos meus sonhos imperfeitos. As minhas desculpas a todos os que magoei e vou magoar.&lt;br /&gt;Da mesma forma irreflectida levanta-se, abre as janelas do mundo, e respira o ar maligno do arrependimento.&lt;br /&gt;Senta-se mais uma vez, e mais um vez, na folha de papel:&lt;br /&gt;- Como estou arrependido mãe.&lt;br /&gt;Arrasta a cadeira de rompante, enquanto se dirige ao velho quadro. Trespassa como por sortilégio a ardósia negra, fazendo-o vibrar num alucinante e estridente som que se propaga pelo oco da sala. Observei estupefacto a tatuagem no negro do quadro vincada em linhas brancas de desilusão.&lt;br /&gt;Muitos anos já correram, imensos nevões fustigaram o campanário da igreja, muitos flocos de neve escorreram pela minha face afogueando-a de saudades.&lt;br /&gt;Hoje, em pleno mês de Novembro penso que esse rapazola era eu. Que transpus, através do quadro, para o presente os medos de criança, os fantasmas que sempre pressagiei.&lt;br /&gt;- As minhas desculpas a mim mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3007787508393084829?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3007787508393084829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3007787508393084829' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3007787508393084829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3007787508393084829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/12/fantasma-de-mim.html' title='Fantasma de mim'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxmvVQoh4mI/AAAAAAAAAqk/RyxvYdkjEYM/s72-c/neve+na+serra+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7916682293873469291</id><published>2009-12-02T00:06:00.003Z</published><updated>2009-12-02T00:10:39.263Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Traição de Psiquê'/><title type='text'>Convite</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxWwKQyO12I/AAAAAAAAAqU/pP9TLqJwBp0/s1600/convite_amor+e+erotismo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 229px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410424217706354530" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxWwKQyO12I/AAAAAAAAAqU/pP9TLqJwBp0/s400/convite_amor+e+erotismo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7916682293873469291?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7916682293873469291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7916682293873469291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7916682293873469291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7916682293873469291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/12/convite.html' title='Convite'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxWwKQyO12I/AAAAAAAAAqU/pP9TLqJwBp0/s72-c/convite_amor+e+erotismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2022287645466843939</id><published>2009-11-29T02:38:00.004Z</published><updated>2009-11-29T21:03:37.032Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Traição de Psiquê'/><title type='text'>A Traição de Psiquê</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxHfUPnGqsI/AAAAAAAAAp8/6jgYfH9CTdc/s1600/capa_TP.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409350166329600706" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxHfUPnGqsI/AAAAAAAAAp8/6jgYfH9CTdc/s400/capa_TP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capa da autoria do designer Aurélio Mesquita &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Colectânea de poesia e prosa poética com a chancela da Editora Lugar da Palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adolfo Fonseca_Alice Santos_Ana Maria Mendonça&lt;br /&gt;António Sem_Ausenda Hilário&lt;br /&gt;Bruno Miguel Resende_Conceição Bernardino&lt;br /&gt;Daniel Orge_Dinah Raphaellus_Fernando Neto&lt;br /&gt;Fernando de Sousa Pereira_Florbela de Castro&lt;br /&gt;Francisco Grácio Gonçalves_Glória Costa_Isabel Reis&lt;br /&gt;João Bosco da Silva_João Cordeiro&lt;br /&gt;João Filipe Pimentel_Joe Outeiro_José António Pinto&lt;br /&gt;Luís Manuel Ferreira_Manuel M. Oliveira&lt;br /&gt;Maria Escritos_Modesto Nogueira&lt;br /&gt;Mónica Correia_Náiade&lt;br /&gt;Namibiano Ferreira_Nazarith_Octávio da Cunha&lt;br /&gt;Paulo Alexandre e Castro_Paulo César Gonçalves&lt;br /&gt;Rafael Atalaio_Romeu Braga_Silvério Calçada&lt;br /&gt;Sílvia Soares_Silvino Figueiredo_Vieira Calado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 5 de Dezembro - 16 horas... na Biblioteca Municipal de Gondomar, onde o livro será apresentado no âmbito de uma tertúlia sobre o amor e o erotismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Dois textos do Sonhadoremfulltime farão parte desta colectânea.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2022287645466843939?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2022287645466843939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2022287645466843939' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2022287645466843939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2022287645466843939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/11/traicao-de-psique.html' title='A Traição de Psiquê'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SxHfUPnGqsI/AAAAAAAAAp8/6jgYfH9CTdc/s72-c/capa_TP.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4566909178411364106</id><published>2009-11-26T22:43:00.008Z</published><updated>2009-11-26T23:01:52.430Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Homenagem'/><title type='text'>Dezoito anos de eterna saudade</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sw8GpgKSMUI/AAAAAAAAApU/vLgrKg0yjo0/s1600/220px-Freddie_Mercury_1986.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; DISPLAY: block; HEIGHT: 306px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408548987572728130" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sw8GpgKSMUI/AAAAAAAAApU/vLgrKg0yjo0/s400/220px-Freddie_Mercury_1986.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Freddie Mercury&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, nome artístico de Farrokh Bommi Bulsara (Stone Town, 5 de Setembro de 1946 — Londres, 24 de Novembro de 1991), foi o vocalista da banda de rock britânica Queen. É considerado pelos críticos e por diversas votações populares um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;in Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezoito anos de saudade - fiquemos com a homenagem dos Marretas ao imortal vocalista dos The Queen: &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="560" height="340"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/tgbNymZ7vqY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;rel=0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/tgbNymZ7vqY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="300" height="200"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4566909178411364106?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4566909178411364106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4566909178411364106' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4566909178411364106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4566909178411364106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/11/dezoito-anos-de-eterna-saudade.html' title='Dezoito anos de eterna saudade'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sw8GpgKSMUI/AAAAAAAAApU/vLgrKg0yjo0/s72-c/220px-Freddie_Mercury_1986.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-6412609335802170892</id><published>2009-11-20T23:59:00.002Z</published><updated>2009-11-21T00:09:30.868Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Florbela Espanca'/><title type='text'>Minha Culpa</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Swcvq7pxRdI/AAAAAAAAAoM/eBbPKSmigWo/s1600/0culpa77.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5406342292295468498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Swcvq7pxRdI/AAAAAAAAAoM/eBbPKSmigWo/s400/0culpa77.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Minha Culpa &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;A Artur Ledesma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá! Sei lá! Eu sei lá bem&lt;br /&gt;Quem sou?! Um fogo-fátuo, uma miragem...&lt;br /&gt;Sou um reflexo... um canto de paisagem&lt;br /&gt;Ou apenas cenário! Um vaivém...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a sorte: hoje aqui, depois além!&lt;br /&gt;Sei lá quem Sou?! Sei lá! Sou a roupagem&lt;br /&gt;Dum doido que partiu numa romagem&lt;br /&gt;E nunca mais voltou! Eu sei lá quem!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um verme que um dia quis ser astro...&lt;br /&gt;Uma estátua truncada de alabastro...&lt;br /&gt;Uma chaga sangrenta do Senhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados,&lt;br /&gt;Num mundo de vaidades e pecados,&lt;br /&gt;Sou mais um mau, sou mais um pecador...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florbela Espanca, in "Charneca em Flor" &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-6412609335802170892?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/6412609335802170892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=6412609335802170892' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6412609335802170892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6412609335802170892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/11/minha-culpa.html' title='Minha Culpa'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Swcvq7pxRdI/AAAAAAAAAoM/eBbPKSmigWo/s72-c/0culpa77.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-5222704376696508447</id><published>2009-11-15T00:30:00.001Z</published><updated>2009-11-15T00:33:54.276Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fernando Pessoa'/><title type='text'>Sobre o amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sv9MYDnPTEI/AAAAAAAAAnI/IOSSFfBSzdE/s1600-h/543095.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 366px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404122054038342722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sv9MYDnPTEI/AAAAAAAAAnI/IOSSFfBSzdE/s400/543095.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura;&lt;br /&gt;e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos.&lt;br /&gt;O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão.&lt;br /&gt;Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: "Livro do Desassossego"&lt;br /&gt;Autor: Pessoa , Fernando &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-5222704376696508447?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/5222704376696508447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=5222704376696508447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5222704376696508447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5222704376696508447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/11/sobre-o-amor.html' title='Sobre o amor'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sv9MYDnPTEI/AAAAAAAAAnI/IOSSFfBSzdE/s72-c/543095.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1979205358635676376</id><published>2009-11-11T23:24:00.002Z</published><updated>2009-11-11T23:33:32.838Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamento'/><title type='text'>Que vida...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SvtJt240wcI/AAAAAAAAAmw/fXFDwKCcKdI/s1600-h/NO_CAF~1.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402993230137835970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SvtJt240wcI/AAAAAAAAAmw/fXFDwKCcKdI/s400/NO_CAF~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta tarde, após um dia arrasante, o desejo de uma bebida quente fez-me entrar num café.&lt;br /&gt;Sentei-me num canto onde a penumbra me protegia e varri o olhar pelo espaço.&lt;br /&gt;Naquela sala, os olhares arregaçam-se para um destino, o silêncio das mãos impera. Ouve-se o cantar das chávenas de café que nos assaltam a vontade e o desejo.&lt;br /&gt;A saia raiada da lua entra pela janela e dá energia suficiente para que o meu pensamento arranque na observação dos sentidos.&lt;br /&gt;As pessoas, na maioria idosas, confessam a sua vida como o seu último segredo. Os que ainda estudam, concluem apontamentos para o trabalho que lhes compete apresentar. Depois há as Brasileiras que se encostam ao mármore do bar e conversam com aquele seu jeito que faz nascer um sorriso até ao mais sisudo dos seres. A espera pesa nas pernas, pesa nas pálpebras. Todos são da mesma opinião, o dia nasceu muito frio, mas a lua já brilha para derreter a neve que pernoita nos olhares desta gente.&lt;br /&gt;Que vida… &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1979205358635676376?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1979205358635676376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1979205358635676376' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1979205358635676376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1979205358635676376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/11/que-vida.html' title='Que vida...'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SvtJt240wcI/AAAAAAAAAmw/fXFDwKCcKdI/s72-c/NO_CAF~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8347995185227048750</id><published>2009-11-06T22:26:00.004Z</published><updated>2009-11-07T00:21:45.390Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mulher'/><title type='text'>Mulheres</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;Este pequeno texto é dedicado às mulheres que me acompanharam num jogo de fortuna e azar, apaixonante, delicado e perigoso em todas as suas etapas: A Vida.&lt;br /&gt;Desde aquela que me carregou no ventre, às que me amaram, odiaram, me deram a mão segurando-me da fatídica queda, ou que me retiraram a alcatifa que absorvia o som dos meus passos que me assustavam, às que me querem, às que me ofertam gratuitamente a ninguém, a todas agradeço os preceitos que me transmitiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 280px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401122191812719218" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SvSkBF958nI/AAAAAAAAAmg/RuVdWT323JI/s400/mulheres-preto-e-branco.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;Amar-te mulher&lt;br /&gt;Foi a génese de tudo&lt;br /&gt;No adeus das cinzas dadas ao mundo&lt;br /&gt;Quero morrer em amor maior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho na ponta da língua, o corpo completo da palavra.&lt;br /&gt;Sinto na língua, as letras soberbas do teu corpo.