segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Saudades de mim
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Semente
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domingo, 9 de maio de 2010
Lágrimas de sangue
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quarta-feira, 31 de março de 2010
Rosto
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quinta-feira, 25 de março de 2010
Testamento
24-03-2010
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domingo, 10 de janeiro de 2010
O homem que jamais alguém descobriu
Talvez fugir para parte incerta e distante onde ninguém me possa achar.
Tentar polir um par de asas e levantar voo no firmamento.
Deixar-me ir como uma andorinha migratória que segue uma nuvem com alegria e alento.
Quero esquecer, fugir, quero abrir os olhos e não ver o presente, desmaiado e vulgar.
Quero absorver e viver o futuro de maneira que me sorria para o poder pintar.
Vou fugir, vou viajar, vou sair. Vou arrancar raízes profundas ir. Vou caminhar
ao encontro do teu ser, do teu corpo, do teu rosto a sorrir.
Mas, quando eu morrer, não digas a ninguém que foi por ti.
Cobre o meu corpo frio com um dos lençóis que alagamos de seiva dos beijos ardentes e leva-o para uma praia junto ao mar, onde possa ser apenas mais um poema, como esses que te escrevi.
Planta à minha volta uma fiada de rosas brancas em recipientes mornos,
e um cordão de árvores que perfurem a noite, porque a morte deve ser clara como o sal na crista das ondas, e a cegueira assusta com seus contornos.
Quando eu morrer, deixa-me a ver o mar do alto de um rochedo e não chores, nem toques com os teus lábios a minha boca fria.
Promete-me que rasgas os meus versos em pedaços tão pequenos que se percam, numa suave apatia.
E não esqueças de os lançar no retiro do oceano para que se alguém os enxergar de longe julgar serem flores que o vento despiu.
Ou uma simples estrela que pinga luz de amor, uma lágrima de sol, quando na realidade é apenas um homem que jamais alguém descobriu.
2010-01-010
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Em todas as ruas te encontro
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domingo, 13 de setembro de 2009
Fantasia
No conforto da minha fantasia te traço os lábios.
Calo a minha boca colada na tua,
Silêncio e seda inventadas numa folha de papel.
Invento o momento,
Diluo as minhas mãos na tua pele rosada
E sorvo-te num impulso!
Guardo o pensamento na gaveta dos nossos segredos,
Derramo-me na nascente da tua fantasia,
Traço o meu devaneio na recordação de palavras escondidas
E espero-te as mãos e o corpo na minha ilusão!
Na minha noite que não chega, cheiro-te a ausência,
O segredo e os murmúrios soltos...
Abafa-me em toques de carinho, ousa...
Toca-me a pele, desliza por ela, sedenta de ternura.
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:15 1 comentários
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domingo, 16 de agosto de 2009
Vem!
Tenho medo!
Não tenhas, hei-de dar-te o mundo hoje.
O mundo?
O mundo inteiro que trago no coração!
Choro compulsivamente a alma tem destas coisas, choro porque sei que longe ou perto estaremos sempre unidos.
Vem hoje ainda em rebate trazer-me o teu coração, porque quero ter-te aqui na minha frente para chorar a olhar-te. Quero ter-te só por um instante e sentir-te a olhar-me. Quero-te ainda aqui... e aqui estás... porque o querer é magia!
Vem!
Postado por Sonhadoremfulltime às 21:54 2 comentários
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terça-feira, 11 de agosto de 2009
No colo do vento
E na planície do jamais, caminho de mãos dadas com o fogo do teu corpo!
Perco-me na chama das tuas palavras, bebo a tua língua nas palavras de amor que me dás!
Salpicas-me a alma de manhãs de nevoeiro, que traça em mim êxtases fabulosos de céus murmurando em uníssono.
Carinhos e destinos traçados além!
Corro à desfilada no teu verbo,
Abraço o teu desejo,
Mas não te encontro... como nos meus húmidos sonhos.
Postado por Sonhadoremfulltime às 22:29 1 comentários
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segunda-feira, 13 de julho de 2009
Noite
Noite cerrada como breu que não me permite olhar-te
Noite sem estrelas cintilantes que me alegram os olhos lacrimejantes de saudade de ti
Noite sem gesto de ternura que é consumada pela mão do teu ser de mulher
Noite sem ti no meu corpo vazio de sentimento e tão repleto de paixão
É noite cerrada na minha alma
Noite... e nada mais!
Escrito numa noite comum… e nada mais!
Postado por João Cordeiro às 21:35 0 comentários
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domingo, 12 de julho de 2009
Quando
Quando as minhas mãos te tocam, sinto que te ilumina a alma, o coração e o querer.
Quando te abraço, são dois corpos unidos pelo anseio da união.
Dois corpos que tremem de sofreguidão, de amor, que enlouquecem pela hora que não se vislumbram.
Quando te toco sinto o teu vibrar como se fosse a primeira vez.
Quando te abraço, sinto o palpitar de dois corações que em uníssono clamam pelo amor, pelo desejo.
Sinto embebido em mim o teu calor, o teu cheiro, a tua presença.
Quando nos acariciamos, deixamos cair no chão a máscara do dia e ficamos despidos de preconceitos, como dois inocentes que nada mais vêm, que a paixão.
Ao beijar-te sinto-te em mim.
Sinto-te na sensualidade que tão bem demonstras.
No azul do céu, no azul do mar; cor azul que penetrou no meu coração como uma seta mordaz, que me fere de desejo.
Ontem amor… ontem consegui chegar ao azul celeste, com os teus lábios e língua de amante impiedosa.
Ficaste com o sabor doce do sémen que te dei de paixão.
Depois saboreamos ambos nos teus lábios o sabor da vida…
Postado por João Cordeiro às 01:22 1 comentários
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Pinto-te
Saboreio-te em traços de acasos mirabolantes
E segredo-te indecências brilhando no escuro!
Pingo-te nos olhos ternuras e sonhos,
Espreito por eles a tua alma,
Descubro emoções,
Incendeio-te o íntimo...
Entranho-me na tua pele,
Esqueço a tua tela,
E deixo-me consumir no fogo que ateei!
Escrevo-te os desejos,
Amanheço-te a fantasia
E encanto-te as noites de gélidas de amor.
Postado por João Cordeiro às 22:02 2 comentários
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domingo, 5 de julho de 2009
Nu só para ti
Postado por João Cordeiro às 00:17 1 comentários
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
Quero-te em mim...
Onde relembro momentos,
Ainda que sofra, preciso cada dia que passa mmais e mais de ti.
Postado por João Cordeiro às 22:53 0 comentários
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Louco amor
nada vêem. São cinzas flamejantes a gotejar em cada palavra que desagua firme no
lodo translúcido do que sinto.
Gosto de amar ao sol, porque o amor é fogo e nas sombras das vielas esquecidas, os amantes morrem de frio brando, de coração gélido, de alma glacial.
Gosto de amar no campo trigueiro, porque o amor é uma semente de girasol, onde poisam delicadas borboletas, de sedosas asas brancas, num discreto lírio cor de marfim.
Gosto de amar perdidamente, porque o amor é louco e insano como eu.
Postado por João Cordeiro às 00:11 2 comentários
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