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domingo, 13 de setembro de 2009

Fantasia



No conforto da minha fantasia te traço os lábios.
Na incandescência da paixão esqueço o tempo,
Calo a minha boca colada na tua,
Silêncio e seda inventadas numa folha de papel.
Invento o momento,
Diluo as minhas mãos na tua pele rosada
E sorvo-te num impulso!
Guardo o pensamento na gaveta dos nossos segredos,
Derramo-me na nascente da tua fantasia,
Traço o meu devaneio na recordação de palavras escondidas
E espero-te as mãos e o corpo na minha ilusão!
Na minha noite que não chega, cheiro-te a ausência,
O segredo e os murmúrios soltos...
Abafa-me em toques de carinho, ousa...
Toca-me a pele, desliza por ela, sedenta de ternura.


Imagem: Google

1 comentários:

Ana Carolina disse...

Vindo de quem diz não ser poeta, que belas palavras, que belo poema. E assim, de devaneios e ilusões, vamos construindo a vida... e outras vezes destruindo!
AC