&lt;br /&gt;Decifro-te no sabor da minha língua e posso dizer sem pudor que adoro as tuas formas, o teu sabor integral.&lt;br /&gt;Na ponta da minha língua, sei o fantasma da minha vida, sei de mim. Sei o que mais posso e devo fazer de belo.&lt;br /&gt;Sei que na ponta da minha língua te posso fazer o corpo mais belo ainda.&lt;br /&gt;Desenho o abraço à nossa medida. Faço o rio sereno e revolto e oferto-te um mar de vida.&lt;br /&gt;Na ponta da minha língua, posso esculpir-te com estas mãos ancestrais num corpo etéreo, com mares nos seios, sedosa de desejos perenes.&lt;br /&gt;Irei juntar água e flores na rota do teu gozo, largar-te a navegar sem bússola e deixar naufragar-te de desejo em flor.&lt;br /&gt;Na ponta da minha língua colo o desejo no jardim suspenso do prazer, e na tua rosa pressinto laivos faiscantes de loucura, entrega, abandono e, dádiva na face da lua.&lt;br /&gt;E a noite para mim é ouro. É na noite que eu renasço e tomo a lua de amarelos e laranjas intermitentes.&lt;br /&gt;É na cegueira da noite que pinto com a canção dos loucos, a imagem feminina numa tela livre dos quatro elementos da vida.&lt;br /&gt;O fogo por dentro da terra gela-me. O ar que percorre o mar asfixia-me.&lt;br /&gt;Eu continuo fechado por dentro como uma estátua de pedra pura.&lt;br /&gt;Fechado por dentro do próprio segredo.&lt;br /&gt;Mas julgo ter a chave e um único desejo: abrir o mundo e dar vida à estátua que existe em mim.&lt;br /&gt;Para que serve uma chave sem as mãos certas de saber abrir?&lt;br /&gt;As minhas mãos são de sal desfeito ao sol do dia quente.&lt;br /&gt;Para que serve um olhar sem olhos de reflectir?&lt;br /&gt;Se o meu destino é nada ver de olhos abertos.&lt;br /&gt;Deixem-me apenas ter poder, para não poder mais nada.&lt;br /&gt;Soltem os cães dos sentidos sobre mim e deixem-me caído em qualquer sarjeta, porque eu continuo fechado por dentro, e apenas eu posso ser o carcereiro de mim próprio, com as chaves nas mãos desfeitas, ou a chave errada nas mãos inúteis.&lt;br /&gt;Fecho-me por dentro se quiser e se o desejar, ando fechado no meio do mundo.&lt;br /&gt;Na forja deito a ideia em metal incandescente moldando a chave que um dia me libertará do isolamento e das garras do só.&lt;br /&gt;Eu falo para mim. Pergunto e respondo.&lt;br /&gt;Mas por favor nada de mentiras piedosas. Estou farto. Eu sei e posso ver a mulher sentada no mar e no centro do mundo, livre como ela própria, livre por ser mulher.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8347995185227048750?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8347995185227048750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8347995185227048750' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8347995185227048750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8347995185227048750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/11/mulheres.html' title='Mulheres'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SvSkBF958nI/AAAAAAAAAmg/RuVdWT323JI/s72-c/mulheres-preto-e-branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4061929189268298148</id><published>2009-11-03T21:53:00.007Z</published><updated>2009-11-14T23:59:30.828Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>O mundo já não é o mesmo, pois não, mãe?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SvCo86sQ0jI/AAAAAAAAAmQ/PdHdcfbgCzY/s1600-h/ME0_1_~1.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 346px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400001717717750322" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SvCo86sQ0jI/AAAAAAAAAmQ/PdHdcfbgCzY/s400/ME0_1_~1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando me ponho a pensar, a pensar desmesuradamente julgo que mais dia, menos dia darei completamente em doido. Isto se não o for já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já fiz cinquenta anos, mãe. Sabias? Mas ainda sou o teu menino.&lt;br /&gt;Pois, não tens consciência… desde há cinco anos que essa maldita te roubou a lucidez e o vigor.&lt;br /&gt;Penso, torno a pensar, e elevo a rigidez dos membros, pousando as mãos como uma concha por cima do coração, certificando-me que ele ainda bate. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amo-te!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4061929189268298148?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4061929189268298148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4061929189268298148' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4061929189268298148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4061929189268298148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/11/o-mundo-ja-nao-e-o-mesmo-pois-nao-mae.html' title='O mundo já não é o mesmo, pois não, mãe?'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SvCo86sQ0jI/AAAAAAAAAmQ/PdHdcfbgCzY/s72-c/ME0_1_~1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7256142747667960411</id><published>2009-10-31T01:28:00.009Z</published><updated>2009-11-01T21:45:55.733Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Musica'/><title type='text'>YES - Soon</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SuuWuh8V6_I/AAAAAAAAAlo/tV4b2xvHRbg/s1600-h/220px-Relayer_front_cover.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; DISPLAY: block; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398574304463285234" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SuuWuh8V6_I/AAAAAAAAAlo/tV4b2xvHRbg/s400/220px-Relayer_front_cover.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Coloque as asas do sonho e deixe a mente divagar ao som desta melodia desta fabulosa banda.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="center"&gt;"Soon oh soon the light&lt;br /&gt;Pass within and soothe this endless night&lt;br /&gt;And wait here for you&lt;br /&gt;Our reason to be here&lt;br /&gt;Soon oh soon the time&lt;br /&gt;All we move to gain will reach and calm&lt;br /&gt;Our heart is open&lt;br /&gt;Our reason to be here&lt;br /&gt;Long ago, set into rhyme&lt;br /&gt;Soon oh soon the light&lt;br /&gt;Ours to shape for all time, ours the right&lt;br /&gt;The sun will lead us&lt;br /&gt;Our reason to be here&lt;br /&gt;The sun will lead us&lt;br /&gt;Our reason to be here&lt;br /&gt;Soon oh soon the light&lt;br /&gt;Ours to shape for all time, ours the right&lt;br /&gt;The sun will lead us&lt;br /&gt;Our reason to be here."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;A primeira vez que ouvi esta música foi em 1974&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7256142747667960411?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7256142747667960411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7256142747667960411' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7256142747667960411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7256142747667960411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/10/yes-soon.html' title='YES - Soon'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SuuWuh8V6_I/AAAAAAAAAlo/tV4b2xvHRbg/s72-c/220px-Relayer_front_cover.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2052705857507477831</id><published>2009-10-28T22:53:00.004Z</published><updated>2009-10-28T23:26:07.353Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Meretriz</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SujOPWs5k5I/AAAAAAAAAjw/Y3EQ_50_FNc/s1600-h/meretriz.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 294px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397790916590801810" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SujOPWs5k5I/AAAAAAAAAjw/Y3EQ_50_FNc/s400/meretriz.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pernas dela hoje estão quietas. São esguia como raízes apodrecidas que se agarram ainda à terra. Em sossego. Já não são livres.&lt;br /&gt;O corpo ostenta marcas que contam a sua vida. Um corpo apenas que se usa massacra, e deita fora. Um corpo pervertido! Um corpo que fora belo e elegante como um modelo de passerelle. Agora, sobra um bocado de carne que mente quando geme, que chama de amor a todos os rostos que se atravessam com alguns pêlos na cara.&lt;br /&gt;Agora, as suas pernas abertas são como dois campanários altos e sombrios, onde os gestos lânguidos dos minutos que percorrem os meandros do seu corpo, as entranhas húmidas do ventre, o bafo quente da boca.&lt;br /&gt;As pernas dela, há muito tempo que não passeiam, que não correm, que não dançam. Já não se lembram do toque suave dos dedos de quem a amou dos lábios quentes que as beijavam com o ardor da paixão.&lt;br /&gt;Presentemente, as suas pernas abertas são apenas testemunhas de línguas hirtas e duras, como se fossem uma matéria densa e viva, que penetra a boca quente e ávida de outro corpo, como um soluço de falso desejo que vai crescendo até se tornar violento e imperativo.&lt;br /&gt;As pernas dela, já não dançam instigadas pelos sons melódicos, em frente à parede multicolor, bem desenhadas pela forma dos saltos altos que lhes vincavam a forma e a formosura.&lt;br /&gt;Hoje, aquelas pernas são fantoches de diversão. Apetrechos colocados para o lado.&lt;br /&gt;Aquelas pernas já não são pássaros, voando nas retorcidas calçadas de Lisboa em direcção ao amor.&lt;br /&gt;As suas pernas já nem conseguem ser o que, afinal, são: pernas.&lt;br /&gt;Actualmente, as pernas dela apenas escoltam as mãos frenéticas que apalpam os corpos, incapazes de sossegar dentro dos segundos, porque as mãos são extensões reais dos sentimentos do desejo enganador. Os corpos perfazem um ritmo compassado que ora se estanca para contemplar o olhar do outro, ora se apressa por não ver mais nada.&lt;br /&gt;Já não fazem o que o que as outras fazem e, apesar de parecerem ainda gaivotas que mesmo tendo asas, não conseguem voar. São apenas silêncio. Um silêncio suspenso do seu corpo. Um silêncio comedido. E ela sorri-lhes, com os seus olhos caídos sobre elas: porque, na verdade, o silêncio é já a sua pele, é já o seu espírito.&lt;br /&gt;Nas palavras ditas, proferidas, em surdina, com a voz quase rouca a sair de dentro da garganta, uma sensualidade profunda que rasga os segundos. E que incita e entusiasma. E que seduz e aprisiona. A inevitabilidade tamanha faz os corpos parecem unos e nunca mais se soltarem - nunca mais, enquanto ali estão.&lt;br /&gt;De pernas abertas, finge que o sente. De pernas abertas, no seu interior sente-se dormente. Já não é capaz de sentir nada.&lt;br /&gt;No compasso de espera entre um cliente e outro, acende um cigarro na esperança de ter um momento só seu, onde se possa encontrar a sós com o seu pensamento. Se isso ainda faz algum sentido.&lt;br /&gt;Sentido, apenas a nudez mística do que faz, e a fonética e a semântica quando no final da batalha corporal ainda lhe chamam: “Amor”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2052705857507477831?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2052705857507477831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2052705857507477831' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2052705857507477831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2052705857507477831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/10/meretriz.html' title='Meretriz'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SujOPWs5k5I/AAAAAAAAAjw/Y3EQ_50_FNc/s72-c/meretriz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-635552594767796012</id><published>2009-10-21T22:33:00.006+01:00</published><updated>2009-10-22T22:59:38.996+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Ter consciência dói</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SuDP7otAo9I/AAAAAAAAAi4/MUmvoQkCGPA/s1600-h/consciencia_moral.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 361px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395540977035289554" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SuDP7otAo9I/AAAAAAAAAi4/MUmvoQkCGPA/s400/consciencia_moral.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje gostava de escrever um poema, mas a tristeza assola a minha mão amputada de palavras nobres, a alma estraçalhada de ideias e o coração em compasso acelerado, mas desajeitado de rimas.&lt;br /&gt;Quero lá saber de rimas.&lt;br /&gt;Também não existem duas árvores iguais.&lt;br /&gt;Penso e escrevo como a variedade das flores que encontro no campo.&lt;br /&gt;Olho e comovo-me quando aprecio a mistura de cores que delas brotam.&lt;br /&gt;Olho e comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado.&lt;br /&gt;Olho e comovo-me quando olho para o branco do papel tingido por rasgos negros feitos com a minha mão.&lt;br /&gt;Quero escrever de forma natural como a brisa que me afaga o rosto.&lt;br /&gt;Quero ser livre como a água que corre no chão oblíquo, quero ser livre de mostrar a cor da minha alma.&lt;br /&gt;Quero ser livre como o lácteo da folha de papel.&lt;br /&gt;Quero ser livre como a brisa que se levanta ao fim da tarde no estio.&lt;br /&gt;Mas, sinto-me preso como um pássaro sem asas, preso ao chão com amarras.&lt;br /&gt;Sinto-me preso por querer voar e não poder.&lt;br /&gt;Quero correr, quero fugir daquela parede bege que me sufoca com a falta de ar que me faz pesar os alvéolos. Magoa quando respiro.&lt;br /&gt;Hoje, vou saltar pela janela e correr para longe, sem olhar para trás.&lt;br /&gt;Sei que a vida ainda me espera. Só que quanto mais vivo, menos me conheço!&lt;br /&gt;O meu interior é compartilhado, talvez seja por muitos, ou por ninguém.&lt;br /&gt;Mas certamente serei alguém que não é de ninguém.&lt;br /&gt;Habito dias tranquilos, outros como o mar revolto.&lt;br /&gt;Momentos em que me sinto forte, outros em que me sinto carente. Mas mesmo assim, sou gente.&lt;br /&gt;Quero descobrir quem sou. Sei que é deveras complexo, porque quanto mais me procuro, menos me descubro. Muitas vezes apaixonado, outras vezes na solidão do só.&lt;br /&gt;Eu que não sou um homem de fé perdi a fé nos homens, perdi a fé em mim.&lt;br /&gt;Porque sou diferente da maioria? Chega! Vou fazer como toda a gente.&lt;br /&gt;Não suporto mais. Não quero saber de mais, porque a vida não foi feita para se viver assim.&lt;br /&gt;Não me interessa se um dia morro à fome. Não me importa saber do papelão e do cobertor que vi há pouco no chão à porta da pequena capela.&lt;br /&gt;Já não me indigno por saber que vivemos num mundo injusto.&lt;br /&gt;Desisti. Não quero saber. Não quero saber do espoliado, do sofredor. Quero ser igual aos outros. A partir de hoje encolho os ombros e não quero mais saber. Afinal quem por mim sofre?