E se esse desapontamento vem de alguém que nos ocupa um lugar no coração, é como se as árvores estivessem completamente despidas, o campo integralmente deserto, a música sem melodia, a palavras sem significado, o coração sem pinga de sangue.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Porque murcha o girassol?
E se esse desapontamento vem de alguém que nos ocupa um lugar no coração, é como se as árvores estivessem completamente despidas, o campo integralmente deserto, a música sem melodia, a palavras sem significado, o coração sem pinga de sangue.
Postado por Sonhadoremfulltime às 23:08 1 comentários
Marcadores: Textos vários
terça-feira, 8 de novembro de 2011
O gelo queima
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:32 2 comentários
Marcadores: Textos vários
domingo, 10 de abril de 2011
Pode no entanto já ser tarde.
O que é a vida? Uma ilusão, uma sombra, uma ficção. E o maior dos bens é de pouco valor, já que toda a vida é sonho, e os sonhos não passam de sonhos.
Caldéron de La Barca
Postado por Sonhadoremfulltime às 23:59 2 comentários
Marcadores: Textos vários
sábado, 17 de abril de 2010
O principio do fim
Postado por Sonhadoremfulltime às 00:33 7 comentários
Marcadores: Textos vários
sábado, 10 de abril de 2010
Eis a razão pelo qual me sinto, ninguém.
Postado por Sonhadoremfulltime às 00:51 8 comentários
Marcadores: Textos vários
sexta-feira, 12 de março de 2010
A nossa primeira vez
Postado por Sonhadoremfulltime às 23:36 5 comentários
Marcadores: Textos vários
domingo, 7 de março de 2010
Hotel Califórnia
Postado por Sonhadoremfulltime às 00:38 6 comentários
Marcadores: Textos vários
segunda-feira, 1 de março de 2010
Conversa em Braille
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:49 8 comentários
Marcadores: Textos vários
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Amor de perdição
Postado por Sonhadoremfulltime às 23:53 6 comentários
Marcadores: Textos vários
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Despe-me

Postado por Sonhadoremfulltime às 23:19 7 comentários
Marcadores: Textos vários
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Enfermidade actual, ou dor de amor?
Quem sabe se esta forma de olhar o mundo se deve a esta eterna alegria de ainda o olhar com os olhos de uma criança crescida.
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:51 11 comentários
Marcadores: Textos vários
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
O Circo do Amor
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:19 6 comentários
Marcadores: Textos vários
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Porque sou um sonhador?
Nestes dias em que a minha mente vagueia pela nebulosidade, a beleza confunde-me e o encantamento fere-me ao ver as chagas das ruas.
Sempre que vejo uma criança sofrer antevejo menos um raio de sol que brilha.
Julgo que caí na terra por acidente. Enquanto anjo tropecei certamente numa nuvem e aqui tombei.
Por essa razão sou um sonhador… um homem pacífico, distante, onde os sonhos predominam.
Sou um ser que imagina que o mundo pode ser um pouco melhor. São assim os sonhadores.
Por vezes deixamos passar desapercebido coisas boas na nossa vida.
Por vivermos de fantasia, muitas vezes esquecemos o mundo autêntico que nos rodeia.
Se amantes, vivemos constantemente na lua, as nuvens a nossa paixão.
Para o sonhador, aquela pessoa é um ser perfeito, incomparável, insubstituível... Mas não é mera criação de sonhos, porque quando encontramos alguém que nos chama a atenção é porque realmente essa pessoa é algo com que já sonhamos há muito tempo.
E quando a morte nos olha de frente, e nos sorri, o sonhador ergue a cabeça, e sorri sem receio de volta.
E só irei um dia lamentar esse momento, se deixar a vida sem realizar o maior dos meus sonhos... sonhar com a vida que concebo, com os ideais que visiono.
Mas, a derrota é nossa consorte, porque somos incapazes de vencer o autismo dos fidalgos que passeiam pelos campos de caça em busca de mais um triunfo.
Todavia, as lágrimas que me correm pelo rosto da derrota são mais importantes que a vergonha de me calar por dentro.
Sei que morreu mais um raio de sol, porque observei a expressão mais triste que vi até hoje.
