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terça-feira, 8 de novembro de 2011

O gelo queima




Os meus lábios permanecem quentes, o coração enorme no meu peito apertado. Nos meus olhos, tenho ainda restos de luar que me inundaram nas frestas abertas das noites de chuva.
Eu abraçava-te enquanto tu me acariciavas a face fria. E foi sempre assim, até que nos deixámos afundar, ainda enlaçados, no pântano que nos cercou até ao sufoco. Dissipados no meio da cidade triste e lacrimosa apenas uma melodia dos fingertips baloiçava numa música carente.
Não, não foi sonho, as noites estiveram. Permaneceram cravadas no gelo das minhas mãos, e o gelo guarda. O gelo queima. 

Que o gelo se liquefaça velozmente e te banhe corpo e alma a água cristalina do meu amor.

5/11/2011

2 comentários:

elagnes disse...

Que voltes de novo a banhar-lhe o corpo e a alma com o esse amor nesse abraço que tão bem abraçaram.
Por vezes basta um pequeno gesto, uma simples palavra... um dizer que falta para que esse amor volte de novo a inundar-te.

Beijo meu

Luz disse...

Não tenho palavras... Obrigada pela partilha.
Subscrevo o que é dito no comentário de elagnes e acrescento,
como diz a canção,
"Help me to dry your eyes
With simple words we say
Our pain could be gone
With simple words
Our pain could be gone"

Beijo