&lt;br /&gt;Quem em mim pensa? Tu? Ou tu?&lt;br /&gt;Ninguém me responde. As respostas seriam certamente as mesmas de sempre. Os pensamentos iguais e à tua semelhança.&lt;br /&gt;Será sacrilégio perder a fé? Isso importa? Fará de mim um homem mais feliz?&lt;br /&gt;Não sei, não quero saber e não quero acordar.&lt;br /&gt;A realidade magoa. Não quero sofrer mais. Não quero ter consciência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque ter consciência dói.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-635552594767796012?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/635552594767796012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=635552594767796012' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/635552594767796012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/635552594767796012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/10/ter-consciencia-doi.html' title='Ter consciência dói'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SuDP7otAo9I/AAAAAAAAAi4/MUmvoQkCGPA/s72-c/consciencia_moral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-5054900553755011143</id><published>2009-10-19T14:03:00.010+01:00</published><updated>2009-10-22T22:40:12.530+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Sim, um homem também chora, quando parte.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;"Um homem também chora quando assim tem de ser"&lt;br /&gt;Pedro Abrunhosa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ontem acordei com lágrimas no coração.&lt;br /&gt;Olhei o céu durante o dia sempre com os olhos embaciados de tristeza.&lt;br /&gt;Á noite… adormeci com o excedente das lágrimas a inundarem-me a alma.&lt;br /&gt;Quando um homem chora, será que a dor se dilui?&lt;br /&gt;Quero chorar até que as lágrimas me abandonem, como quem mostra desespero por escorrer num rosto molhado de dor e aflição!&lt;br /&gt;Chorei diante do espelho, enquanto barbeava o rosto atestado de mágoa.&lt;br /&gt;Lágrimas efervescentes transbordam-me do peito alagado de dor.&lt;br /&gt;A primeira gota caiu-me sobre a face, escorreu-me pela têmpora e, delineou-me o contorno do maxilar, indo finalmente parar junto ao queixo numa quietude ameaçada pela cruel gravidade.&lt;br /&gt;Já não sabia se conseguia mais chorar sem na realidade ter chorado. Era urgente chorar o passado, chora-lo todo, o mal amado, o feliz, o desgraçado!&lt;br /&gt;Quero chorar para poder criar um lago onde ficarei submerso e escondido, à espera que o sol se ponha, onde ansiarei para que algo aconteça que contigo se relacione!&lt;br /&gt;A chuva ainda não cai, mas a face continua acoitada por gotas escorregadias que surfam os contornos do meu rosto desgastado.&lt;br /&gt;Quero chorar para branquear o meu passado, presente e futuro.&lt;br /&gt;Afinal um homem também chora.&lt;br /&gt;Choro quando amo.&lt;br /&gt;Choro quando não me amam, quando sinto o meu mundo a esgotar.&lt;br /&gt;Quero chorar porque não consigo aceitar a minha sinceridade, mesmo sabendo que quase tudo igual ficou independentemente da minha verdade!&lt;br /&gt;Quero chorar, mesmo que me sinta mal e submeta o meu coração a uma descarga de aflição!&lt;br /&gt;Sim, um homem também chora, quando parte.&lt;br /&gt;Até sempre!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-5054900553755011143?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/5054900553755011143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=5054900553755011143' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5054900553755011143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5054900553755011143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/10/um-homem-tambem-chora.html' title='Sim, um homem também chora, quando parte.'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7351925378484547073</id><published>2009-10-17T23:05:00.002+01:00</published><updated>2009-10-17T23:10:45.449+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Esvoaçar de borboletas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/StpAyoMSD6I/AAAAAAAAAho/cTZPbj4kXGs/s1600-h/image_05_jpg-708912.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5393694742256160674" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/StpAyoMSD6I/AAAAAAAAAho/cTZPbj4kXGs/s400/image_05_jpg-708912.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta estrada virtual cheia de muros de um lado e do outro, que nos permite esconder tabus e preconceitos, dá-nos a protecção segura e necessária para termos coragem de desabafar anormalidades que não conseguimos quando enfrentamos os olhos a quem nos escuta.&lt;br /&gt;Quando faço a minha ronda tal vigilante que tenta encontrar algo de anormal no seu percurso, muitos pensamentos me passam pelo juízo e porque não pela alma.&lt;br /&gt;Será que esta espécie de diário que tanta gente passou a saborear, é de facto um “gritar” da dor que todos temos vontade de expelir?&lt;br /&gt;Será que com o passar dos anos, do progresso, somos também cada vez mais infelizes? Cada vez mais isolados?&lt;br /&gt;Embora não tenha formação filosófica para tal, perco-me a ler pedaços que encontro nesta sinuosa estrada do progresso.&lt;br /&gt;Gosto de ler e principalmente conjecturar o “sentir” de quem escreve… e tiro sempre a mesma conclusão.&lt;br /&gt;O ser humano é por natureza um ser insatisfeito, eventualmente seremos o animal, menos adaptado à sociedade que construiu.&lt;br /&gt;Somos o animal que mais medo esconde, e tal como afirmo no meu livro “O lado escuro da lua”… “temos medo constante da solidão, da loucura, do desespero de não ser ninguém, da frustração, do medo de ter medo, o terror de voltar a estar no lado escuro da lua.”&lt;br /&gt;Julgo que tentamos sempre perseguir a perfeição e esquecemos que somos animais que surgiram na terra, e que como as outras espécies que connosco coabitam, temos desejos, medos, frustrações… mas dizem vocês, sim, mas somos racionais.&lt;br /&gt;Sem dúvida que somos, somos racionais, mas racionais particularmente para o infortúnio.&lt;br /&gt;Lógicos para matar por inveja, por gula.&lt;br /&gt;Pensantes para construirmos engenhos que mais dia, menos dia, servirão para a destruição do planeta.&lt;br /&gt;Acertados, para tramarmos o parceiro.&lt;br /&gt;Sensatos para proliferar guerras inúteis.&lt;br /&gt;Prudentes para ferir o nosso semelhante.&lt;br /&gt;Não! O meu mundo nunca foi totalmente azul, nem a minha vida foi sempre colorida como um arco-íris. Olho o negro céu, e confesso que por breves momentos, consigo ver algumas nuvens sombrias.&lt;br /&gt;Por vezes quero gritar: Que se lixem todos estes pseudo racionais!&lt;br /&gt;De manhã e como o faço todos os dias, faço a minha viagem de comboio até Lisboa.&lt;br /&gt;Gosto de observar os comportamentos, os rostos, os sorrisos e até os bocejos.&lt;br /&gt;Quando algo me prende a atenção, é uma simbiose entre nós apertados e borboletas no estômago.&lt;br /&gt;Hoje assisti a um casal de idosos falarem dos netos e senti essas borboletas a esvoaçar entre as suas sábias palavras. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7351925378484547073?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7351925378484547073/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7351925378484547073' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7351925378484547073'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7351925378484547073'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/10/esvoacar-de-borboletas.html' title='Esvoaçar de borboletas'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/StpAyoMSD6I/AAAAAAAAAho/cTZPbj4kXGs/s72-c/image_05_jpg-708912.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1035308691825588454</id><published>2009-10-13T22:53:00.003+01:00</published><updated>2009-10-13T22:59:43.314+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Fogo posto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/StT3wvcRsnI/AAAAAAAAAhA/YDwVKj74YC8/s1600-h/Coracao_em_chamas1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392207070610174578" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/StT3wvcRsnI/AAAAAAAAAhA/YDwVKj74YC8/s400/Coracao_em_chamas1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Boa noite velha amiga! Sabes, se fosse agora, talvez não o fizesse. Não sei, talvez me retraísse, ou mesmo abdicasse de tudo.&lt;br /&gt;Sabes que esta noite não parece tão acolhedora, este frio não é tão propício e, pior que tudo, não estou a ter o prazer que esperava. Por isso, se fosse agora, provavelmente não o faria.&lt;br /&gt;Mas é tarde demais.&lt;br /&gt;Está feito. Posso arrepender-me, e arrependo-me, mas não há mais nada a fazer.&lt;br /&gt;É por essa razão que te escrevo. Para que um dia, quem sabe daqui a muitos, muitos anos, sejas capaz de me perdoar.&lt;br /&gt;Perdoar não digo, entender também não. Já me basta a cólera que vais sentir quando vires o que eu fiz. Ou quem sabe, te acalme.&lt;br /&gt;A minha ira não acalmou, por isso é que escrevo o que escrevo e fiz o que fiz.&lt;br /&gt;Sim, sei que não é desculpa, de facto não é, mas não me consegui ver livre da raiva e ela tomou conta de mim. Guiou-me o corpo e essencialmente as mãos.&lt;br /&gt;Levou-me até esta casa onde fomos, em tempos idos, felizes nas noites de luar brilhante, quando fazíamos amor no chão de pedra, isolados do mundo e da civilização por um pinhal maior que o pinhal de D. Diniz, quando, abraçados, jurávamos amor e paixão eterna e a chama ténue nos consumia pela noite dentro.&lt;br /&gt;Agora o fogo consome a casa, daqui a pouco o pinhal, talvez seja capaz de me cercar sem eu conseguir fugir e me permita a honra de ser imolado por ele.&lt;br /&gt;Quem sabe carbonize o meu corpo e esta carta e tu não chegues a lê-la nem a perceber porque o fiz.&lt;br /&gt;Queria chorar agora mas não consigo desviar os olhos do fogo.&lt;br /&gt;Dança à minha frente, chama-me, goza comigo, excita-me, enerva-me e intriga-me.&lt;br /&gt;A paixão do vermelho e laranja, o som da madeira a crepitar, as faúlhas que se soltam no ar numa alforria eterna.&lt;br /&gt;Olha velha amiga vou só ali acender mais um cigarro no fogo, para o apreciar melhor, para ser como ele.&lt;br /&gt;Desculpa-me o que fiz. Mas não esqueças quem eu fui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1035308691825588454?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1035308691825588454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1035308691825588454' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1035308691825588454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1035308691825588454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/10/fogo-posto.html' title='Fogo posto'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/StT3wvcRsnI/AAAAAAAAAhA/YDwVKj74YC8/s72-c/Coracao_em_chamas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4366881949571636849</id><published>2009-10-06T22:22:00.003+01:00</published><updated>2009-10-07T01:09:49.735+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Ontem, hoje e amanhã</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SsvcRuYT5XI/AAAAAAAAAfs/ECJbsqRRCcQ/s1600-h/caminhando-a-chuva.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389643576144815474" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SsvcRuYT5XI/AAAAAAAAAfs/ECJbsqRRCcQ/s400/caminhando-a-chuva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Ssu20xMntgI/AAAAAAAAAfk/MuwTJaThHxc/s1600-h/caminhando-a-chuva.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existem momentos em que me sinto mais velho que o tempo, noutros, manifesta-se em mim um aroma a talco como o de um recém-nascido.&lt;br /&gt;Ontem fui actor de uma película muda, a preto e branco, hoje sou espectador de mim mesmo. Sinto e vivo mais.&lt;br /&gt;Nos bailes da vida onde ontem dançava leve e solto de movimentos, mas acanhado de sentimentos, hoje espectador, danço com todas as mulheres do mundo, todos os ritmos, rio todos os risos e troteio todas as músicas como as soubesse de cor e salteado. Cada estrofe, um momento de vida. Cada refrão, um momento de amor.&lt;br /&gt;Ontem montei cenários de sensações, iluminados por lâmpadas de néon. Hoje, os cenários são albergues de desvalidas recordações, visionados apenas pelo luar, na paisagem lunar dos meus sonhos feitos de odores vividos, de mulheres que amei.&lt;br /&gt;Como diz uma amiga… “Estou onde não estou, sinto sem expressão o que ficou por não estar.” Como te entendo. Eu completo-te verbalizando, que eu só estou bem onde não estou, só quero ir onde não vou, amar quem não devo e fugir onde só me perco.&lt;br /&gt;Em tantos mares naufraguei sem nau que me abrigasse, tantas bibliotecas visitei que me perdi nas páginas de copiosos livros.&lt;br /&gt;Em tanta cama repousei abandonando-me à sorte de frívolos amores, que em mim amadureceram. Alguns, convidando-me a desvirginar-lhe a alma. Também os houve, que me resgataram deste claustro de fobias e eu, sequioso mostrei-lhes os meus olhos despidos das mazelas do mundo olhar puro, virgem de vida e morte, inocente como um mito.&lt;br /&gt;Ontem nada me doía, hoje dói-me o peito, a luz baralha-se-me a mente, relampeja-me em trovões, e estes zumbem-me nos ouvidos.&lt;br /&gt;Ontem lia livros incendiados de paixão e sonhava com o amor sentido e genuíno.&lt;br /&gt;Hoje, como um doido no escuro a vociferar impropérios, o meu punho inflamado e empolado de tanto rodar, os dedos tortos, os óculos baços, as canetas roídas, gastas e amontoadas, o quarto sem luz e no entanto escrevo e escrevo segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia.&lt;br /&gt;Na ausência de papel escrevo no corpo. Braços, pernas, tronco, cabeça, o meu corpo polissilábico, pleno de azul e eu sabendo, nos momentos em que começo a fraquejar, que a luta apenas está a principiar, segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia.&lt;br /&gt;Hoje, as portadas da janela permanecem abertas, não me dei ao trabalho de as fechar, e também não me apetece mexer mais que a minha mão e o antebraço e mover os olhos sobre este caderno que tenho diante de mim, tão cheio de palavras, frases, expressões, poemas e textos.&lt;br /&gt;Será que depois de ler o que escrevi hoje, de uma forma leve e espontânea acreditam que um amor e uma cabana tenham algum significado na minha forma de estar ou de escrever?&lt;br /&gt;Será que sou mesmo romântico?&lt;br /&gt;Será que penso demais?&lt;br /&gt;Será que sonho com o impossível?