O menino do gorro amarelo sujo. Crostas no rosto e nas mãos. Lembrou-me um quadro de um qualquer pintor flamengo do século dezassete.
Um corpo que estava pesaroso e abismalmente desolado, mas que de forma ágil fintava o transito caótico da Avenida da República, com a mão suja e trémula à procura de um cêntimo junto das janela cerradas dos carros apressados.
Fitei-o por um momento. Um lapso de tempo que se perdeu naqueles olhos negros e sujos.
O rosto assustado fazia lembrar a imagem de alguém que viu toda a sua família parecer num bombardeio de Gaza, a cabeça dos pais dilacerada por um atirador furtivo em Sarajevo ou o genocídio dos amigos num atentado em Bagdad, às margens do rio Tigre.
Fiquei todo o dia a pensar como foi a vida lazarenta que esse menino levou e que esculpiu aquela expressão.
E não me sai da cabeça, o rosto amargo desse menino.
22-12-2009
Postado por Sonhadoremfulltime às 23:06 2 comentários
Marcadores: Textos vários
terça-feira, 3 de novembro de 2009
O mundo já não é o mesmo, pois não, mãe?
-Já fiz cinquenta anos, mãe. Sabias? Mas ainda sou o teu menino.
Pois, não tens consciência… desde há cinco anos que essa maldita te roubou a lucidez e o vigor.
Penso, torno a pensar, e elevo a rigidez dos membros, pousando as mãos como uma concha por cima do coração, certificando-me que ele ainda bate.
Postado por Sonhadoremfulltime às 21:53 4 comentários
Marcadores: Textos vários
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Meretriz
O corpo ostenta marcas que contam a sua vida. Um corpo apenas que se usa massacra, e deita fora. Um corpo pervertido! Um corpo que fora belo e elegante como um modelo de passerelle. Agora, sobra um bocado de carne que mente quando geme, que chama de amor a todos os rostos que se atravessam com alguns pêlos na cara.
Agora, as suas pernas abertas são como dois campanários altos e sombrios, onde os gestos lânguidos dos minutos que percorrem os meandros do seu corpo, as entranhas húmidas do ventre, o bafo quente da boca.
As pernas dela, há muito tempo que não passeiam, que não correm, que não dançam. Já não se lembram do toque suave dos dedos de quem a amou dos lábios quentes que as beijavam com o ardor da paixão.
Presentemente, as suas pernas abertas são apenas testemunhas de línguas hirtas e duras, como se fossem uma matéria densa e viva, que penetra a boca quente e ávida de outro corpo, como um soluço de falso desejo que vai crescendo até se tornar violento e imperativo.
As pernas dela, já não dançam instigadas pelos sons melódicos, em frente à parede multicolor, bem desenhadas pela forma dos saltos altos que lhes vincavam a forma e a formosura.
Hoje, aquelas pernas são fantoches de diversão. Apetrechos colocados para o lado.
Aquelas pernas já não são pássaros, voando nas retorcidas calçadas de Lisboa em direcção ao amor.
As suas pernas já nem conseguem ser o que, afinal, são: pernas.
Actualmente, as pernas dela apenas escoltam as mãos frenéticas que apalpam os corpos, incapazes de sossegar dentro dos segundos, porque as mãos são extensões reais dos sentimentos do desejo enganador. Os corpos perfazem um ritmo compassado que ora se estanca para contemplar o olhar do outro, ora se apressa por não ver mais nada.
Já não fazem o que o que as outras fazem e, apesar de parecerem ainda gaivotas que mesmo tendo asas, não conseguem voar. São apenas silêncio. Um silêncio suspenso do seu corpo. Um silêncio comedido. E ela sorri-lhes, com os seus olhos caídos sobre elas: porque, na verdade, o silêncio é já a sua pele, é já o seu espírito.
Nas palavras ditas, proferidas, em surdina, com a voz quase rouca a sair de dentro da garganta, uma sensualidade profunda que rasga os segundos. E que incita e entusiasma. E que seduz e aprisiona. A inevitabilidade tamanha faz os corpos parecem unos e nunca mais se soltarem - nunca mais, enquanto ali estão.
De pernas abertas, finge que o sente. De pernas abertas, no seu interior sente-se dormente. Já não é capaz de sentir nada.
