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quinta-feira, 25 de março de 2010

Testamento



Quando eu morrer
enterrem o meu coração
por baixo de um velho castanheiro

Quando eu morrer
ofereçam os meus pés
ao pobre que caminha

Quando eu morrer
façam das minhas mãos remos
da barca pobre

Quando eu morrer
ofereçam a luz dos meus olhos
ao faroleiro daquele molhe no mar

Quando eu morrer
o que sobrar
pode ficar ai a apodrecer


24-03-2010

6 comentários:

Angel in the dark disse...

Quanta amargura, meu caro sonhador!...

PS: a serie que é retratada na musica é uma das minhas preferidas.

Sonhadora disse...

Meu querido
Estás mais triste que eu...diz qualquer coisa.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Cirrus disse...

E a mente? Que lhe propões que façamos?

catwoman disse...

Estás demasiado triste me amigo, já sabes como contactar, se quiseres. Um beijo.

Carla disse...

Olá amigo sonhador, tenho estado um pouco ausente mas não esqueço nunca de todos vocês que costumam deixar umas palavrinhas no meu Tatuagens.
Este poema é muito rico, sem dúvida, mas também muito inquietante!Quando morrer tenho certeza que nem os seus pés, nem nada que é seu fisicamente, lhe fará falta alguma!A sua alma, sim, fará falta a muita gente...e permanecerá nos nossos corações através das suas palavras e da pessoa que um dia foi!
Abraço da Carla

Angel in the dark disse...

Meu caro sonhador,

Passa no meu blog e escolhe um selo para ti!
Onde se esconde o sonhador contador de histórias de encantar!

Angel