&lt;br /&gt;São muitos os que me perguntam quem me fez mal, quem me tornou tão triste, por aquilo que escrevo. São muitos os que deduzem que devo ser uma pessoa de bem com a vida. São muitos os que me acham diferente, são muitos os que me fazem perguntas às quais não sei responder, nem à maioria delas um dia saberei responder (tenho consciência das minhas limitações), porém… hoje chegou ao fim as continuas questões sem resposta. Existirá alguém por detrás de todas as minhas palavras?&lt;br /&gt;Haverá?&lt;br /&gt;Quanto a mim, guardo o meu segredo onde sempre o guardei, dentro de uma caixinha, e de onde sai de quando em vez, uma verdade, uma mentira, um sorriso, uma lágrima.&lt;br /&gt;Sou um contador de histórias e sentimentos.&lt;br /&gt;E agora vou levantar-me, erguer-me de novo, se cair, levanto-me.&lt;br /&gt;Pode custar, pode até doer, mas a força de vontade tem que ser maior que a dor do embate no chão, e ainda que fiquem marcas, tenho que aprender a viver com elas.&lt;br /&gt;Fazem parte de mim, e de um processo, que se chama Vida. As coisas simples, que por vezes, teimamos em complicar.&lt;br /&gt;No entanto, ainda é cedo. Digo para mim, ainda que morra amanhã. Ainda é cedo, o amor ainda vai alto, claro que sim, um dia chegarei lá, e sem me dar conta, hei-de vê-lo desabrochar. Direi com ênfase, encosta os teus gélidos lábios à minha boca de pedra.&lt;br /&gt;O dia irá ser enfrentado de frente e um de cada vez.&lt;br /&gt;Agora, deixem-me estar. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4366881949571636849?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4366881949571636849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4366881949571636849' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4366881949571636849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4366881949571636849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/10/ontem-hoje-e-amanha.html' title='Ontem, hoje e amanhã'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SsvcRuYT5XI/AAAAAAAAAfs/ECJbsqRRCcQ/s72-c/caminhando-a-chuva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-411660586878259113</id><published>2009-09-30T22:43:00.005+01:00</published><updated>2009-09-30T22:53:26.255+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Noite eterna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SsPRmvHGxXI/AAAAAAAAAeE/JsLuJnk8GPA/s1600-h/wallwere02.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 368px; DISPLAY: block; HEIGHT: 451px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387380042676749682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SsPRmvHGxXI/AAAAAAAAAeE/JsLuJnk8GPA/s400/wallwere02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os candeeiros da rua já se acenderam. É noite! Anoitece mais uma vez na fronha dos meus lençóis e tu não estás. Penso se estarás a pensar em mim!&lt;br /&gt;Olho pela janela e fico encadeado com o esplendor da lua grávida. Penso de novo em ti.&lt;br /&gt;Como desejava estar preso nos teus braços, sentir o calor do teu corpo incendiar-me as veias da paixão. Sentir o doce dos teus lábios colados aos meus.&lt;br /&gt;Só, no encoberto da noite eu encontro a luz para sonhar. É à noite que eu pergunto tudo por ti, e peço à lua e às estrelas para te trazerem junto de mim.&lt;br /&gt;Ando perdido. Sinto-me um enfermo dentro deste corpo sem utilidade. Um lobisomem faminto de amor. Tu sabes!&lt;br /&gt;A solidão traz-me a mágoa por não te ter aqui.&lt;br /&gt;A solidão traz-me a mágoa por não te poder abraçar agora.&lt;br /&gt;A solidão que me magoa vai saber esperar.&lt;br /&gt;Faço da lua cheia um farol para me guiar, pois só no escuro da noite encontro o clarão para sonhar!&lt;br /&gt;Anoitece, mais uma noite que tu não estás.&lt;br /&gt;No silêncio envio-te palavras de amor que tu escutas quando espreitas à janela do teu coração e o vento da alma te invade de palavras.&lt;br /&gt;Palavras de saudade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-411660586878259113?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/411660586878259113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=411660586878259113' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/411660586878259113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/411660586878259113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/09/noite-eterna.html' title='Noite eterna'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SsPRmvHGxXI/AAAAAAAAAeE/JsLuJnk8GPA/s72-c/wallwere02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2711679656367297046</id><published>2009-09-23T21:45:00.005+01:00</published><updated>2009-09-23T23:19:04.441+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Verdade ou consequência?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrqJe4-m3GI/AAAAAAAAAcc/0jwefkV7h4k/s1600-h/saudade,+homem+,cama,+flor.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 380px; DISPLAY: block; HEIGHT: 298px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384767468258909282" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrqJe4-m3GI/AAAAAAAAAcc/0jwefkV7h4k/s400/saudade,+homem+,cama,+flor.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;Para que me queres?&lt;br /&gt;Se rejeitas a minha simplicidade.&lt;br /&gt;Para que elogias este meu olhar?&lt;br /&gt;Se não pretendes olhar-me nos olhos.&lt;br /&gt;De que me vale a voz doce?&lt;br /&gt;Se não queres provar o sabor dos meus lábios.&lt;br /&gt;De que me valem as palavras?&lt;br /&gt;Se não me desejas ler ou escutar.&lt;br /&gt;Para que tenho pensamentos maduros?&lt;br /&gt;Se não os acatas tenros na sua essência.&lt;br /&gt;Para que habito um corpo?&lt;br /&gt;Se me escondo na sua sombra.&lt;br /&gt;De que me vale ser sincero?&lt;br /&gt;Se não confias na minha honra.&lt;br /&gt;De que vale a espera?&lt;br /&gt;Se a certeza não aguarda por mim.&lt;br /&gt;De que vale ter uma casa?&lt;br /&gt;Se apenas vivo entre escombros.&lt;br /&gt;De que me vale amar?&lt;br /&gt;Se nem eu me quero como sou.&lt;br /&gt;De que me valem as promessas feitas?&lt;br /&gt;Se o meu amor está mais longe que um santuário.&lt;br /&gt;Para que me rogas para lutar?&lt;br /&gt;Se no meu coração não existem campos de batalha.&lt;br /&gt;Porque me acusas de querer audiências?&lt;br /&gt;Se abomino os aplausos na ribalta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será verdade? Ou será apenas uma abominável consequência?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2711679656367297046?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2711679656367297046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2711679656367297046' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2711679656367297046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2711679656367297046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/09/verdade-ou-consequencia.html' title='Verdade ou consequência?'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrqJe4-m3GI/AAAAAAAAAcc/0jwefkV7h4k/s72-c/saudade,+homem+,cama,+flor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7755313291787375846</id><published>2009-09-22T23:18:00.005+01:00</published><updated>2009-09-22T23:38:09.065+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Em todas as ruas te encontro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrlOdM9K7ZI/AAAAAAAAAcM/ePguE1GMVPs/s1600-h/1.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 302px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5384421093099105682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrlOdM9K7ZI/AAAAAAAAAcM/ePguE1GMVPs/s400/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todas as ruas te encontro&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;em todas as ruas te perco &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;conheço tão bem o teu corpo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;sonhei tanto a tua figura&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;que é de olhos fechados que eu ando&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a limitar a tua altura&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e bebo a água e sorvo o ar&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;que te atravessou a cintura&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;tanto tão perto tão real &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;que o meu corpo se transfigura&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e toca o seu próprio elemento&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;num corpo que já não é seu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;num rio que desapareceu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;onde um braço teu me procura &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em todas as ruas te encontro&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;em todas as ruas te perco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mário Cesariny, in "Pena Capital" &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7755313291787375846?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7755313291787375846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7755313291787375846' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7755313291787375846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7755313291787375846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/09/em-todas-as-ruas-te-encontro-em-todas.html' title='Em todas as ruas te encontro'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrlOdM9K7ZI/AAAAAAAAAcM/ePguE1GMVPs/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4399848625221320798</id><published>2009-09-21T19:02:00.002+01:00</published><updated>2009-09-22T00:03:19.137+01:00</updated><title type='text'>Voltarei</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrfBDnpgSkI/AAAAAAAAAbA/ATnYs-K_aU8/s1600-h/rene-magritte_amantes.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 293px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5383984147471551042" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrfBDnpgSkI/AAAAAAAAAbA/ATnYs-K_aU8/s400/rene-magritte_amantes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"Nunca tiveste aquela sensação de amares alguém, de amares alguém muito, e as circunstâncias em que a tua vida acontece destruírem a possibilidade desse amor, apesar de ele continuar a existir dentro de ti?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Tordo in Hotel Memória &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4399848625221320798?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4399848625221320798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4399848625221320798' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4399848625221320798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4399848625221320798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/09/voltarei.html' title='Voltarei'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrfBDnpgSkI/AAAAAAAAAbA/ATnYs-K_aU8/s72-c/rene-magritte_amantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4851776490458722537</id><published>2009-09-18T22:45:00.006+01:00</published><updated>2009-09-18T23:48:28.675+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Vou dormir</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrQAKCIEB4I/AAAAAAAAAaI/Wcj2qJ-r8Vk/s1600-h/dormir.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 434px; DISPLAY: block; HEIGHT: 369px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5382927626983966594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrQAKCIEB4I/AAAAAAAAAaI/Wcj2qJ-r8Vk/s400/dormir.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vou dormir. A lassidão nos olhos provocada por uma semana louca, não me permitem enxergar os ponteiros do tempo.&lt;br /&gt;Vou dormir. São horas de entrar no mundo que me é tão querido, o dos sonhos. Apago primeiro a lamparina da lua que ainda vagueia feita tonta, pelas paredes do quarto.&lt;br /&gt;Vou dormir. O amor promove por mim a dicção do sangue que me percorre nas veias.&lt;br /&gt;Vou dormir. Despeço-me com uma carícia do livro que tenho na cabeceira, que me vigiará os sonhos, para que não sangre como um homem incapaz e obscuro, que não beba o sal e o fel do homem solitariamente demente.&lt;br /&gt;Vou dormir. O corpo necessita morrer por algumas horas, longe da dúvida que me habita no dia. E, na cegueira do céu, as pálpebras cerram-se, os ossos estalam pelo peso dos anos que já me afloraram o corpo. Ardo serenamente em fogo lento e abraço-me no grito mudo do homem marginal.&lt;br /&gt;Vou dormir. Um caderno branco permanece aberto como um barco à beira dos frescos frisos da escuridão e como cego quebro-me por inteiro contra o muro da indiferença.&lt;br /&gt;Vou dormir. Adormeço, sonho e vejo-te a sorrir como uma rosa a florir. Deixo-me ficar parado ao teu lado a observar-te como um anjo, que apenas te ama.&lt;br /&gt;Vou dormir. Mesmo que seja apenas o sonho imaterial, mesmo que seja só a palavra calada, e que me negue ao poema sem valor digo-a aqui com voz em segredo, longe dos teus olhos e da tua respiração: “Existes em mim!" &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4851776490458722537?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4851776490458722537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4851776490458722537' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4851776490458722537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4851776490458722537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/09/vou-dormir.html' title='Vou dormir'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SrQAKCIEB4I/AAAAAAAAAaI/Wcj2qJ-r8Vk/s72-c/dormir.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1331261056587284040</id><published>2009-09-13T22:15:00.004+01:00</published><updated>2009-09-26T14:53:01.937+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Fantasia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sq1ht-zZQVI/AAAAAAAAAZQ/2Ht6vhR0t0U/s1600-h/Fantasia_816940663_0041.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381064572358181202" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 371px; CURSOR: hand; HEIGHT: 467px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sq1ht-zZQVI/AAAAAAAAAZQ/2Ht6vhR0t0U/s400/Fantasia_816940663_0041.