No compasso de espera entre um cliente e outro, acende um cigarro na esperança de ter um momento só seu, onde se possa encontrar a sós com o seu pensamento. Se isso ainda faz algum sentido.
Sentido, apenas a nudez mística do que faz, e a fonética e a semântica quando no final da batalha corporal ainda lhe chamam: “Amor”.
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:53 4 comentários
Marcadores: Textos vários
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Sim, um homem também chora, quando parte.
Pedro Abrunhosa
Ontem acordei com lágrimas no coração.
Olhei o céu durante o dia sempre com os olhos embaciados de tristeza.
Á noite… adormeci com o excedente das lágrimas a inundarem-me a alma.
Quando um homem chora, será que a dor se dilui?
Quero chorar até que as lágrimas me abandonem, como quem mostra desespero por escorrer num rosto molhado de dor e aflição!
Chorei diante do espelho, enquanto barbeava o rosto atestado de mágoa.
Lágrimas efervescentes transbordam-me do peito alagado de dor.
A primeira gota caiu-me sobre a face, escorreu-me pela têmpora e, delineou-me o contorno do maxilar, indo finalmente parar junto ao queixo numa quietude ameaçada pela cruel gravidade.
Já não sabia se conseguia mais chorar sem na realidade ter chorado. Era urgente chorar o passado, chora-lo todo, o mal amado, o feliz, o desgraçado!
Quero chorar para poder criar um lago onde ficarei submerso e escondido, à espera que o sol se ponha, onde ansiarei para que algo aconteça que contigo se relacione!
A chuva ainda não cai, mas a face continua acoitada por gotas escorregadias que surfam os contornos do meu rosto desgastado.
Quero chorar para branquear o meu passado, presente e futuro.
Afinal um homem também chora.
Choro quando amo.
Choro quando não me amam, quando sinto o meu mundo a esgotar.
Quero chorar porque não consigo aceitar a minha sinceridade, mesmo sabendo que quase tudo igual ficou independentemente da minha verdade!
Quero chorar, mesmo que me sinta mal e submeta o meu coração a uma descarga de aflição!
Sim, um homem também chora, quando parte.
Até sempre!
Postado por Sonhadoremfulltime às 14:03 2 comentários
Marcadores: Textos vários
sábado, 17 de outubro de 2009
Esvoaçar de borboletas
Quando faço a minha ronda tal vigilante que tenta encontrar algo de anormal no seu percurso, muitos pensamentos me passam pelo juízo e porque não pela alma.
Será que esta espécie de diário que tanta gente passou a saborear, é de facto um “gritar” da dor que todos temos vontade de expelir?
Será que com o passar dos anos, do progresso, somos também cada vez mais infelizes? Cada vez mais isolados?
Embora não tenha formação filosófica para tal, perco-me a ler pedaços que encontro nesta sinuosa estrada do progresso.
Gosto de ler e principalmente conjecturar o “sentir” de quem escreve… e tiro sempre a mesma conclusão.
O ser humano é por natureza um ser insatisfeito, eventualmente seremos o animal, menos adaptado à sociedade que construiu.
Somos o animal que mais medo esconde, e tal como afirmo no meu livro “O lado escuro da lua”… “temos medo constante da solidão, da loucura, do desespero de não ser ninguém, da frustração, do medo de ter medo, o terror de voltar a estar no lado escuro da lua.”
Julgo que tentamos sempre perseguir a perfeição e esquecemos que somos animais que surgiram na terra, e que como as outras espécies que connosco coabitam, temos desejos, medos, frustrações… mas dizem vocês, sim, mas somos racionais.
Sem dúvida que somos, somos racionais, mas racionais particularmente para o infortúnio.
Lógicos para matar por inveja, por gula.
Pensantes para construirmos engenhos que mais dia, menos dia, servirão para a destruição do planeta.
Acertados, para tramarmos o parceiro.
Sensatos para proliferar guerras inúteis.
Prudentes para ferir o nosso semelhante.
Não! O meu mundo nunca foi totalmente azul, nem a minha vida foi sempre colorida como um arco-íris. Olho o negro céu, e confesso que por breves momentos, consigo ver algumas nuvens sombrias.