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No conforto da minha fantasia te traço os lábios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na incandescência da paixão esqueço o tempo,&lt;br /&gt;Calo a minha boca colada na tua,&lt;br /&gt;Silêncio e seda inventadas numa folha de papel.&lt;br /&gt;Invento o momento,&lt;br /&gt;Diluo as minhas mãos na tua pele rosada&lt;br /&gt;E sorvo-te num impulso!&lt;br /&gt;Guardo o pensamento na gaveta dos nossos segredos,&lt;br /&gt;Derramo-me na nascente da tua fantasia,&lt;br /&gt;Traço o meu devaneio na recordação de palavras escondidas&lt;br /&gt;E espero-te as mãos e o corpo na minha ilusão!&lt;br /&gt;Na minha noite que não chega, cheiro-te a ausência,&lt;br /&gt;O segredo e os murmúrios soltos...&lt;br /&gt;Abafa-me em toques de carinho, ousa...&lt;br /&gt;Toca-me a pele, desliza por ela, sedenta de ternura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagem: Google&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1331261056587284040?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1331261056587284040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1331261056587284040' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1331261056587284040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1331261056587284040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/09/fantasia.html' title='Fantasia'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sq1ht-zZQVI/AAAAAAAAAZQ/2Ht6vhR0t0U/s72-c/Fantasia_816940663_0041.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8306550025964921539</id><published>2009-09-06T22:10:00.003+01:00</published><updated>2009-09-06T22:32:45.262+01:00</updated><title type='text'>O livro da nossa memória</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SqQm2peCNSI/AAAAAAAAAXg/Ol-8PIFjOXE/s1600-h/Livro+Aberto.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 316px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378466575273833762" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SqQm2peCNSI/AAAAAAAAAXg/Ol-8PIFjOXE/s400/Livro+Aberto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim! Estou convicto que nada é por acaso.&lt;br /&gt;Já tive o meu destino cravado nas minhas mãos. A decisão estava tomada. Todavia, um dia como munidos de uma pedra de jade riscámos e escrevemos por cima uma história diferente da primeira. Um enredo na qual já não entravamos.&lt;br /&gt;Eu bem tento, quero… Sim, quero e preciso, mas não consigo. Não consigo. Que raiva fica de mim mesmo. Que me faz tropeçar? Que embriaguez me persegue que me faz vacilar como um temulento sofrido no vício?&lt;br /&gt;Afogo-me num mar de justificações e encalho nos arrependimentos.&lt;br /&gt;Longe vão os dias que trocávamos o sono pela alegria das nossas palavras fixadas nos nossos pensamentos enquanto ambos namorávamos a lua que nos iluminava o coração e a face ruborizada de desejo. Mas sem o querermos mudámos de história. Porque estaria gasta?&lt;br /&gt;Mas sei que não a vamos perder, porque esses dias e noites em que implorávamos pelo nosso amor ficará escrito noutro livro.&lt;br /&gt;No livro da nossa memória.&lt;br /&gt;A perfeição não existe e aquele querer, o nosso sonho do mundo perfeito lado a lado fez-nos cair no dia que ficámos sem asas, e sem chão.&lt;br /&gt;Peço-te, não abras a janela do nosso pequeno quarto para que a luz não penetre até nós e não destrua os nossos sonhos.&lt;br /&gt;Vamos juntos impedir que a luz do dia deixe transparecer o tempo que nós perdemos em beijos e carícias Aninha-te em silêncio junto a mim. O teu toque é o suficiente para ler os teus pensamentos. Fica nua para mim.&lt;br /&gt;Nega que tiveste outros. Mente que sou o primeiro, e que serei o último.&lt;br /&gt;O meu desejo arde como uma ferida a pulsar. Quantas vezes me ausento de mim para te sentir mais longe e a ferida não seja tão dolorosa.&lt;br /&gt;Com tanta contrariedade já mal distingo a cor dos teus cabelos, o toque dos teus dedos, o sabor dos teus lábios.&lt;br /&gt;Mas tu sabes que nunca o esquecerei porque está bem embebido no livro da nossa memória.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8306550025964921539?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8306550025964921539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8306550025964921539' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8306550025964921539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8306550025964921539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/09/o-livro-da-nossa-memoria.html' title='O livro da nossa memória'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SqQm2peCNSI/AAAAAAAAAXg/Ol-8PIFjOXE/s72-c/Livro+Aberto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4796729568225741369</id><published>2009-09-03T23:24:00.002+01:00</published><updated>2009-09-26T14:53:20.318+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SqBC2enzs1I/AAAAAAAAAWg/kdkNA4iib80/s1600-h/Mulher+voa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377371458780771154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 367px; CURSOR: hand; HEIGHT: 309px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SqBC2enzs1I/AAAAAAAAAWg/kdkNA4iib80/s400/Mulher+voa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amanhã vou marcar uma consulta para dois, pedir comprimidos genéricos a ver se isto passa.&lt;br /&gt;Com as noites de sono que me receitaram já não vou lá. A lista de mezinhas que me ensinaram e que conheço já se esgotou. Preciso de descansar, de paz, tranquilidade e muito amor. Tu careces de reconstruir a tua vida, de te lembrares de quem és, sem que eu esteja por perto.&lt;br /&gt;És livre, digo-te: acredita em mim.&lt;br /&gt;Porque não voas?&lt;br /&gt;Nem que seja para mim!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4796729568225741369?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4796729568225741369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4796729568225741369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4796729568225741369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4796729568225741369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/09/amanha-vou-marcar-uma-consulta-para.html' title=''/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SqBC2enzs1I/AAAAAAAAAWg/kdkNA4iib80/s72-c/Mulher+voa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1339751647652140186</id><published>2009-08-25T22:33:00.003+01:00</published><updated>2009-09-26T14:53:43.425+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Uivo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SpRZxEFF8dI/AAAAAAAAAVI/ERcbm7wPSK8/s1600-h/werewolf-girl-lobisomem-mulher.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5374018954803409362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 314px; CURSOR: hand; HEIGHT: 442px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SpRZxEFF8dI/AAAAAAAAAVI/ERcbm7wPSK8/s400/werewolf-girl-lobisomem-mulher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mar azul emanava o seu odor matinal que lhe invadia as narinas e lhe atulhava os pulmões de ar fresco.&lt;br /&gt;O mar como companheiro dos bons e maus momentos, a testemunha de todos os sorrisos e de todas as lágrimas. Com ele partilhava a dúvida, o gosto da incerteza e o medo do futuro sempre tão incógnito.&lt;br /&gt;Como resposta só obteve a espuma daquela água tão pura que castigava as rochas e invadia o infinito areal. Sentou-se com a cabeça estonteante de vazia.&lt;br /&gt;Olhou para as dunas que pareciam cogumelos gigantes. Quando retomou o olhar apenas descortinou no horizonte uma mulher linda, coberta de branco onde ele se dissolvia numa escolha impossível.&lt;br /&gt;Sentiu os diversos aromas que o cercavam. Como em transe e aos poucos foi-se aproximando e ficou preso aos olhos dela que cheiravam a mar.&lt;br /&gt;Afagou-lhe os cabelos lisos cor azeviche atraindo a sua cabeça para o seu peito e com firmeza entrelaçou-lhe a cintura fina num acto de prazer inimaginável onde a fusão foi possível tão-somente por magia.&lt;br /&gt;O corpo ofegou como um todo e, no mesmo momento em que consumia todo aquele mar, ele, num último uivo lancinante de prazer, espalhou sobre ela as ondas do seu amor.&lt;br /&gt;Naquele silêncio de corpos, um último uivo, dela, fez-se ouvir pela encosta abaixo, no preciso momento em que os primeiros raios do astro-rei começavam de longe, a invadir a velha igreja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1339751647652140186?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1339751647652140186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1339751647652140186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1339751647652140186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1339751647652140186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/08/o-mar-azul-emanava-o-seu-odor-matinal.html' title='Uivo'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SpRZxEFF8dI/AAAAAAAAAVI/ERcbm7wPSK8/s72-c/werewolf-girl-lobisomem-mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7199781453474486030</id><published>2009-08-17T23:05:00.009+01:00</published><updated>2009-09-26T14:54:01.256+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Sonhos meus...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SonW98uqEhI/AAAAAAAAASU/fuxW8MpyNpE/s1600-h/sonho1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5371060390378213906" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SonW98uqEhI/AAAAAAAAASU/fuxW8MpyNpE/s400/sonho1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os meus sonhos são encrespados como as águas revoltas, gélidas e salgadas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São feitos de reflexos inatos, incontroláveis como as experiências de Pavlov. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Transmitem escárnio como a Gaivota de Tchecov, são santos e pecadores como o crime do Padre Amaro e por vezes sedosos e azulados como as lágrimas límpidas do Tamisa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São gritos à autonomia e à liberdade apregoados por Leminski e, parecem um arco-íris como os olhos de Natassja Kinski. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São extensos, muitas das vezes tristes e pernoitados, tais prostitutas prostrada à beira da estrada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pobres e eternos lutadores como Capitães de Areia de Amado e feitos de palavras negras, como A Canção Desesperada de Pablo Neruda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Devassos e lascivos como as Memórias de Uma Moça bem-comportada contados por Simone Beauvoir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São miseráveis e prostituídos como as sarcásticas personagens de Victor Hugo e timbrados nas fragrâncias de Chanel nº5 de pau-rosa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;São vividos e compostos nas quatro estações de Vivaldi ou como Um ensaio sobre a cegueira de alguns Saramagos bem entrosados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São corpos nus soltando flechas de cupido em busca de Musas e Graças e esculpidos em gelo por tesouras mágicas nas mãos de Eduardo, como num conto de fadas da minha meninice.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São simplesmente sonhos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7199781453474486030?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7199781453474486030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7199781453474486030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7199781453474486030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7199781453474486030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/08/sonhos-meus.html' title='Sonhos meus...'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SonW98uqEhI/AAAAAAAAASU/fuxW8MpyNpE/s72-c/sonho1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1609007970705802195</id><published>2009-08-16T21:54:00.002+01:00</published><updated>2009-08-16T22:00:53.562+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Vem!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SohzYjRM5iI/AAAAAAAAARU/pWmwW0hUw1A/s1600-h/SONHO+GIRL.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 371px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370669421260760610" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SohzYjRM5iI/AAAAAAAAARU/pWmwW0hUw1A/s400/SONHO+GIRL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vem ternamente trazer-me o teu coração, anda que a noite é calma e hás-de dar-me razão. Vem devagar, pé ante pé, sem medo. Dou-te a mão no escuro. Amo-te em segredo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho medo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenhas, hei-de dar-te o mundo hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo inteiro que trago no coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choro compulsivamente a alma tem destas coisas, choro porque sei que longe ou perto estaremos sempre unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem hoje ainda em rebate trazer-me o teu coração, porque quero ter-te aqui na minha frente para chorar a olhar-te. Quero ter-te só por um instante e sentir-te a olhar-me. Quero-te ainda aqui... e aqui estás... porque o querer é magia!&lt;br /&gt;Vem! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1609007970705802195?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1609007970705802195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1609007970705802195' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1609007970705802195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1609007970705802195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/08/vem.html' title='Vem!'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SohzYjRM5iI/AAAAAAAAARU/pWmwW0hUw1A/s72-c/SONHO+GIRL.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4102782314870782228</id><published>2009-08-11T22:29:00.004+01:00</published><updated>2009-09-26T14:54:42.852+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>No colo do vento</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SoOFT1oI1GI/AAAAAAAAAQE/XnUFgjps02A/s1600-h/vento.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369281756615201890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 430px; CURSOR: hand; HEIGHT: 289px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SoOFT1oI1GI/AAAAAAAAAQE/XnUFgjps02A/s400/vento.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deito-me no colo do vento, aconchego-me e sulco o seu peito de mel, sossego a calma e a ânsia que à muito me aflige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na planície do jamais, caminho de mãos dadas com o fogo do teu corpo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perco-me na chama das tuas palavras, bebo a tua língua nas palavras de amor que me dás!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salpicas-me a alma de manhãs de nevoeiro, que traça em mim êxtases fabulosos de céus murmurando em uníssono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carinhos e destinos traçados além!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corro à desfilada no teu verbo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço o teu desejo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não te encontro... como nos meus húmidos sonhos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4102782314870782228?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4102782314870782228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4102782314870782228' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4102782314870782228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4102782314870782228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/08/no-colo-do-vento.html' title='No colo do vento'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SoOFT1oI1GI/AAAAAAAAAQE/XnUFgjps02A/s72-c/vento.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-6654628525234227235</id><published>2009-07-31T21:58:00.004+01:00</published><updated>2009-07-31T22:36:34.274+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Ouve</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SnNdQE2xazI/AAAAAAAAAIk/brvHYIjXtW0/s1600-h/crack-o-vicio-da-destruicao.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 269px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364734111891155762" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SnNdQE2xazI/AAAAAAAAAIk/brvHYIjXtW0/s400/crack-o-vicio-da-destruicao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouve! Não digas nada.&lt;br /&gt;Escuta comigo os carros lá fora, as luzes a entrar pelas frinchas da janela, as prostitutas em cada esquina gastas do amor.&lt;br /&gt;Ouve os gatos a lutar por não terem quem os ame.&lt;br /&gt;Ouve as pessoas que dormem na rua porque ninguém se importa com as saudades que elas sentem de casa sem poderem voltar atrás.&lt;br /&gt;Ouve a autoridade que oprime o espírito humano, a verdade que é varrida para as sarjetas.&lt;br /&gt;Ouve igualmente os pervertidos que espiam jovens para se masturbarem atingindo desta bizarra forma a satisfação.&lt;br /&gt;Ouve os corações destroçados das pessoas que respiram morte, que vendem a vida e deixam as sobras nos transportes.&lt;br /&gt;Ouve como a insanidade cresce a cada minuto, as doenças aumentam, e o amor diminui.&lt;br /&gt;Ouve a inveja dos egoístas que apenas se contentam com o teu infortúnio.&lt;br /&gt;Ouve, não estás contente de estar aqui deitada comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: JC&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Google&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-6654628525234227235?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/6654628525234227235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=6654628525234227235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6654628525234227235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/6654628525234227235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/ouve.html' title='Ouve'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SnNdQE2xazI/AAAAAAAAAIk/brvHYIjXtW0/s72-c/crack-o-vicio-da-destruicao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3957347185700822988</id><published>2009-07-29T23:08:00.003+01:00</published><updated>2009-07-29T23:21:25.512+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Porque me fizeste nascer?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SnDI0DROlhI/AAAAAAAAAIE/BbqvdU7CUG8/s1600-h/homem_so.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364007952754578962" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SnDI0DROlhI/AAAAAAAAAIE/BbqvdU7CUG8/s400/homem_so.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fui nascido na penumbra de uma curiosa.&lt;br /&gt;E quão difícil é nascer. Se o soubesse teria recusado a tal, e permaneceria para todo o sempre no teu doce e aconchegado ventre de mulher, minha mãe. Aí senti-me sempre seguro e protegido. Era eu, o genuíno, o verdadeiro embrião que se recusava a germinar.&lt;br /&gt;Que doloroso é nascer, minha mãe.&lt;br /&gt;Devias ter-me sussurrado, qual mundo me aguardava. Sim! Eu sempre te ouvi.&lt;br /&gt;E quando tu prenhe, eu te ouvia cantar a “Senhora do Almortão”, sentia-me calmo, embalado e adormecia ao som da tua voz terna e confiante.&lt;br /&gt;Mas devias ter-me alertado, como é complicado vir ao mundo.&lt;br /&gt;Sabes mãe, o tempo é como um predador que corre atrás da sua presa e quando dei por mim, a lei da vida fez-me ver que já não era mais aquele menino que acariciavas e protegias.&lt;br /&gt;Tornei-me homem rápido, ou melhor, um menino mais crescido, porque sempre segui fielmente os teus mandamentos e a minha essência ainda sonha e acredita neles.&lt;br /&gt;Mas, quando neste menino surgiram os primeiros cabelos brancos, olhei por cima do meu ombro, e a saudade alagou-me o coração.&lt;br /&gt;Devias ter-me dito que é difícil nascer, complicado crescer e insuportável viver.&lt;br /&gt;Ainda ontem lembrei com certa nostalgia, aquilo que me dizias “filho, nunca cobices o que é dos outros.” Mas uma coisa é certa minha mãe, apenas tu me o dizias e ainda hoje me o dizes de modo diferente, mas eu continuo a compreender-te.&lt;br /&gt;Sabes mãe, não vejo ninguém fazer o que me ensinaste. Não! Verdade! Sabes, não é este mundo que esperavas, que desejavas e enfatizavas.&lt;br /&gt;Neste, no real, o caminho é longo, a estrada parece não ter fim, a jornada cansa. É uma estrada muito longa que me esgota cada dia que a percorro.&lt;br /&gt;Sou uma flor fora de estação, uma árvore com as raízes soltas da terra que a alimenta, um planeta sem órbita á deriva em busca de um lugar, uma estrela que ofertou o seu brilho, enfim um homem perdido neste tempo e neste espaço.&lt;br /&gt;Se eu pudesse perguntar ao tempo se ainda tenho tempo de esperar, de sonhar e de amar sem o tempo me levar? Mas, o tempo não tem tempo de esperar, de sonhar, nem de amar só tem tempo de passar.&lt;br /&gt;E com o seu passar, vestiu-me uma máscara de desilusão, que tornou os meus olhos tristes.&lt;br /&gt;E tu sabes que depois de tristes surgem e escorrem lágrimas quando vejo crianças que sofrem sem culpa, que morrem sem compaixão, doentes sem perdão, pergunto-me... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque me fizeste nascer?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Texto: JC&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Google &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3957347185700822988?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3957347185700822988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3957347185700822988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3957347185700822988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3957347185700822988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/porque-me-fizeste-nascer.html' title='Porque me fizeste nascer?'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/SnDI0DROlhI/AAAAAAAAAIE/BbqvdU7CUG8/s72-c/homem_so.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-1151267840676840231</id><published>2009-07-27T22:36:00.006+01:00</published><updated>2009-09-26T14:55:14.835+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Faz-me bem</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sm4ft0uPZXI/AAAAAAAAAFY/Eyd1Edv1bRY/s1600-h/fabula_mulher_triste_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363259078352004466" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sm4ft0uPZXI/AAAAAAAAAFY/Eyd1Edv1bRY/s400/fabula_mulher_triste_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz-me bem agora antes de me deitar imaginar-te, onde estarás?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a tomar um café sozinha num qualquer local, ou então em casa perdida a fazer zapping na tv enquanto enganas o sono que já chega...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me bem agora antes de me deitar imaginar-te, ver-te assim com um olhar incompreendido repleto de aragens vãs, com as mãos pousadas ao longo do corpo fraco...ver a tua boca seca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me bem saber que estás sozinha a sentir a minha falta mas, ao mesmo tempo fico com vontade de ir até aí, encostar o meu corpo ao teu para me abraçares, ficar a beijar-te até o sono chegar e depois ir deitar-me contigo... dormir junto a ti nessa magia tão nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me bem agora esta lembrança antes de adormecer em paz, antes de deixar o corpo tombar-se para o lado e meter-se ao acaso pelo mundo dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me bem! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem:Google &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-1151267840676840231?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/1151267840676840231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=1151267840676840231' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1151267840676840231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/1151267840676840231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/faz-me-bem.html' title='Faz-me bem'/><author><name>Sonhadoremfulltime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07718158873801815127</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-LNnZ7LASszA/TV7uCjyt-sI/AAAAAAAABPQ/Hyy3G3Z9BGI/s220/246541_4.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_pOR1o2B8Vok/Sm4ft0uPZXI/AAAAAAAAAFY/Eyd1Edv1bRY/s72-c/fabula_mulher_triste_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3515092184904542778</id><published>2009-07-23T22:23:00.004+01:00</published><updated>2009-09-26T14:56:01.686+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Só sei que nada sou e serei</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SmjVbDEZoWI/AAAAAAAAArw/yyBARC5bHQw/s1600-h/untitled13.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361770017041523042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 273px; CURSOR: hand; HEIGHT: 353px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SmjVbDEZoWI/AAAAAAAAArw/yyBARC5bHQw/s320/untitled13.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero cercar-te em mim, para acariciar a tua pele, porque te desejo. Adoro sentir o teu perfume fresco e calmante quando nos amamos.&lt;br /&gt;Desejo sentir o teu rosto no meu, e ouvir a tua voz que sussurra nos meus ouvidos.&lt;br /&gt;Sentir a tua pele colada à minha, e ficar assim, abraçado na penumbra a falar dos nossos sentimentos, das nossas emoções.&lt;br /&gt;É bom deixar que as nossas mãos nos explorem até a epiderme se arrepiar com lentidão, até a calma virar desejo.&lt;br /&gt;Sentir o toque dos teus lábios nos meus como um fogo ardente que consome o meu âmago.&lt;br /&gt;Necessito abraçar-te e não me sentir perdido na solidão que me consome.&lt;br /&gt;Despir-me e deitar-&lt;a name="copyscape_start"&gt;&lt;/a&gt;me sobre o teu corpo como um simples hóspede, como um tempo passado, uma lembrança vaga, uma saída delineada. A minha pele dorme e mora nas tuas mãos. Sobre a memória do meu corpo persiste ainda a memória das tuas mãos a devassar inconfessáveis anseios, gemidos que ferem o perfeito silencio. A tua presença pressentida desarruma a nossa rotina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero achar-me um dia. É inevitável. Julgo que é inevitável deixar de me encontrar, num ser que tem tanto para dar!&lt;br /&gt;Mas, quem sou eu? Eu sou quem sou, e sou como sou. Tenho percorrido caminhos longínquos que o destino me tem reservado.&lt;br /&gt;Confesso ser forte por fora na minha aparência, fraco por dentro, mas com paciência.&lt;br /&gt;Mas não me deixes só porque não posso viver sem ti e o meu coração será apenas pó.&lt;br /&gt;Por favor, preciso de ti. Olha para mim, não vês que sofro?&lt;br /&gt;Tu és aquela luz que me ilumina os caminhos por onde ir, a vida certa, perfeita e me transmites a confiança e a razão para não me matar.&lt;br /&gt;Desejo-te quando não te posso ter!&lt;br /&gt;Odeio-te quando mais te desejo.&lt;br /&gt;Quando a neblina da tristeza me invade, as palavras choram, as lágrimas caem. São sentimentos que no coração moram e que quando do coração saem, são palavras que lacrimejam.&lt;br /&gt;Quero ser o que realmente sou, ou ser o que realmente não sou?&lt;br /&gt;No entanto ser o que sou é excluir aquilo que não sou.&lt;br /&gt;Então, como poderei saber que sou aquilo que não sou, se poderei sê-lo?&lt;br /&gt;Só sei que nada sou e serei. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Google&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3515092184904542778?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3515092184904542778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3515092184904542778' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3515092184904542778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3515092184904542778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/so-sei-que-nada-sou-e-serei.html' title='Só sei que nada sou e serei'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SmjVbDEZoWI/AAAAAAAAArw/yyBARC5bHQw/s72-c/untitled13.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3813036240947208511</id><published>2009-07-19T00:03:00.005+01:00</published><updated>2009-09-26T14:57:05.134+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Textos vários'/><title type='text'>Ilusão da palavra ou palavras de ilusão...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SmJVMuu2TdI/AAAAAAAAAro/ku0Q2cozkrM/s1600-h/comboio.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359940183715630546" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 269px; CURSOR: hand; HEIGHT: 421px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SmJVMuu2TdI/AAAAAAAAAro/ku0Q2cozkrM/s320/comboio.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de um banho com água fria, para acalmar o espírito, o stress de uma noite mal dormida, visto-me a preceito e corro como louco. Não te posso perder. Dirijo-me freneticamente para o nosso espaço habitual.