Por vezes quero gritar: Que se lixem todos estes pseudo racionais!
De manhã e como o faço todos os dias, faço a minha viagem de comboio até Lisboa.
Gosto de observar os comportamentos, os rostos, os sorrisos e até os bocejos.
Quando algo me prende a atenção, é uma simbiose entre nós apertados e borboletas no estômago.
Hoje assisti a um casal de idosos falarem dos netos e senti essas borboletas a esvoaçar entre as suas sábias palavras.
Postado por Sonhadoremfulltime às 23:05 1 comentários
Marcadores: Textos vários
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Fogo posto
Sabes que esta noite não parece tão acolhedora, este frio não é tão propício e, pior que tudo, não estou a ter o prazer que esperava. Por isso, se fosse agora, provavelmente não o faria.
Mas é tarde demais.
Está feito. Posso arrepender-me, e arrependo-me, mas não há mais nada a fazer.
É por essa razão que te escrevo. Para que um dia, quem sabe daqui a muitos, muitos anos, sejas capaz de me perdoar.
Perdoar não digo, entender também não. Já me basta a cólera que vais sentir quando vires o que eu fiz. Ou quem sabe, te acalme.
A minha ira não acalmou, por isso é que escrevo o que escrevo e fiz o que fiz.
Sim, sei que não é desculpa, de facto não é, mas não me consegui ver livre da raiva e ela tomou conta de mim. Guiou-me o corpo e essencialmente as mãos.
Levou-me até esta casa onde fomos, em tempos idos, felizes nas noites de luar brilhante, quando fazíamos amor no chão de pedra, isolados do mundo e da civilização por um pinhal maior que o pinhal de D. Diniz, quando, abraçados, jurávamos amor e paixão eterna e a chama ténue nos consumia pela noite dentro.
Agora o fogo consome a casa, daqui a pouco o pinhal, talvez seja capaz de me cercar sem eu conseguir fugir e me permita a honra de ser imolado por ele.
Quem sabe carbonize o meu corpo e esta carta e tu não chegues a lê-la nem a perceber porque o fiz.
Queria chorar agora mas não consigo desviar os olhos do fogo.
Dança à minha frente, chama-me, goza comigo, excita-me, enerva-me e intriga-me.
A paixão do vermelho e laranja, o som da madeira a crepitar, as faúlhas que se soltam no ar numa alforria eterna.
Olha velha amiga vou só ali acender mais um cigarro no fogo, para o apreciar melhor, para ser como ele.
Desculpa-me o que fiz. Mas não esqueças quem eu fui.
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:53 3 comentários
Marcadores: Textos vários
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Ontem, hoje e amanhã
Ontem fui actor de uma película muda, a preto e branco, hoje sou espectador de mim mesmo. Sinto e vivo mais.
Nos bailes da vida onde ontem dançava leve e solto de movimentos, mas acanhado de sentimentos, hoje espectador, danço com todas as mulheres do mundo, todos os ritmos, rio todos os risos e troteio todas as músicas como as soubesse de cor e salteado. Cada estrofe, um momento de vida. Cada refrão, um momento de amor.
Ontem montei cenários de sensações, iluminados por lâmpadas de néon. Hoje, os cenários são albergues de desvalidas recordações, visionados apenas pelo luar, na paisagem lunar dos meus sonhos feitos de odores vividos, de mulheres que amei.
Como diz uma amiga… “Estou onde não estou, sinto sem expressão o que ficou por não estar.” Como te entendo. Eu completo-te verbalizando, que eu só estou bem onde não estou, só quero ir onde não vou, amar quem não devo e fugir onde só me perco.
Em tantos mares naufraguei sem nau que me abrigasse, tantas bibliotecas visitei que me perdi nas páginas de copiosos livros.
Em tanta cama repousei abandonando-me à sorte de frívolos amores, que em mim amadureceram. Alguns, convidando-me a desvirginar-lhe a alma. Também os houve, que me resgataram deste claustro de fobias e eu, sequioso mostrei-lhes os meus olhos despidos das mazelas do mundo olhar puro, virgem de vida e morte, inocente como um mito.