&lt;br /&gt;Apesar de o estio já ter nascido, a manhã estava fresca o que convencia a um pouco de conforto. De algum calor. Não podia arriscar. Enquanto corria ia monitorizando o relógio, o que me ia provocando uma queda que não aconteceu porque me consegui equilibrar ao bater num sujeito alto e espadaúdo, mas portador de uma cara cadavérica. Tudo, mas tudo foi importante pois alcancei-te a tempo. Respirei fundo várias vezes para renovar o ar gasto dos meus rarefeitos pulmões, e sorri. No entanto comecei a sentir um friozinho no estômago e a pulsação acelerada, tal e qual como quando do primeiro encontro. Que loucura a minha. Já há vários anos que te conhecia. Todavia, para mim era sempre a primeira vez.&lt;br /&gt;Ainda lá permanecias e não tinhas partido. Vi-te ainda de longe. Desci numa corrida louca as escadas de mármore que me separavam de ti. Estavas imóvel, numa espécie de espera, de quem espera, pela hora certa.&lt;br /&gt;Por vezes imagino que a vida tem banda sonora. Sim! Como nos filmes de Bertolucci. Lembras-te do La Luna? Sim! A sua obra mais polémica e obscura. E o que é a vida senão um fita, umas vezes cómica, outras dramática? Fecho os olhos e ouço a música de fundo. Sabes que existe uma para cada momento? Sim como nas películas, também na vida o “realizador” escolhe a música que melhor enquadra a cena. A que oiço hoje é triste, mas a melodia ajuda-me a chorar e depois paulatinamente estanca o manancial de lágrimas e deixa-me melhor, purificado.&lt;br /&gt;E como de uma cena se tratasse cheguei-me de mansinho até te invadir e penetrar o teu interior.&lt;br /&gt;A partir dali os corpos ficaram unidos de tal modo, que eu senti-a as batidas do teu coração. A minha respiração confundia-se com a tua. Entreolhámo-nos e sorrimos. O teu sorriso percorreu-me a medula e sonhei de olhos abertos: “Finalmente tenho paz. Não tenho nada nem ninguém à minha espera, não tenho horários, nem nenhum lugar para onde ir. Tenho apenas a tranquilidade da praia, o cheiro do mar, os gritos das gaivotas o calor do sol para me aquecer o corpo e a alma e a ti.&lt;br /&gt;Nessa altura vou passar muito tempo a escrever. Escrever sem parar o que me vier a cabeça. Prosa, poesia, palavras sem nexo, cartas de amor para ti e para ti.”&lt;br /&gt;Despertei e apercebi-me que de facto estava dentro de ti. Partimos juntos para a aventura. A loucura apoderou-se de nós.&lt;br /&gt;Os nossos movimentos estavam sincronizados, como um relógio Suíço de quartzo.&lt;br /&gt;Existia um vaivém cadenciado e regular. Por vezes esse movimento parava como impedido por algo que não dominávamos. Mas, entendíamos que assim tinha de ser.&lt;br /&gt;Depois de alguns minutos, prosseguíamos cada vez mais rápido.&lt;br /&gt;Por vezes sentia que te cansavas da mesma posição. Então, eu esforçava-me por mudar, para que te ajeitasses ao novo espaço dos nossos corpos.&lt;br /&gt;Enquanto te ajeitavas deixei-me fugir de novo. Já não me encontrava ali. Tinha voado como um pássaro que habita em mim. Para muito longe da realidade. Um pássaro que se recusa a voar para a liberdade que lhe permito.&lt;br /&gt;Mas ele recusa. Um pássaro que me pune com a presença, que me corrói as vísceras. Ordeno que voe, que me deixe, mas não. Não me obedece, não voa. Será um áptero? Continua a ferir-me todos os dias, até que me renda. Ave maldita que apenas te oiço chilrear e nada me dizes.&lt;br /&gt;Mas não me alicias. Sou forte e resisto. Chilreia e tenta calar-me com essas asas castradoras das emoções. Busco-me a mim mesmo dentro da ave que me habita. Dou-me a liberdade que não quero, e fujo de mim num voo rasante no mar dos sentimentos.&lt;br /&gt;E os sentimentos embebidos em amor e paixão estavam presentes quando aterrei de novo em ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento é cada vez mais rápido e o suor começa a fluir, sem nada que possamos fazer.&lt;br /&gt;Um calor enorme invade-nos a face e todo o corpo com tal intensidade que por vezes parece que vamos desmaiar. Mas não, uma atracção ainda maior faz-nos ainda mais unidos um ao outro e quando não aguentamos mais seguramo-nos... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, estamos mesmo a chegar ao fim... mais um pequeno esforço... Até que...&lt;br /&gt;Uma voz efeminada e metálica ecoa nos nossos ouvidos: “ próxima paragem, estação de Entrecampos.”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Google&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3813036240947208511?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3813036240947208511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3813036240947208511' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3813036240947208511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3813036240947208511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/depois-de-um-banho-com-agua-fria-para.html' title='Ilusão da palavra ou palavras de ilusão...'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SmJVMuu2TdI/AAAAAAAAAro/ku0Q2cozkrM/s72-c/comboio.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-7280710513196219426</id><published>2009-07-16T22:09:00.005+01:00</published><updated>2009-09-26T14:58:14.585+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Destino?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/Sl-X3uXNTaI/AAAAAAAAArg/i-vCyrcbE50/s1600-h/1568175.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359169065188150690" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 348px; CURSOR: hand; HEIGHT: 421px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/Sl-X3uXNTaI/AAAAAAAAArg/i-vCyrcbE50/s320/1568175.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Penso, torno a pensar, e desde sempre pressinto que só pertenço aos sítios onde não estou e que só me entrego a quem não posso. NÃO? É um assunto para de novo cogitar até que a alma me doa. A minha vida desconchavou-se em mil cacos. Raramente me descubro.&lt;br /&gt;Até a noite tomba onde não me encontro. É como uma anedota contada por cima de muitos copos de Super Bock, no fim de uma tarde estival.&lt;br /&gt;No entanto quando a noite arrolha a tarde, uma brisa fria obriga ao casaco e, depois de estender o olhar uma última vez sobre Lisboa e o Tejo é hora de voltar a casa. E quando chega a hora, é muito mais fácil quando conhecemos tudo, sabemos o caminho, observamos os sinais e a estrada não é enganadora, mas a viagem tem mais sabor quando cada encruzilhada é uma incógnita e o destino, um indecifrável enigma.&lt;br /&gt;Mas dizem que a noite pode ser assim muitas coisas, pode ser um castigo ou pode ser um bálsamo. E sempre que me vejo nessa incerteza nocturna, eu afasto-me das luzes e corro, corro muito pelas artérias de laje dura, corro a noite toda às voltas tentando encontrar-me.&lt;br /&gt;Mas eu existo? Já não sei. Estou consumido. Dei-me sempre mais do que podia.&lt;br /&gt;Antes, a solidão vergava-me, mas com o rolar do tempo povoei-a com alguns sorrisos, com uns pequenos e acanhados gestos de cabeça, que aderem à mente, e me dizem que ainda existo, que continuo vivo e que ainda pressinto o coração a afoguear aqui dentro do meu peito. E quando o silêncio se cala de vez, ele bate e eu oiço.&lt;br /&gt;É tudo o que podemos ganhar quando se aprende a estar sozinho, tem-se tudo e não se possui nada.&lt;br /&gt;Se morresse agora não deixava nada, porque bebi toda a minha sede, esvaziei-me, devorei noite após noite com o amargo que têm as coisas antes de nos pertencerem.&lt;br /&gt;Sou um corpo que se evita, um homem cujo nome se arruinou no trilho do tempo.&lt;br /&gt;Penso mesmo que o meu corpo vive hoje dentro do espelho, onde se perdeu o teu. Percebo que troquei um futuro mais que perfeito por um presente indicativo, só não entendo o que foi obra do destino, ou aquilo que foi intencional.&lt;br /&gt;Julgo que foi, é e será sempre a incógnito da vida que nos conduz. A sorte é não lhe conhecermos o trilho. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Google &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-7280710513196219426?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/7280710513196219426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=7280710513196219426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7280710513196219426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/7280710513196219426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/destino.html' title='Destino?'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/Sl-X3uXNTaI/AAAAAAAAArg/i-vCyrcbE50/s72-c/1568175.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-5829077304483811978</id><published>2009-07-14T21:47:00.003+01:00</published><updated>2009-07-14T22:04:12.001+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Oásis de amor</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlzyJQFDhRI/AAAAAAAAArY/CkBI4nj9KEI/s1600-h/deserto.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 382px; DISPLAY: block; HEIGHT: 313px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358423897412961554" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlzyJQFDhRI/AAAAAAAAArY/CkBI4nj9KEI/s320/deserto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quero beijar os teus seios de sereia, quero deslizar as minhas mãos no teu corpo de Deusa, como se fosses uma obra de arte feita pela mão certeira dum escultor, como se fosses barro nas minhas mãos de artesão.&lt;br /&gt;Quero que me faças suspirar, de paixão, desejar, suplicar por mais, enfim gritar o meu nome quando estiver em ti.&lt;br /&gt;Quero que sejas a minha montada e que me leves a percorrer o teu corpo como se ele fosse todo meu.Quero-te ouvir gritar, olhar o teu rosto em êxtase, penetrar nos teus olhos que envolvem os meus com os tentáculos da paixão.&lt;br /&gt;Quero ser teu hoje, agora, e perder-me num oásis do deserto do teu corpo, onde poderei finalmente saciar a sede que me emprenha o meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto: JC&lt;br /&gt;Imagem: Crystal&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-5829077304483811978?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/5829077304483811978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=5829077304483811978' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5829077304483811978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5829077304483811978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/oasis-de-amor.html' title='Oásis de amor'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlzyJQFDhRI/AAAAAAAAArY/CkBI4nj9KEI/s72-c/deserto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-4870071107253522340</id><published>2009-07-13T21:35:00.002+01:00</published><updated>2009-07-13T21:42:35.319+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlucD4Qm9SI/AAAAAAAAArQ/SytnOeefbHg/s1600-h/6501noite.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 383px; DISPLAY: block; HEIGHT: 325px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358047772142925090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlucD4Qm9SI/AAAAAAAAArQ/SytnOeefbHg/s320/6501noite.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É noite cerrada na minha alma de farrapos rasgada de dor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite cerrada como breu que não me permite olhar-te&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite sem estrelas cintilantes que me alegram os olhos lacrimejantes de saudade de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite sem gesto de ternura que é consumada pela mão do teu ser de mulher&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite sem ti no meu corpo vazio de sentimento e tão repleto de paixão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É noite cerrada na minha alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite... e nada mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrito numa noite comum… e nada mais! &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;JC&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagem: Google&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-4870071107253522340?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/4870071107253522340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=4870071107253522340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4870071107253522340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/4870071107253522340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/noite.html' title='Noite'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlucD4Qm9SI/AAAAAAAAArQ/SytnOeefbHg/s72-c/6501noite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-5873440455596746653</id><published>2009-07-12T01:22:00.003+01:00</published><updated>2009-07-12T04:06:44.369+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Quando</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlktDLv8iZI/AAAAAAAAArI/KZVYf3cibAw/s1600-h/untitled6.bmp"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 343px; DISPLAY: block; HEIGHT: 384px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357362764450662802" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlktDLv8iZI/AAAAAAAAArI/KZVYf3cibAw/s320/untitled6.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Quando as minhas mãos te tocam, sinto um corpo em êxtase, um corpo ardente de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as minhas mãos te tocam, sinto que te ilumina a alma, o coração e o querer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te abraço, são dois corpos unidos pelo anseio da união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois corpos que tremem de sofreguidão, de amor, que enlouquecem pela hora que não se vislumbram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te toco sinto o teu vibrar como se fosse a primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando te abraço, sinto o palpitar de dois corações que em uníssono clamam pelo amor, pelo desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto embebido em mim o teu calor, o teu cheiro, a tua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nos acariciamos, deixamos cair no chão a máscara do dia e ficamos despidos de preconceitos, como dois inocentes que nada mais vêm, que a paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao beijar-te sinto-te em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-te na sensualidade que tão bem demonstras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No azul do céu, no azul do mar; cor azul que penetrou no meu coração como uma seta mordaz, que me fere de desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem amor… ontem consegui chegar ao azul celeste, com os teus lábios e língua de amante impiedosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaste com o sabor doce do sémen que te dei de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois saboreamos ambos nos teus lábios o sabor da vida… &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-5873440455596746653?