Ontem nada me doía, hoje dói-me o peito, a luz baralha-se-me a mente, relampeja-me em trovões, e estes zumbem-me nos ouvidos.
Ontem lia livros incendiados de paixão e sonhava com o amor sentido e genuíno.
Hoje, como um doido no escuro a vociferar impropérios, o meu punho inflamado e empolado de tanto rodar, os dedos tortos, os óculos baços, as canetas roídas, gastas e amontoadas, o quarto sem luz e no entanto escrevo e escrevo segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia.
Na ausência de papel escrevo no corpo. Braços, pernas, tronco, cabeça, o meu corpo polissilábico, pleno de azul e eu sabendo, nos momentos em que começo a fraquejar, que a luta apenas está a principiar, segundo a segundo, minuto a minuto, hora a hora, dia a dia.
Hoje, as portadas da janela permanecem abertas, não me dei ao trabalho de as fechar, e também não me apetece mexer mais que a minha mão e o antebraço e mover os olhos sobre este caderno que tenho diante de mim, tão cheio de palavras, frases, expressões, poemas e textos.
Será que depois de ler o que escrevi hoje, de uma forma leve e espontânea acreditam que um amor e uma cabana tenham algum significado na minha forma de estar ou de escrever?
Será que sou mesmo romântico?
Será que penso demais?
Será que sonho com o impossível?
São muitos os que me perguntam quem me fez mal, quem me tornou tão triste, por aquilo que escrevo. São muitos os que deduzem que devo ser uma pessoa de bem com a vida. São muitos os que me acham diferente, são muitos os que me fazem perguntas às quais não sei responder, nem à maioria delas um dia saberei responder (tenho consciência das minhas limitações), porém… hoje chegou ao fim as continuas questões sem resposta. Existirá alguém por detrás de todas as minhas palavras?
Haverá?
Quanto a mim, guardo o meu segredo onde sempre o guardei, dentro de uma caixinha, e de onde sai de quando em vez, uma verdade, uma mentira, um sorriso, uma lágrima.
Sou um contador de histórias e sentimentos.
E agora vou levantar-me, erguer-me de novo, se cair, levanto-me.
Pode custar, pode até doer, mas a força de vontade tem que ser maior que a dor do embate no chão, e ainda que fiquem marcas, tenho que aprender a viver com elas.
Fazem parte de mim, e de um processo, que se chama Vida. As coisas simples, que por vezes, teimamos em complicar.
No entanto, ainda é cedo. Digo para mim, ainda que morra amanhã. Ainda é cedo, o amor ainda vai alto, claro que sim, um dia chegarei lá, e sem me dar conta, hei-de vê-lo desabrochar. Direi com ênfase, encosta os teus gélidos lábios à minha boca de pedra.
O dia irá ser enfrentado de frente e um de cada vez.
Agora, deixem-me estar.
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:22 1 comentários
Marcadores: Textos vários
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Noite eterna

Os candeeiros da rua já se acenderam. É noite! Anoitece mais uma vez na fronha dos meus lençóis e tu não estás. Penso se estarás a pensar em mim!
Olho pela janela e fico encadeado com o esplendor da lua grávida. Penso de novo em ti.
Como desejava estar preso nos teus braços, sentir o calor do teu corpo incendiar-me as veias da paixão. Sentir o doce dos teus lábios colados aos meus.
Só, no encoberto da noite eu encontro a luz para sonhar. É à noite que eu pergunto tudo por ti, e peço à lua e às estrelas para te trazerem junto de mim.
Ando perdido. Sinto-me um enfermo dentro deste corpo sem utilidade. Um lobisomem faminto de amor. Tu sabes!
A solidão traz-me a mágoa por não te ter aqui.
A solidão traz-me a mágoa por não te poder abraçar agora.
A solidão que me magoa vai saber esperar.
Faço da lua cheia um farol para me guiar, pois só no escuro da noite encontro o clarão para sonhar!
Anoitece, mais uma noite que tu não estás.
No silêncio envio-te palavras de amor que tu escutas quando espreitas à janela do teu coração e o vento da alma te invade de palavras.
Palavras de saudade.
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:43 2 comentários
Marcadores: Textos vários