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/5873440455596746653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=5873440455596746653' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5873440455596746653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/5873440455596746653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/quando.html' title='Quando'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlktDLv8iZI/AAAAAAAAArI/KZVYf3cibAw/s72-c/untitled6.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-3972223741169300016</id><published>2009-07-09T23:11:00.003+01:00</published><updated>2009-07-09T23:30:57.111+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prosa Poética'/><title type='text'>Amor Reflexo</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlZuuvDG3jI/AAAAAAAAAq4/-19EQjkGou4/s1600-h/440919412_01d988bf1c_b.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 434px; DISPLAY: block; HEIGHT: 441px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356590555986320946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlZuuvDG3jI/AAAAAAAAAq4/-19EQjkGou4/s320/440919412_01d988bf1c_b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando me olho ao espelho vejo um espectro… sem vida própria, sem traços de gente.&lt;br /&gt;Por vezes não me suporto. Não me quero ver e cerro os meus olhos marejados de lágrimas que não vivem. Estão extintas de tédio, pois surgem-me diariamente.&lt;br /&gt;E tal como estas lágrimas, o descontentamento invadiu-me a existência.&lt;br /&gt;E o tempo não sara os estigmas do amor… principalmente se sopra e nada nos verbaliza. Passa por nós como um tornado que nos destrói a vontade, o querer… e eu fico prostrado como que atingido por uma abulia.&lt;br /&gt;Por que é tão difícil fazer-te sair da minha vida?&lt;br /&gt;Quando mais quero esquecer, mais as coisas que me rodeiam fazem recordar-te.&lt;br /&gt;Ao matutar nos anos que já nos conhecemos e por aquilo que já passámos, as lágrimas caiem-me pela face como água límpida duma copiosa cascata.&lt;br /&gt;Certos dias doem-me os olhos do pensamento, a cabeça de muito querer ver como te via.&lt;br /&gt;Não gosto, nem quero pensar, que tudo foi em vão, porque sei que não foi.&lt;br /&gt;Mas então, porque acabamos sempre por pôr um término ao que temos?&lt;br /&gt;Sou insuportável, tu és intolerável. Existe entre nós uma sinestesia de corpos e pensamentos que não destrinçamos, com medo de deixarmos de existir. Como se eu te dissesse ao ouvido inspira, agora expira; como se me ensinasses tudo aquilo que sou e levei anos a edificar.&lt;br /&gt;Não sou ninguém sem ti; tu recusas a sê-lo sem mim. Precisas de mim na mesma proporção em que preciso de ti.&lt;br /&gt;Sei o quão doloroso é tentar esquecer-te e tentar apagar-te da minha vida... já o tentei uma vez, duas, três… não consegui e o resultado foi o que sabemos.&lt;br /&gt;Não te quero apagar integralmente da minha vida... comportas ainda todas as recordações, das quais não quero abdicar.&lt;br /&gt;Mas estas lembranças são demasiadas, e vão-me roendo por dentro.&lt;br /&gt;Já, por várias vezes, pensei que és como um vício... e volto a considerar essa ideia.&lt;br /&gt;E como viciado que sou, não consigo desintoxicar-me de ti... cheguei a um ponto em que te encontras completamente impregnada em mim, na minha mente, no meu sangue, no meu ser...&lt;br /&gt;Nas minhas veias não corre sangue, circula ácido que me queima a alma, que me incendeia o coração num fogo-fátuo porque o sinto em putrefacção.&lt;br /&gt;Já o não sinto dentro de mim, entreguei-o por vontade, por paixão. Sinto-me um infecundo da paixão, quiçá da alegria, imaginação ou até de mim.&lt;br /&gt;Magoo-me tanto.&lt;br /&gt;Magoei-te a ti.&lt;br /&gt;E pior ainda, magoei outros.&lt;br /&gt;Não sei que seria o mais adequado a fazer agora... se ficar, ou partir para outra...&lt;br /&gt;Uma parte de mim quer isso... mas a outra parte agarra-se de unhas e dentes a ti...&lt;br /&gt;Porquê?&lt;br /&gt;Diz!&lt;br /&gt;Não sabes!&lt;br /&gt;Não sabes, mesmo?&lt;br /&gt;Eu também não!&lt;br /&gt;E te tanto tentar perceber aquilo que sou, sinto cansaço de tudo.&lt;br /&gt;Principalmente de mim! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;JC&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagem: Google&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-3972223741169300016?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/3972223741169300016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=3972223741169300016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3972223741169300016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/3972223741169300016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/amor-reflexo.html' title='Amor Reflexo'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlZuuvDG3jI/AAAAAAAAAq4/-19EQjkGou4/s72-c/440919412_01d988bf1c_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-299480491273409137</id><published>2009-07-06T22:02:00.002+01:00</published><updated>2009-07-06T22:10:03.209+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Pinto-te</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlJn9zXVAKI/AAAAAAAAAqo/mhNk_13CcvI/s1600-h/mulher_de_costas.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355457218354675874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlJn9zXVAKI/AAAAAAAAAqo/mhNk_13CcvI/s400/mulher_de_costas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pinto-te em letras escarlates,&lt;br /&gt;Saboreio-te em traços de acasos mirabolantes&lt;br /&gt;E segredo-te indecências brilhando no escuro!&lt;br /&gt;Pingo-te nos olhos ternuras e sonhos,&lt;br /&gt;Espreito por eles a tua alma,&lt;br /&gt;Descubro emoções,&lt;br /&gt;Incendeio-te o íntimo...&lt;br /&gt;Entranho-me na tua pele,&lt;br /&gt;Esqueço a tua tela,&lt;br /&gt;E deixo-me consumir no fogo que ateei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevo-te os desejos,&lt;br /&gt;Amanheço-te a fantasia&lt;br /&gt;E encanto-te as noites de gélidas de amor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pintura: Fernando Barbosa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-299480491273409137?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/299480491273409137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=299480491273409137' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/299480491273409137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/299480491273409137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/pinto-te.html' title='Pinto-te'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlJn9zXVAKI/AAAAAAAAAqo/mhNk_13CcvI/s72-c/mulher_de_costas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-8767100394320726525</id><published>2009-07-05T00:17:00.006+01:00</published><updated>2009-07-06T22:14:57.226+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Nu só para ti</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/Sk_kJLrsYaI/AAAAAAAAApQ/ZY-tty2K9f8/s1600-h/1575764778_small.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 342px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354749328372818338" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/Sk_kJLrsYaI/AAAAAAAAApQ/ZY-tty2K9f8/s400/1575764778_small.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Afundo os meus dedos em ti,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os meus olhos nos teus...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O calor doce,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A tua língua&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em mim...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fundo o meu cheiro no teu,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O meu sabor no delírio de um beijo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E a chama dos sentidos,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Emoções a corar ao sol,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Desfaz-me o corpo de encontro ao teu...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mergulha no meu sal,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na minha água e na minha espuma...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Embala o teu corpo no meu,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amacia a tua pele na minha água de rosas...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que freneticamente preparei para ti.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E quando a penumbra que nos namore o banho&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Se estender pelo delírio de valsas e tangos&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A paixão encerrará em cofre de seda a tua voz,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A chave mergulhará no tempo!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apenas as tuas mãos a saberão usar,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em noites de lua cheia,&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E banhos de espuma enluarada!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nu só para ti! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-8767100394320726525?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/8767100394320726525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=8767100394320726525' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8767100394320726525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/8767100394320726525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/07/nu-s0-para-ti.html' title='Nu só para ti'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/Sk_kJLrsYaI/AAAAAAAAApQ/ZY-tty2K9f8/s72-c/1575764778_small.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2595482469452142281</id><published>2009-05-18T22:53:00.010+01:00</published><updated>2009-07-10T01:35:32.163+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Quero-te em mim...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlaMst-EdzI/AAAAAAAAArA/Eu9IKOhGLXI/s1600-h/AMOR2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 386px; DISPLAY: block; HEIGHT: 465px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356623506685851442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlaMst-EdzI/AAAAAAAAArA/Eu9IKOhGLXI/s320/AMOR2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Amor… vê como chove, neste fim de noite&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As gotas invadem a minha ingénua alma&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Numa longínqua saudade, onde te recordo,&lt;br /&gt;Onde relembro momentos,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De ti em mim, de nós&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Meus olhos encharcados,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não sei se de lágrimas,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ou pela chuva molhados, querem buscar teu rosto, teus olhos e sorriso&lt;br /&gt;Ainda que sofra, preciso cada dia que passa mmais e mais de ti. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vivo obcecado pelo desejo, de te querer em mim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Espero-te, com o nosso terno beijo...&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2595482469452142281?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2595482469452142281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2595482469452142281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2595482469452142281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2595482469452142281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/05/quero-te-em-mim.html' title='Quero-te em mim...'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlaMst-EdzI/AAAAAAAAArA/Eu9IKOhGLXI/s72-c/AMOR2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1023505482435650324.post-2257730957038742348</id><published>2009-05-14T00:11:00.002+01:00</published><updated>2009-07-05T00:37:08.822+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poemas Amor'/><title type='text'>Louco amor</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SgtUYuvGhZI/AAAAAAAAAls/IESl4soMfRw/s1600-h/2267704.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335450967389668754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SgtUYuvGhZI/AAAAAAAAAls/IESl4soMfRw/s400/2267704.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto de amar de olhos cerrados, porque me disseram que o amor é cego e que os olhos&lt;br /&gt;nada vêem. São cinzas flamejantes a gotejar em cada palavra que desagua firme no&lt;br /&gt;lodo translúcido do que sinto.&lt;br /&gt;Gosto de amar ao sol, porque o amor é fogo e nas sombras das vielas esquecidas, os amantes morrem de frio brando, de coração gélido, de alma glacial.&lt;br /&gt;Gosto de amar no campo trigueiro, porque o amor é uma semente de girasol, onde poisam delicadas borboletas, de sedosas asas brancas, num discreto lírio cor de marfim.&lt;br /&gt;Gosto de amar perdidamente, porque o amor é louco e insano como eu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1023505482435650324-2257730957038742348?l=a-traicao-do-eu.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/feeds/2257730957038742348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1023505482435650324&amp;postID=2257730957038742348' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2257730957038742348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1023505482435650324/posts/default/2257730957038742348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://a-traicao-do-eu.blogspot.com/2009/05/gosto-de-amar-de-olhos-cerrados-porque.html' title='Louco amor'/><author><name>João Cordeiro</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SlAGx82Ns1I/AAAAAAAAAqA/_dxcM5SbDHg/S220/images%255C1225.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_P1R8tZCxY2E/SgtUYuvGhZI/AAAAAAAAAls/IESl4soMfRw/s72-c/2267704.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
